sábado, 15 de fevereiro de 2025

O DOMINGO. FOLHETO LITÚRGICO DE 16 DE FEVEREIRO

 



Ano LX – CAMOCIM- CE , 16 de fevereiro de 2025 – nº 15 SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C – São Lucas – Cor litúrgica: verde Formulário de Missa – MR., p.388 ANO JUBILAR: “Peregrinos da Esperança” A.: No dia do Senhor, celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. O mistério Pascal é o cento de nossa fé. Queremos, pois, renovar nossa esperança em Deus, na plena certeza que só nele encontramos a verdadeira felicidade. Iniciemos alegremente a Santa Missa. RITOS INICIAIS 1. CANTO DE ABERTURA – Hinário da CNBB, fasc. 3, p.121 R.: SÊ A ROCHA QUE ME ABRIGA, CASA FORTE QUE ME SALVA; PARA HONRA DO TEU NOME ÉS O GUIA QUE ME AMPARA!/ 1) Ponho em Deus minha esperança, que eu não seja envergonhado. Já que és justo, me defende: sei que vou ser libertado. Vem ouvir minha voz, eu estou angustiado./ 3) Confiando em tua face, vão vencer os intrigantes. Recebidos em tua tenda, proteção terão constante. Sê bendito, meu Senhor, sê bendito em todo instante./ 2) Sê pra mim uma rocha firme, sê pra mim seguro abrigo, sê pra mim uma fortaleza. Me orienta e eu vou contigo, eu te entrego o meu espírito. Desde agora, eu te bendigo./ 4) Eu dizia na aflição: “Deus não quer saber de mim”. Vejo agora que me ouviu, quando eu reclamei assim. Santos todos, amem, louvem o Senhor, até o fim! 2. SAUDAÇÃO INICIAL P.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T.: AMÉM. P.: A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco! T.: BENDITO SEJA DEUS, QUE NOS REUNIU NO AMOR DE CRISTO. 3. ATO PENITENCIAL P.: De coração contrito e humilde, aproximemo-nos do Deus justo e santo, para que tenha piedade de nós, pecadores. (breve silêncio) P.: Tende compaixão de nós, Senhor. T.: PORQUE SOMOS PECADORES. P.: Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia. T.: E DAI-NOS A VOSSA SALVAÇÃO. P.: Deus todo-poderoso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. T.: AMÉM. P.: Kýrie, eléison. T.: KÝRIE, ELÉISON. P.: Christe, eléison. T.: CHRISTE, ELÉISON. P.: Kýrie, eléison. T.: KÝRIE, ELÉISON. 4. HINO DO GLÓRIA Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados! Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças por Vossa imensa glória! Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós! Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica! Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós! Só Vós sois o Santo, só Vós o Senhor, só Vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. AMÉM. 5. COLETA P.: OREMOS: (breve silêncio) Ó Deus, que prometeis permanecer nos corações sinceros e retos, concedei-nos por vossa graça viver de tal maneira que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. T.: AMÉM. LITURGIA DA PALAVRA A.: Jesus nos propõe as bem-aventuranças como caminho seguro para a verdadeira felicidade. Ouçamos atentamente. 6. PRIMEIRA LEITURA – Jr 17,5-8 Leitura do Livro do Profeta Jeremias. 5 Isto diz o Senhor: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; 6 como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada. 7 Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; 8 é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade, por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos”. Palavra do Senhor. T.: GRAÇAS A DEUS. 7. SALMO RESPONSORIAL – Do Salmo 1 R.: É FELIZ QUEM A DEUS SE CONFIA!/ 1) Feliz aquele homem que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar./ 2) Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar./ 3) Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersa pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte. 8. SEGUNDA LEITURA – 1Cor 15,12.16-20 Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios. Irmãos: 12Se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? 16Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. 17E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. 18Então, também os que morreram em Cristo pereceram. 19Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos – de todos os homens – os mais dignos de compaixão. 20Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Palavra do Senhor. T.: GRAÇAS A DEUS. 9. ACLAMAÇÃO R.: ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA!/ V.: Ficai muito alegres, saltai de alegria, pois, tendes um prêmio bem grande nos céus. Ficai muito alegres, saltai de alegria, Amém! Aleluia, aleluia! (Lc 6,23ab) 10. EVANGELHO – Lc 6,17.20-26 P.: O Senhor esteja convosco. T.: ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS. P.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. T.: GLÓRIA A VÓS, SENHOR! P.: Naquele tempo, 17Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 20E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21Bemaventurados, vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! 22Bem-aventurados, sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! 23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”. Palavra da Salvação. T.: GLÓRIA A VÓS, SENHOR! 11. HOMILIA 12. PROFISSÃO DE FÉ Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, (faz-se inclinação nas palavras destacadas) que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. AMÉM. 13. ORAÇÃO DOS FIÉIS P.: Irmãos caríssimos, invoquemos o Senhor e apresentemos nossos pedidos, dizendo: Senhor, ouvi-nos! T.: SENHOR, OUVI-NOS! 1) Concedei sabedoria e fortaleza ao Santo Padre, o Papa Francisco, a fim de que continue comunicando os sinais do vosso amor, nós vos pedimos. T.: SENHOR, OUVI-NOS! 2) Abençoai todos os educadores do Distrito Federal, a fim de que se empenhem na transmissão dos valores humanos e cristãos às novas gerações, nós vos pedimos. T.: SENHOR, OUVI-NOS! 3) Que a vossa Palavra nos encoraje a uma contínua conversão de vida em busca de viver as bem-aventuranças evangélicas, nós vos pedimos. T.: SENHOR, OUVI-NOS! 4) Consolai os idosos que vivem nos asilos, abandonados por seus familiares e por todos os que estão em situação de vulnerabilidade para que encontrem verdadeiro acolhimento dos cristãos e a esperança de dias melhores, nós vos pedimos. T.: SENHOR, OUVI-NOS! (preces espontâneas) P.: Senhor, concedei-nos perseverar no caminho das Bem-aventuranças. