."Sangue Água / que brotastes do Coração de Jesus / como fonte de Misericórdia para nos, / eu confio em Vós! " (Diário nº 187)
2. "Ao expirardes, ó Jesus, / a Fonte da Vida brotou para acalmas / e abriu se o oceano da Misericórdia / para todo o mundo. Ó Fonte da Vida, / Mísericórdia insondável de Deus,/ abraçai o mundo inteiro / e derramai-Vos sobre nós !" (Diário nº 1319)
3."Ó Jesus crucificado, / suplico-Vos, / concedei-me a graça/ de sempre em toda a parte e em tudo / cumprir fielmente a santíssima Vontade de Vosso Pai. E quando essa, Vontade Divina / me parecer penosa e difícil de realizar, / então suplico-Vós, Jesus, / que das Vossas Chagas desça sobre mim / força e vigor, / e que a minha boca repita: /" Seja feita a Vossa Vontade? Senhor!" ( Diário nº 1265)
4. "Ó Salvador do mundo, / Amante da redenção humana,/ que em tão terríveis; suplícios de dor / não pensais em Vós mesmo, / lembrando-Vos apenas da salvação das almas, / ó Jesus, cheio de compaixão, / concedei-me a graça / de me esquecer de mim mesmo(a) / a fim de viver Inteiramente para as almas, / ajudando-Vos na Obra da Salvação / segundo a SantIssima Vontade, de Vosso pai..." ( Diário nº 1265 )
5. "Ó Jesus, / Verdade eterna, / nossa Vida, / invoco e suplico a Vossa misericórdia / para os pobres pecadores:'Ó dulcíssimo Coração do meu senhor, / cheio de Compaixão e insondável Misericórdia, / imploro-Vos pelos pobres pecadores. Ó Coração Sacratíssima, / fonte de Misericórdia, / do qual bro taro raios de graças incompreensíveis / para todo o gênero humano,/ suplico-vos luz/ para os pobres pecadores. Ó Jesus, / lembrai-Vos da vossa
amarga paixão / e não permitais que se percam almas / remidas com o Vosso preciosíssimo e sacratíssimo Sangue. Ó Jesus, / quando medito sobre o grande mérito do Vosso Sangue, / rejubilo com a sua imensidade, / pois uma só gota teria sido suficiente / para todos os pecadores... Oh, / como se consome de alegria o meu coração, / quando contemplo essa Vossa inconcebível Bondade, / Ó meu Jesus! Desejo trazer a Vossos pés / todos os pecadores, / para que louvem a Vossa Misericórdia / pelos séculos sem fim!" ( Diário nº 72 )
Nosso Senhor Jesus enumera três condições para que a oração feita nessa hora, seja atendida:
1) A prece deve ser dirigida a Jesus-Salvador.
2) A prece deve ser feita às tres horas da tarde.
3) A prece deve recorrer ao valor e aos méritos infinIto da Paixão do Senhor Jesus.
" Nessa hora - prometeu Jesus à santa irmã Faustina - podes requerer tudo o que desejes por ti e pelos outros. Nessa hora realizou-se a Graça para todo o mundo: a misericórdia venceu a Justiça" . (D 1.572)
Minha filha, procura rezar nessa hora a Via-Sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres. E se não puderes fazer a Via Sacra, entra ao menos por um momento na capela e adora o Meu coração que está cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento.
Dirigente: Senhor Jesus, queremos nesta via-sacra seguir vossos passos no caminho para o Calvário. Neste longo e tenebroso trajeto, suportastes dores, injúrias e humilhações. Ajudai-nos a meditar estas estações com muita fé e devoção. Queremos aprender de vós a fidelidade a Deus, mesmo diante das dificuldades que nos cercam ao longo da vida. A “via dolorosa” é essencialmente um exercício de piedade e devoção, um caminho que nos permite purificar nossos passos no vosso seguimento. Que esta via crucis aumente em nós o amor a Deus e aos irmãos.
PRIMEIRA ESTAÇÃO
Jesus é condenado à morte
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: Quando o “povo” pediu a crucificação de Jesus, Pilatos pediu água e lavou as mãos, dizendo: “Não sou responsável pelo sangue deste homem. É um problema de vocês”. Depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
A morrer crucificado, Teu Jesus é condenado por teus crimes, pecador.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus.