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. LITURGIA EUCARÍSTICA 14. APRESENTAÇÃO DOS DONS – L. e M.: Elvira Dordiom R.: A VÓS, SENHOR, APRESENTAMOS ESTES DONS: O PÃO E O VINHO, ALELUIA!/ 1) Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor?/ 2) Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor./ 3) Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido./ 4) Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor. 15. P.: Orai, irmãos e irmãs, para que, o sacrifício da Igreja, nesta pausa restauradora na caminhada rumo ao céu, seja aceito por Deus Pai todo-poderoso. T.: RECEBA O SENHOR POR TUAS MÃOS ESTE SACRIFÍCIO, PARA A GLÓRIA DO SEU NOME, PARA O NOSSO BEM E DE TODA A SUA SANTA IGREJA. 16. SOBRE AS OFERENDAS P.: Este sacrifício, Senhor, nos purifique e renove e seja causa de recompensa eterna para os que fazem a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. 17. ORAÇÃO EUCARÍSTICA PARA DIVERSAS CIRCUNSTÂNCIAS I – A Igreja a caminho da unidade – MR., p.614 P.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças e cantar-vos um hino de glória e louvor, Senhor, Pai de infinita bondade. Pela palavra do Evangelho do vosso Filho reunistes uma só Igreja de todos os povos, línguas e nações. Por ela, vivificada pela força do vosso Espírito, não deixais de congregar na unidade todo o gênero humano. Manifestando a aliança do vosso amor, a Igreja irradia sem cessar a alegre esperança do vosso reino e brilha como sinal da vossa fidelidade que prometestes para sempre em Cristo Jesus, Senhor nosso. Por isso, unidos a todos os Anjos dos céus, nós vos celebramos na terra, cantando (dizendo) com a Igreja inteira a uma só voz: T.: SANTO, SANTO, SANTO... P.: Na verdade, vós sois Santo e digno de louvor, ó Deus, que amais os seres humanos e sempre os acompanhais no caminho da vida. Na verdade, é bendito o vosso Filho, presente no meio de nós, quando nos reunimos por seu amor. Como outrora aos discípulos de Emaús, ele nos revela as Escrituras e parte o Pão para nós. T.: BENDITO VOSSO FILHO, PRESENTE ENTRE NÓS! P.: Por isso, nós vos suplicamos, Pai de bondade: enviai o vosso Espírito Santo para que santifique estes dons do pão e do vinho, e se tornem para nós o Corpo e o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo. T.: ENVIAI O VOSSO ESPÍRITO SANTO! P.: Na véspera de sua paixão, na noite da última Ceia, Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos, dizendo: “TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS”. Do mesmo modo, no fim da Ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu-vos graças novamente e o entregou a seus discípulos, dizendo: “TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM”. Mistério da fé para a salvação do mundo! T.: SALVADOR DO MUNDO, SALVAI-NOS, VÓS QUE NOS LIBERTASTES PELA CRUZ E RESSURREIÇÃO. P.: Celebrando, pois, ó Pai santo, o memorial da Páscoa de Cristo, vosso Filho, nosso Salvador, anunciamos a obra do vosso amor; pela paixão e morte de cruz, vós o fizestes entrar na glória da ressurreição e o colocastes à vossa direita. Enquanto esperamos sua vinda gloriosa, nós vos oferecemos o Pão da vida e o Cálice da bênção. T.: ACEITAI, Ó SENHOR, A NOSSA OFERTA! P.: Olhai com bondade a oferta da vossa Igreja; nela vos apresentamos o sacrifício pascal de Cristo, que nos foi entregue. E concedei que, pela força do Espírito do vosso amor, sejamos contados, agora e por toda a eternidade, entre os membros do vosso Filho, cujo Corpo e Sangue comungamos. T.: O ESPÍRITO NOS UMA NUM SÓ CORPO! P.: Renovai, ó Pai, com a luz do Evangelho, a vossa Igreja que está em Brasília. Fortalecei o vínculo da unidade entre os fiéis e os pastores do vosso povo, em comunhão com o nosso Papa , o nosso Bispo D. EDMILSOM e toda a ordem episcopal. Assim, neste mundo dilacerado por discórdias, o vosso povo brilhe como sinal profético de unidade e concórdia. T.: CONFIRMAI NA UNIDADE A VOSSA IGREJA! P.: Lembrai-vos dos nossos irmãos e irmãs, que adormeceram na paz do vosso Cristo, e de todos os falecidos, cuja fé só vós conhecestes: acolhei-os na luz da vossa face e, na ressurreição, concedei-lhes a plenitude da vida. T.: CONCEDEI-LHES, Ó SENHOR, A LUZ ETERNA! P.: Concedei também a nós, no fim da nossa peregrinação terrestre, chegarmos todos à morada eterna, onde viveremos para sempre convosco e, com a Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, os Apóstolos e Mártires, e todos os Santos, vos louvaremos e glorificaremos, por Jesus Cristo, vosso Filho. Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos. T.: AMÉM. 18. RITO DA COMUNHÃO 19. CANTO DE COMUNHÃO – L.: Lc 6,20 / Sl 1 | M.: Pe. José Weber, SVD R.: FELIZES DE VÓS QUE SOIS POBRES, PORQUE VOSSO É O REINO DE DEUS!/ 1) Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se!/ 2) Mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada./ 3) Ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar; mas bem outra é a sorte dos perversos; ao contrário, são iguais à palha seca./ 4) Por isso os ímpios não resistem no juízo, nem os perversos, na assembleia dos fiéis. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte. 20. DEPOIS DA COMUNHÃO P.: OREMOS: (breve silêncio) Senhor, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. RITOS FINAIS 21. BREVES AVISOS 22. BÊNÇÃO FINAL – Tempo Comum I, MR., p.583 P.: O senhor esteja convosco. T.: ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS. P. ou Diác.: Inclinai-vos para receber a bênção. P.: Deus vos abençoe e vos guarde. T.: AMÉM. P.: Ele vos mostre sua face e se compadeça de vós. T.: AMÉM. P.: Volva para vós seu olhar e vos dê a sua paz. T.: AMÉM. P.: E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre. T.: AMÉM.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