SEGUNDA ESTAÇÃO
Jesus carrega a sua cruz
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: Jesus recebe sobre seus ombros a cruz e se dirige ao monte Calvário ou Gólgota, onde será crucificado. A cruz era um antigo instrumento de suplício, usado para executar os condenados à morte. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Com a cruz é carregado e do peso acabrunhado, vai morrer por teu amor.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus.
TERCEIRA ESTAÇÃO
Jesus cai pela primeira vez
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: Jesus caminha cansado e abatido sob o peso da cruz. Seu corpo está coberto de sangue, suas forças esmorecem, e ele cai. Com chicotes, os soldados o forçam a se levantar e continuar o caminho para o Calvário. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Pela cruz tão oprimido cai Jesus desfalecido pela tua salvação.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus.
QUARTA ESTAÇÃO
Jesus se encontra com sua mãe
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: Mãe e filho se encontram e se abraçam em meio à dor. Eles tudo partilham, até a cruz, até o fim. Sem palavras, a dor leva-nos a compartilhar este momento sofrido, expresso em seus rostos. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
De Maria lacrimosa, sua mãe tão dolorosa, vê a imensa compaixão.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus.
QUINTA ESTAÇÃO
Simão ajuda Jesus a carregar a sua cruz
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: Enquanto levavam Jesus para ser crucificado, Simão de Cirene, que voltava do campo, foi obrigado a carregar a cruz para que Jesus não desfalecesse pelo caminho, pois tinha de permanecer vivo até a crucifixão. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Em extremo desmaiado, deve auxílio tão cansado, receber do Cirineu.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus.
SEXTA ESTAÇÃO
Verônica enxuga o rosto de Jesus
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: Uma mulher que assistia à passagem de Jesus se comove ao ver a cena e decide limpar a face do condenado tingida de sangue. No pano usado por Verônica ficou gravado o rosto de Jesus. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
O seu rosto ensanguentado, por Verônica enxugado eis no pano apareceu.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus.
SÉTIMA ESTAÇÃO
Jesus cai pela segunda vez
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: Jesus sabia do fim que o esperava. Seu espírito estava preparado, mas seu corpo estava esgotado e abatido. Por isso, caminhava com dificuldade e pela segunda vez cai sob a cruz. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Outra vez desfalecido, pelas dores abatido, cai em terra o salvador.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus.
OITAVA ESTAÇÃO
Jesus consola as mulheres de Jerusalém
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: Já estavam próximos do monte Calvário. Jesus, abatido pela dor e vendo suas forças esgotadas, ainda tem ânimo para consolar as mulheres que, chorando, lamentavam o sofrimento dele. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Das matronas piedosas, de Sião filhas chorosas, é Jesus consolador.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus.
NONA ESTAÇÃO
Jesus cai pela terceira vez
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: Jesus já não suporta o cansaço e a dor, por isso cai pela terceira vez sob o peso da cruz. Quiseram dar-lhe vinho misturado com fel para aliviar a dor, mas ele não quis beber. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Cai, terceira vez, prostrado pelo peso redobrado, dos pecados e da cruz.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus.
DÉCIMA ESTAÇÃO
Jesus é despojado de suas vestes
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: Os soldados tomaram as roupas de Jesus e fizeram um sorteio, para ver a parte que cabia a cada um. Assim se cumpre a profecia: “Repartiram entre si minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Dos vestidos despojado, por verdugos maltratado, eu vos vejo, meu Jesus.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus.
DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO
Jesus é pregado na cruz
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: Jesus é crucificado. São cravados pregos de ferro que lhe rasgam a carne, dilacerando mãos e pés. A cruz é erguida, Jesus fica suspenso entre o céu e a terra. Agora é o fim, ele está definitivamente condenado. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Sois por mim à cruz pregado, insultado, blasfemado com cegueira e com furor.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus.
DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO
Jesus morre na cruz
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: Depois de longa agonia, Jesus lança seu último grito do alto da cruz: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Em seguida, inclinou a cabeça e entregou o espírito a Deus. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Por meus crimes padecestes, meu Jesus, por mim morrestes como é grande a minha dor.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus.
DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO
Jesus é descido da cruz
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: Às vésperas do sábado, José de Arimateia foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Com a permissão de Pilatos, José comprou um lençol de linho, desceu o corpo da cruz e o enrolou no lençol. Maria, sua mãe, recebeu-o em seus braços. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Do madeiro vos tiraram e nos braços vos deixaram de Maria, que aflição.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus.
DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO
Jesus é sepultado
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: Depois de envolvê-lo num lençol, José de Arimateia colocou o corpo de Jesus num túmulo escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido sepultado, e rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
No sepulcro vos deixaram, enterrado vos choraram, magoado o coração.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus.
DÉCIMA QUINTA ESTAÇÃO
A ressurreição de Jesus
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo. Leitor: No Domingo de madrugada, as mulheres foram ao túmulo e viram que estava vazio. Dois homens com vestes claras e brilhantes lhes perguntaram: “Por que procuram entre os mortos quem está vivo? Ele não está aqui, mas ressuscitou”. Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Meu Jesus, por vossos passos, recebei em vossos braços, a mim, pobre pecador.
Pela virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, bom Jesus
………………………………………………………………… ORAÇÃO FINAL
Dirigente: Senhor Jesus, terminamos o percurso da via-sacra, onde meditamos e rezamos sobre as principais dificuldades que enfrentastes no caminho até o Calvário. Sobre vossa cruz resplandece a luz da esperança, que não nos permite voltar atrás. A vossa cruz se torne para nós sinal de vitória. Ajudai-nos a abraçá-la com amor para que possamos vislumbrar o brilho da vossa ressurreição. Vós que viveis e reinais para sempre.
Todos: Amém.
Dirigente: Louvado será nosso Senhor Jesus Cristo.
Todos: Para sempre seja louvado.
PRIMEIRO MISTÉRIO - Mistérios Gozosos 1- A Anunciação à Nossa Senhora. A humildade 2- A Visitação à Sta. Isabel. A virtude da Caridade 3- O Nascimento de Nosso Senhor. O desapego ao material 4- A Apresentação do Menino. O oferecimento de nosso ser ao Pai 5- A perda no Templo. O Zelo Apostólico
Oração Inicial
Primeiro Mistério Luminoso: Batismo de Jesus no rio Jordão
«Depois que Jesus foi batizado, saiu logo da água. Eis que os céus se abriram e viu descer sobre ele, em forma de pomba, o Espírito de Deus. E do céu baixou uma voz: "Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição"» (Mt 3,16-17).
Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mistério), Glória ao Pai.
Segundo Mistério Luminoso: Auto-revelação de Jesus nas Bodas de Caná
«Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus.Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: "Eles já não têm vinho". Respondeu-lhe Jesus: "Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou". Disse, então, sua mãe aos serventes: "Fazei o que ele vos disser"». (Jo 2, 1-5)
Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mistério), Glória ao Pai.
Terceiro Mistério Luminoso: Anúncio do Reino de Deus
«Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho». (Mc 1, 15)
Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mistério), Glória ao Pai.
Quarto Mistério Luminoso: Transfiguração de Jesus
«Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha.Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura» (Mt 17, 1-2).
Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mistério), Glória ao Pai.
Quinto Mistério Luminoso: Instituição da Eucaristia
«Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: "Tomai e comei, isto é meu corpo"» (Mt 26, 26).
Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mi
Divino Jesus, nós Vos oferecemos este terço que vamos rezar, meditando nos mistérios da Vossa Redenção. Concedei-nos, por intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, as virtudes que nos são necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganharmos as indulgências desta santa devoção.
Mistérios Dolorosos 1- A Oração no Horto. A Opção pelo sacrifício 2- A Flagelação do Senhor. O domínio corporal 3- A Coroação de espinhos. A retidão mental 4- Jesus carregando a Cruz. A Paciência 5- A Morte de Nosso Senhor. A aceitação da Vontade Divina.
Mistérios Gloriosos 1- A Ressurreição de Jesus. A virtude da Fé 2- A Ascensão do Senhor. A virtude da Esperança 3- O envio do Espírito Santo. O Amor Divino 4- A Assunção de Maria Santíssima. A Boa Morte 5- A Coroação de Nossa Senhora. A intercessão de Nossa Mãe .
Infinitas graças vos damos, Soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos liberais. Dignai-vos agora e para sempre tomar-nos debaixo de vosso poderoso amparo e para mais nos obrigar vos saudamos com uma Salve Rainha….
Salve Rainha Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.