O DOMINGO 16/02



Liturgia Diária16 – DOMINGO

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM


(verde, glória, creio – 2ª semana do saltério)


Sede para mim um Deus protetor e um lugar de refúgio, para me salvar. Porque sois minha força e meu refúgio e, por causa do vosso nome, me guiais e sustentais (Sl 30,3s).


O domingo das bem-aventuranças nos lembra que somos felizes quando depositamos nossa confiança em Deus e nossa esperança em Jesus. Ansiamos por felicidade, mas nem sempre escolhemos os rumos que nos conduzem a ela. O Senhor, junto ao qual alcançamos uma vida fecunda de alegria, fraternidade e amor, nos indica o caminho: fazer não pensando em ganhar, mas em servir.


Primeira Leitura: Jeremias 17,5-8


Leitura do livro do profeta Jeremias – 5Isto diz o Senhor: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; 6como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada. 7Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; 8é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade, por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos”. – Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial: 1


É feliz quem a Deus se confia!


1. Feliz é todo aquele que não anda / conforme os conselhos dos perversos; / que não entra no caminho dos malvados / nem junto aos zombadores vai sentar-se; / mas encontra seu prazer na lei de Deus / e a medita, dia e noite, sem cessar. – R.


2. Eis que ele é semelhante a uma árvore / que à beira da torrente está plantada; / ela sempre dá seus frutos a seu tempo, † e jamais as suas folhas vão murchar. / Eis que tudo o que ele faz vai prosperar. – R.


3. Mas bem outra é a sorte dos perversos. † Ao contrário, são iguais à palha seca / espalhada e dispersada pelo vento. / Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, / mas a estrada dos malvados leva à morte. – R.


Segunda Leitura: 1 Coríntios 15,12.16-20


Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 12se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? 16Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. 17E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. 18Então, também os que morreram em Cristo pereceram. 19Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos – de todos os homens – os mais dignos de compaixão. 20Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. – Palavra do Senhor.


Evangelho: Lucas 6,17.20-26


Aleluia, aleluia, aleluia.


Ficai muito alegres, saltai de alegria, / pois tendes um prêmio bem grande nos céus. / Ficai muito alegres, saltai de alegria, / amém! Aleluia, aleluia! (Lc 6,23) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 17Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 20E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21Bem-aventurados, vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! 22Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome por causa do Filho do Homem! 23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24Mas ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”. – Palavra da salvação.


Reflexão:


Descendo da montanha, Jesus proclama o “Sermão da planície”. Nesse texto, temos as “bem-aventuranças” e as “mal-aventuranças” do Evangelho de Lucas. Na planície, Jesus defronta-se com numerosos discípulos e grande multidão das cidades vizinhas e, então, inicia o discurso numa linguagem direta e olhando de frente a realidade do povo sofrido e ansioso por uma Boa Notícia. Jesus proclama felizes os pobres, os famintos, os que choram, os perseguidos por causa da fé. Em contrapartida, proclama os “ais” contra os ricos, os saciados, os que riem e os elogiados. As bem-aventuranças não são um apelo ao conformismo. Ao contrário, conclamam os pobres e famintos a levantarem a cabeça, na certeza de que, no empenho pela justiça, sua situação haverá de mudar. Os pobres não são felizes por causa de sua pobreza e miséria, mas porque Deus está com eles. Jesus não condena os ricos, mas os chama a ser solidários e partilhar do muito que têm com os que nada ou pouco possuem.


(Dia a Dia com o Evangelho 2025 - PAULUS)



15 – SÁBADO

17 – SEGUNDA-FEIRA



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Vinde adoremos. 1502



Liturgia Diária15 – SÁBADO

5ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)


Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemo-nos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor (Sl 94,6s).


Um profundo estudioso da Bíblia dizia que “não é possível restabelecer a ordem perturbada da vida sem levar em conta o lugar que Deus deve ocupar na vida das pessoas”. Reconheçamos nossos erros e a necessidade da misericórdia do Senhor, que sempre vem em socorro das nossas fragilidades e carências.


Primeira Leitura: Gênesis 3,9-24


Leitura do livro do Gênesis – 9O Senhor Deus chamou Adão, dizendo: “Onde estás?” 10E ele respondeu: “Ouvi tua voz no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; e me escondi”. 11Disse-lhe o Senhor Deus: “E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore de cujo fruto te proibi comer?” 12Adão disse: “A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi”. 13Disse o Senhor Deus à mulher: “Por que fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente enganou-me e eu comi”. 14Então o Senhor Deus disse à serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias da tua vida! 15Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”. 16À mulher ele disse: “Multiplicarei os sofrimentos da tua gravidez: entre dores darás à luz os filhos; teus desejos te arrastarão para o teu marido, e ele te dominará”. 17E disse em seguida a Adão: “Porque ouviste a voz da tua mulher e comeste da árvore de cujo fruto te proibi comer, amaldiçoado será o solo por tua causa! Com sofrimento tirarás dele o alimento todos os dias da tua vida. 18Ele produzirá para ti espinhos e cardos, e comerás as ervas da terra; 19comerás o pão com o suor do teu rosto até voltares à terra de que foste tirado, porque és pó e ao pó hás de voltar”. 20E Adão chamou à sua mulher “Eva”, porque ela é a mãe de todos os viventes. 21Então o Senhor Deus fez para Adão e sua mulher túnicas de pele e os vestiu. 22Disse, depois, o Senhor Deus: “Eis que o homem se tornou como um de nós, capaz de conhecer o bem e o mal. Não aconteça, agora, que ele estenda a mão também à árvore da vida para comer dela e viver para sempre!” 23E o Senhor Deus o expulsou do jardim de Éden, para que ele cultivasse a terra donde fora tirado. 24Expulsou o homem e colocou a oriente do jardim de Éden os querubins e a espada lampejante de chamas, para guardar o caminho da árvore da vida. – Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial: 89(90)


Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.


1. Já bem antes que as montanhas fossem feitas † ou a terra e o mundo se formassem, / desde sempre e para sempre vós sois Deus. – R.


2. Vós fazeis voltar ao pó todo mortal / quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” / Pois mil anos para vós são como ontem, / qual vigília de uma noite que passou. – R.


3. Eles passam como o sono da manhã, / são iguais à erva verde pelos campos: / de manhã ela floresce vicejante, / mas à tarde é cortada e logo seca. – R.


4. Ensinai-nos a contar os nossos dias / e dai ao nosso coração sabedoria! / Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? / Tende piedade e compaixão de vossos servos! – R.


Evangelho: Marcos 8,1-10


Aleluia, aleluia, aleluia.


O homem não vive somente de pão, / mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4,4). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – 1Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: 2“Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não tem nada para comer. 3Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe”. 4Os discípulos disseram: “Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?” 5Jesus perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete”. 6Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. 7Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. 8Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. 9Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. 10Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta. – Palavra da salvação.