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Ano LXI – CAMOCIM-CE, 6 de setembro de 2026. Nº 49
VIGÉSIMO TERCEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM
ANO A – São Mateus – Cor litúrgica: verde
Formulário de Missa – MR., p.405
A.: É sempre motivo de alegria quando nos reunimos em torno da Palavra e do Altar. Nossos
ouvidos escutam a voz do Senhor, nossa boca proclama os seus louvores e, com nossos
olhos, contemplamos sua bondade manifestada na Eucaristia. Como comunidade cristã
devemos nos ajudar mutuamente por meio da caridade e correção fraterna. Isso nos leva
cada vez mais a confiarmos na misericórdia divina. Cheios de esperança, iniciemos com
piedade e devoção a Santa Missa.
RITOS INICIAIS
1. CANTO DE ABERTURA – L.: Sl 118 | M.: Delphim Rezende Porto e Pe. José Weber, SVD
R.: VÓS SOIS JUSTO, SENHOR, AO JULGARDES E É JUSTA A VOSSA SENTENÇA./
1. Conforme o vosso amor, Senhor, tratai-me, e também vossos desígnios ensinai-me!
Vossa palavra foi provada e comprovada, por isso o vosso servo tanto a ama./
2. Maravilhosos são os vossos testemunhos, eis por que meu coração os observa! Vossa
palavra, ao revelar-se, me ilumina, ela dá sabedoria aos pequeninos./ 3. Vossa justiça é
justiça eternamente e vossa lei é a verdade inabalável. Justiça eterna é a vossa Aliança;
ajudai-me a compreendê-la e viverei!
2. SAUDAÇÃO INICIAL
P.: Em nome do Pai e do
T.: AMÉM.
Filho e do Espírito Santo.
P.: A graça e a paz daquele que é, que era e que vem, estejam convosco.
T.: BENDITO SEJA DEUS, QUE NOS REUNIU NO AMOR DE CRISTO.
3. ATO PENITENCIAL
P.: De coração contrito e humilde, aproximemo-nos do Deus justo e santo, para que tenha
piedade de nós, pecadores. (breve silêncio)
P.: Tende compaixão de nós, Senhor.
T.: PORQUE SOMOS PECADORES.
P.: Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
T.: E DAI-NOS A VOSSA SALVAÇÃO.
P.: Deus todo-poderoso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza
à vida eterna.
T.: AMÉM.
P.: Senhor, tende piedade de nós.
T.: SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS.
P.: Cristo, tende piedade de nós.
T.: CRISTO, TENDE PIEDADE DE NÓS.
P.: Senhor, tende piedade.
T.: SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS.
4. HINO DO GLÓRIA
Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por ele amados. Senhor Deus, rei dos
céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos,
nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo,
Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado
do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa
súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós,
o Senhor, só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai.
AMÉM.
5. COLETA
P.: OREMOS: (breve silêncio) Ó Deus, olhai com bondade os que redimistes e adotastes
como filhos e filhas, e concedei aos que creem no Cristo a verdadeira liberdade e a
herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e
reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
T.: AMÉM.
LITURGIA DA PALAVRA
A.: Ouçamos, com atenção, a Palavra que será proclamada nesta Liturgia para nossa
edificação.
6. PRIMEIRA LEITURA – Ez 33,7-9
Leitura da Profecia de Ezequiel.
Assim diz o Senhor: 7“Quanto a ti, filho do homem, eu te estabeleci como vigia para a casa
de Israel. Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu os deves advertir em meu
nome. 8Se eu disser ao ímpio que ele vai morrer, e tu não lhe falares, advertindo-o a
respeito de sua conduta, o ímpio vai morrer por própria culpa, mas eu te pedirei contas da
sua morte. 9Mas, se advertires o ímpio a respeito de sua conduta, para que se arrependa, e
ele não se arrepender, o ímpio morrerá por própria culpa, porém, tu salvarás tua vida.
Palavra do Senhor.
T.: GRAÇAS A DEUS.
7. SALMO RESPONSORIAL – Salmo 94/95
R.: NÃO FECHEIS O CORAÇÃO, OUVI, HOJE, A VOZ DE DEUS!/ 1. Vinde, exultemos de
alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com
louvores e com cantos de alegria o celebremos!/ 2. Vinde, adoremos e prostremo-nos por
terra e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é nosso Deus, nosso Pastor, e nós
somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão./ 3. Oxalá ouvísseis
hoje a sua voz: “Não fecheis os corações, como em Meriba, como em Massa, no deserto,
aquele dia, em que, outrora, vossos pais me provocaram apesar de terem visto as minhas
obras”.
8. SEGUNDA LEITURA – Rm 13,8-10
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.