Reflexão:


O relato da multiplicação dos pães é um exemplo simbólico de como Cristo supre todas as nossas necessidades. A vinda de Jesus ao mundo devolve a condição da graça ao ser humano, que é novamente alimentado por Deus, como era no paraíso. Curioso que o Evangelho de Marcos apresenta duas narrações da distribuição dos pães e peixes (Mc 6,35-44 e Mc 8,1-10). Não sabemos exatamente se se trata do mesmo episódio ou se o evento milagroso se repetiu. Provavelmente se repetiu, mais do que duas vezes, visto que Jesus era constantemente seguido pela multidão por uma região deserta, onde é difícil encontrar alimento. Isso sem mencionar que a maioria dos que o seguiam eram pobres. Entre um evento e outro narrado por Marcos, vemos pequenas diferenças, certamente carregadas de simbolismo compreendido pelos leitores da época. Por exemplo, o número de pães varia (cinco na primeira distribuição e sete agora), assim como o número de pessoas (4 ou 5 mil?) e, o mais curioso, a quantidade de cestos de sobra (doze cestos antes, sete cestos agora). Será apenas uma questão de matemática?


(Dia a Dia com o Evangelho 2025 - PAULUS)




Jesus Cristo faz bem todas as coisas





Evangelho 



Naquele tempo, 31 Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole. 32 Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33 Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. 34 Olhando para o céu, suspirou e disse: "Efatá!", que quer dizer: "Abre-te!" 35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. 36 Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. 37 Muito impressionados, diziam: "Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar".


— Palavra da Salvação.



Reflexão



1. Jesus continua passando pela área limítrofe da Galileia (Tiro, Sidônia, Decápole), território pagão, onde realiza o milagre na vida da filha da mulher pagã Siro-fenícia (7,24-30), que se satisfez somente com a migalha, com a sobra do pão dos filhos, uma tremenda demonstração de humildade e fé. Além desse, hoje também o milagre do surdo-mudo, mediante gestos que indicam mais um ritual batismal. A presença de Jesus nesse território, segundo a teologia de Mc, tem como objetivo levar aos pagãos a salvação, conceder-lhes a graças de serem também eles participantes da Nova e Eterna Aliança. Há, no texto de Mc, um sentido universal da FÉ.


 


2. O modo como Jesus realiza o milagre no surdo-mudo não deve surpreender, pois não se trata do mais importante. Não deixa, portanto, de ser algo curioso, até porque não era nada visto em outros milagres realizados por Jesus. O gesto de Jesus não diz respeito à uma ação terapêutica ou mesmo uma ação mágica. Ele não é um benzedor judeu nem um mágico grego. Ele não brinca com as pessoas nem muito menos com o bem que está realizando para a salvação delas. Mc apresenta esse gesto como um sinal da abertura do homem à uma realidade nova. É um gesto simbólico de uma força tremenda. Aqui se revela o cumprimento das promessas de Is 35,5-6: "Então se abrirão os olhos dos cegos, os ouvidos dos surdos se desobstruirão, o coxo saltará como um cervo e língua dos mudos entoará cantos".


 


3. Jesus toca o ouvido do surdo, permitindo-lhe escutar a Palavra de Deus, dando-lhe a graça de poder aprofundar esse conhecimento da teologia, da ciência de Deus, de fugir das vozes do mundo e ser todo para Deus. Em seguida, com Sua saliva toca-lhe a língua, sinal de que a palavra que será proclamada por aquele homem não será sua, mas de Deus, é o Cristo mesmo, Palavra Eterna do Pai, a Palavra da Salvação. Agora aquele homem pode proclamar a Palavra que não é dele, mas de Deus, pode anunciar a Palavra que lhe foi dada.


 


4. A surdez e a mudez daquele homem indicam os surdos-mudos do mundo sem fé, daqueles que se fecham totalmente à graça de Deus, que não querem saber das coisas de Deus. Portanto, um mundo sem escuta da Palavra de Deus e, consequentemente, sem profetas, é um mundo sem fé, amor e esperança; um mundo egoísta, individualista e sem horizonte; um mundo da força, da opressão e da ilusão. O surdo-mudo, agora curado, simboliza os que se abriram e aqueles que se abrirão à fé e, por isso mesmo, ao batismo. Os gestos de Jesus indicam o momento batismal. Pela fé e pelo batismo nasce um novo homem, decidido à escuta de Deus e pronto para proclamá-LO. É missão da Igreja eliminar com a surdez e mudez do mundo o quanto antes. Urge essa missão libertadora na força do Espírito de Deus.


 


Um forte e carinhoso abraço.



São Cirilo e S. Metódio 



"Uma vida constantemente em viagem, muito cansativa, entre as aventuras e os perigos de dois homens unidos pelo vínculo de sangue, da fé cristã, do destino de dever traçar um caminho novo onde a tradição já havia pavimentado uma estrada larga e movimentada. Tem disto e muito mais por trás da auréola e a pose hierática com os quais são retratados talvez os mais célebres irmãos Santos da catolicidade, Cirilo e Metódio.


O administrador e o erudito

Apenas dois anos separam os nascimentos. O maior é Metódio (que na realidade se chamava Miguel) e nasce em 825 em Tessalonica, onde em 827 vem à luz Cirilo (no século, Constantino). A história os vê inicialmente divididos. O primeiro se distingue logo como um hábil administrador e recebe o cargo de arconte de uma província do Império bizantino.


O segundo recebe uma educação refinada em Constantinopla - gramática, retórica, astronomia e música – o que deveria fazer dele um alto dignatário imperial. Mas quando chega o tempo, Cirilo tem uma ideia diferente e recusa.


O novo alfabeto da Bíblia

Por volta dos 35 anos, o Imperador Miguel III pensa em Cirilo quando os Czares do Mar de Azov pedem o envio de um letrado que saiba discutir com Judeus e sarracenos. É aqui que os dois irmãos se reúnem, iniciando a primeira de inúmeras missões juntos.


Dois anos mais tarde, em 863, é a vez da Grande Morávia. O objetivo da missão é a de opor-se à influência germânica com dois missionários que soubessem o eslavo.


Mas Cirilo e Metódio vão além. Provavelmente percebendo as dificuldades de comunicar as Escrituras nas línguas oficiais, o latim e o grego, os dois irmãos criam um novo alfabeto, o “glagolítico”, universalmente conhecido como “cirílico”: 40 caracteres derivados na maior parte de grafemas de cursiva medieval do alfabeto grego.


Evangelho do leste

A obra deles é tão extraordinária que o Papa, chamando-os a Roma, recebe Cirilo e Metódio indo ao encontro deles em procissão.


Os grandes esforços aos quais se submeteram, debilitam a saúde do mais jovem. Em 14 de fevereiro de 869 Cirilo, que tornou-se monge, morre após uma doença.


Metódio é consagrado bispo e continua a missão de sempre, superando hostilidades e incompreensões, e instruindo discípulos na tradução dos textos sagrados".



(Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/02/14/ss--cirilo--monge-e-metodio--bispo---padroeiros-da-europa-.html)


Evangelho do 



Deus nos guarde e nos conceda a paz 1402



Liturgia Diária14 – SEXTA-FEIRA

SANTOS CIRILO, MONGE, E METÓDIO, BISPO


(branco, pref. comum, ou dos pastores – ofício da memória)


Estes são homens santos, que se tornaram amigos de Deus, gloriosos arautos da verdade divina.


Por desobediência, “Adão e sua mulher esconderam-se do Senhor Deus”. O pecado entra no mundo, com suas consequências. Somos convidados a fugir das ocasiões de pecado e nos abrirmos à Palavra de Deus, para fazer sua vontade. Essa foi a atitude que os santos Cirilo, monge, e Metódio, bispo, assumiram no seguimento de Cristo. Gregos de nascimento e irmãos de sangue e na fé, realizaram ambos, no século 9º, grandiosa obra missionária junto aos povos eslavos.


Primeira Leitura: Gênesis 3,1-8


Leitura do livro do Gênesis – 1A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha feito. Ela disse à mulher: “É verdade que Deus vos disse: ‘Não comereis de nenhuma das árvores do jardim’?” 2E a mulher respondeu à serpente: “Do fruto das árvores do jardim nós podemos comer. 3Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus nos disse: ‘Não comais dele nem sequer o toqueis, do contrário morrereis'”. 4A serpente disse à mulher: “Não, vós não morrereis. 5Mas Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão e vós sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal”. 6A mulher viu que seria bom comer da árvore, pois era atraente para os olhos e desejável para obter conhecimento. E colheu um fruto, comeu e deu também ao marido, que estava com ela, e ele comeu. 7Então, os olhos dos dois se abriram; e, vendo que estavam nus, teceram tangas para si com folhas de figueira. 8Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava pelo jardim à brisa da tarde, Adão e sua mulher esconderam-se do Senhor Deus no meio das árvores do jardim. – Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial: 31(32)


Feliz aquele cuja falta é perdoada!


1. Feliz o homem que foi perdoado / e cuja falta já foi encoberta! / Feliz o homem a quem o Senhor † não olha mais como sendo culpado / e em cuja alma não há falsidade! – R.


2. Eu confessei, afinal, meu pecado / e minha falta vos fiz conhecer. / Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” / E perdoastes, Senhor, minha falta. – R.


3. Todo fiel pode, assim, invocar-vos / durante o tempo da angústia e aflição, / porque, ainda que irrompam as águas, / não poderão atingi-lo jamais. – R.


4. Sois para mim proteção e refúgio; / na minha angústia me haveis de salvar / e envolvereis a minha alma no gozo / da salvação que me vem só de vós. – R.


Evangelho: Marcos 7,31-37


Aleluia, aleluia, aleluia.


Abri-nos, ó Senhor, o coração / para ouvirmos a Palavra de Jesus! (At 16,14) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 31Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole. 32Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33Jesus afastou-se com o homem para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e, com a saliva, tocou a língua dele. 34Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!” 35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. 36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. 37Muito impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”. – Palavra da salvação.


Reflexão:

Decápole significa, literalmente, dez cidades, referindo-se ao conjunto de povoados fundados entre os séculos IV e I a.C. e conquistados por Pompeu no ano 63 a.C. Essas cidades, localizadas na região que hoje está dividida entre Israel, Síria e Jordânia, eram habitadas por uma população de cultura pagã. Portanto, Jesus continua a realizar milagres entre os pagãos, mostrando, assim, que eles também são acolhidos no Reino. Jesus aparece aqui, também, como o Redentor que restaura a bondade perdida por Adão e Eva no paraíso, texto que, por sinal, vemos na primeira leitura de hoje. Cristo é o novo Adão, que dá início à nova humanidade, não mais marcada pelo pecado, mas pela graça. Ele faz os surdos ouvir e os mudos falar (cf. Is 29,18). Uma curiosidade é que o rito do “efatá” faz parte ainda hoje do sacramento do batismo. Depois de batizá-la, o sacerdote traça o sinal da cruz sobre os ouvidos e a boca da criança, repetindo o mesmo gesto de Jesus, um gesto simbólico, mas de significado muito profundo, que tem sua origem no Evangelho que hoje meditamos.


(Dia a Dia com o Evangelho 2025 - PAULUS)





quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Homilia deste dia 13/02




Evangelho 



Naquele tempo, 24 Jesus saiu dali e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava. Mas não conseguiu ficar escondido. 25 Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. 26 A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. 27 Jesus disse: "Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos". 28 A mulher respondeu: "É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair". 29 Então Jesus disse: "Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha". 30 Ela voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já havia saído dela.


— Palavra da Salvação.



Reflexão



1. Jesus nasce judeu, prega para judeu, mas, segundo o episódio de hoje, abre também seu ministério aos pagãos ao entrar numa residência pagã sem ser reconhecido. É por isso que a primeira importante coisa a ser observada pelo texto é a entrada de Jesus em território pagão, depois de experimentar a incredulidade dos seus conterrâneos e de tornar claro, para eles, que a impureza sai de dentro do homem. Com isso, Ele coloca em xeque justamente o pensamento judeu quanto à impureza no que diz respeito a alguns alimentos, doenças e pessoas estrangeiras tidas como ímpias e idólatras. A presença mesma de Jesus em ambiente pagão indica a confirmação de seus ensinamentos: o interior do homem é o lugar tanto do encontro com Deus quanto de sua própria desgraça. No caso do texto, Jesus revela Seu interior todo voltado para o Pai e para o bem da humanidade.


 


2. A mulher de cultura religiosa grega e nacionalidade siro-fenícia representa a comunidade pagã de Marcos. Duas coisas emergem dessa figura: primeiro, ela toma consciência de sua condição de "cachorrinho", segundo o diminutivo de Mc. Ela sabe que, conforme o pensamento judeu, não tem direito algum a nada que pertença ao mundo judaico. Jesus traz isso a sua memória, torna-a consciente dessa realidade. O que ela gostaria de receber, nesse sentido, seria impossível. Segundo, ela demonstra uma profunda confiança em Jesus, volta-se completamente para Ele, humilha-se pela necessidade e pela certeza do poder que transparece na pessoa do Mestre: "Os cães comem as migalhas que caem das mesas dos seus donos". Para ela serve o resto, contanto que ele venha saciar suas necessidades. Jesus se encanta com a resposta humilde da mulher e, mesmo à distância, realiza o desejo dela, libertando sua filha.


 


3. A missão de Jesus é, antecipadamente, inaugurada por Ele mesmo. Aquilo que estava reservado somente para depois de Pentecostes, agora já tem seu início e indicação missionária. Os discípulos, que estavam a sós com Jesus, para um maior aprendizado, tiveram, mediante essa situação, a concretização dos ensinamentos de Jesus sobre o que é puro e impuro, enfatizando o coração como o lugar da decisão maior. Jesus se admira com a fé, com a humildade e a entrega de si própria daquela mulher. Na verdade, Ele está dizendo que toda a Igreja, que cada batizado e batizada se comporte do mesmo jeito, em total abandono nas mãos de Deus e na abertura à ação do Espírito Santo, a fim de que todos sejam configurados a Cristo Ressuscitado.


 


4. Agindo no mundo, os discípulos devem reconhecer em cada pessoa não a diferença de cultura, mas o que de excelente existe nela. É importante lembrar que todos as pessoas foram criadas por Deus, por isso mesmo têm suas marcas, sinais do Seu amor, verdade e fidelidade. O outro, aquele que ainda não conhece Jesus Cristo, não é filho do Diabo, mas filho de Deus na ordem da criação. Ele pode até viver na idolatria, mas isso não significa que deva ser desprezado, ou ainda mais conduzido à morte, pois um pecador não tem poder sobre outro, pois ambos são réus de morte por causa do pecado. Pelo contrário, o anúncio da Verdade defe ser feito segundo o amor e o reconhecimento da importância do outro e de sua história. A verdadeira transformação só acontecerá quando o outro se encantar com a mensagem anunciada e, humildemente, desejá-la como única riqueza de sua vida. Quem encontra, de fato, a Palavra de Deus e a Lei da liberdade (cf. Tg 1,22.25) e procura colocá-las em prática, esse, sim, transita pela estrada da salvação e se torna uma possibilidade salvífica para os que andam as apalpadelas no mundo.


 


Um forte e carinhoso 



Deus nos ama e nos quer livres.13/02

 



Liturgia Diária13 – QUINTA-FEIRA
5ª SEMANA DO TEMPO COMUM

(verde – ofício do dia)

Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemo-nos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor (Sl 94,6s).

No ato criador, Deus decide dar ao homem “uma auxiliar semelhante a ele”. Assim, cria a mulher, que o homem poderá amar e com a qual constituir a família. Esta liturgia nos ajude a seguir os mandamentos do Senhor com a fé e a confiança da mulher do Evangelho.

Primeira Leitura: Gênesis 2,18-25

Leitura do livro do Gênesis – 18O Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele”. 19Então o Senhor Deus formou da terra todos os animais selvagens e todas as aves do céu e trouxe-os a Adão, para ver como os chamaria; todo ser vivo teria o nome que Adão lhe desse. 20E Adão deu nome a todos os animais domésticos, a todas as aves do céu e a todos os animais selvagens, mas Adão não encontrou uma auxiliar semelhante a ele. 21Então o Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre Adão. Quando este adormeceu, tirou-lhe uma das costelas e fechou o lugar com carne. 22Depois, da costela tirada de Adão, o Senhor Deus formou a mulher e conduziu-a a Adão. 23E Adão exclamou: “Desta vez, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada ‘mulher’ porque foi tirada do homem”. 24Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne. 25Ora, ambos estavam nus, Adão e sua mulher, e não se envergonhavam. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 127(128)

Felizes todos os que respeitam o Senhor.

1. Feliz és tu se temes o Senhor / e trilhas seus caminhos! / Do trabalho de tuas mãos hás de viver, / serás feliz, tudo irá bem! – R.

2. A tua esposa é uma videira bem fecunda / no coração da tua casa; / os teus filhos são rebentos de oliveira / ao redor de tua mesa. – R.

3. Será assim abençoado todo homem / que teme o Senhor. / O Senhor te abençoe de Sião / cada dia de tua vida. – R.

Evangelho: Marcos 7,24-30

Aleluia, aleluia, aleluia.

Acolhei docilmente a Palavra / semeada em vós, meus irmãos; / ela pode salvar vossas vidas! (Tg 1,21) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 24Jesus saiu e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava. Mas não conseguiu ficar escondido. 25Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. 26A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. 27Jesus disse: “Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos”. 28A mulher respondeu: “É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”. 29Então Jesus disse: “Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha”. 30Ela voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já havia saído dela. – Palavra da salvação.

Reflexão:
Ao ser rejeitado pelos judeus, Jesus traça outro percurso para sua missão. Marcos expressa essa mudança de destinatários do anúncio do Reino ao revelar o diálogo entre Jesus e a mulher grega (pagã). Após romper com as tradições e discutir com os fariseus, Jesus se dirige a terras pagãs e começa ali a realizar milagres. Mostra, assim, que a pureza cultual e a segregação racial não fazem sentido para ele. Recordemos sempre que os leitores do Evangelho de Marcos são os neocristãos convertidos entre os pagãos. O episódio narrado hoje está cheio de símbolos que consolam esses neocristãos e aproximam da sua realidade a mensagem evangélica. Cronologicamente, podemos dizer que foi o primeiro passo de Jesus para incluir todos os povos no Reino de Deus.

(Dia a Dia com o Evangelho 2025