Irmãos: 8Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o
próximo está cumprindo a Lei. 9De fato, os mandamentos: “Não cometerás adultério”, “Não
matarás”, Não roubarás”, “Não cobiçarás”, e qualquer outro mandamento, se resumem
neste: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. 10O amor não faz nenhum mal contra o
próximo. Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da Lei. Palavra do Senhor.
T.: GRAÇAS A DEUS.
9. ACLAMAÇÃO
R.: ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA!/ V.: O Senhor reconciliou o mundo em Cristo, confiando
nos sua Palavra; a Palavra da reconciliação, a Palavra que hoje, aqui, nos salva. (2Cor 5,19)
10. EVANGELHO – Mt 18,15-20
P.: O Senhor esteja convosco.
T.: ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS.
P.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
T.: GLÓRIA A VÓS, SENHOR!
P.: Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 15“Se o teu irmão pecar contra ti, vai
corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele
não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja
decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17Se ele não vos der ouvido, dize-o à
Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um
pecador público. 18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e
tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19De novo, eu vos digo: se dois de
vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será
concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em
meu nome, eu estou aí, no meio deles”. Palavra da Salvação.
T.: GLÓRIA A VÓS, SENHOR.
11. HOMILIA
12. PROFISSÃO DE FÉ
Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único
Filho, nosso Senhor, (faz-se inclinação nas palavras destacadas) que foi concebido pelo
poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi
crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar
os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos
santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. AMÉM.
13. ORAÇÃO DOS FIÉIS
P.: Com toda confiança, apresentemos ao Deus da vida as nossas preces dizendo: Senhor,
escutai-nos!
T.: SENHOR, ESCUTAI-NOS!
1) Pela Igreja, na missão de promover a reconciliação e a concórdia, a paz e a justiça em nosso
mundo, para que seja sempre uma Casa aberta a acolher a todos, rezemos ao Senhor.
T.: SENHOR, ESCUTAI-NOS!
2) Para que as autoridades públicas de nosso país realizem ações que beneficiem todos os
cidadãos e amparem as pessoas com deficiência, rezemos ao Senhor.
T.: SENHOR, ESCUTAI-NOS!
3) Para que todas as mulheres gestantes sejam cuidadas e acolhidas em suas necessidades,
a fim de viverem bem o período gestacional, rezemos ao Senhor.
T.: SENHOR, ESCUTAI-NOS!
4) Por nós, que estamos aqui reunidos, para que, por meio da capacidade de dar e receber
o perdão, reconhecendo nossas fraquezas, nos tornemos mais misericordiosos com os
irmãos, rezemos ao Senhor.
T.: SENHOR, ESCUTAI-NOS!
(preces espontâneas):
P.: Ó Deus, que nos reconciliastes convosco pela morte e ressurreição do vosso Filho, ouvi
nos. Pelo mesmo Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo.
T.: AMÉM.
LITURGIA EUCARÍSTICA
14. APRESENTAÇÃO DOS DONS – L.: Anônimo. séc. XVII | M.: Pe. Josmar Braga
1. Recebei, Senhor do céu, nossa oferta deste pão. Este pão se tornará depois corpo vivo de
Jesus./ 2. Recebei também, Senhor, deste vinho o nosso dom. Este vinho que será depois
sangue vivo de Jesus./ 3. Neste Corpo e neste Sangue acharemos salvação. Renovados com
celeste ardor saberemos ser fiéis./ 4. Glória ao Pai onipotente, glória ao Filho Redentor, e
ao Espírito de eterno amor pelos séculos. Amém.
15. P.: Orai, irmãos e irmãs, para que esta nossa família, reunida em nome de Cristo, possa
oferecer um sacrifício que seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
T.: RECEBA O SENHOR POR TUAS MÃOS ESTE SACRIFÍCIO, PARA GLÓRIA DO SEU NOME,
PARA NOSSO BEM E DE TODA A SUA SANTA IGREJA.
16. SOBRE AS OFERENDAS
P.: Ó Deus, fonte da verdadeira piedade e da paz, concedei que vos honremos
dignamente nesta celebração e, pela fiel participação nos sagrados mistérios, sejam
reforçados os laços que nos unem. Por Cristo, nosso Senhor.
T.: AMÉM.
17. ORAÇÃO EUCARÍSTICA SOBRE A RECONCILIAÇÃO II – MR., p.608
P.: Na verdade, é digno e justo dar-vos graças e cantar vossos louvores, Deus Pai todo
poderoso, por tudo que operais neste mundo, por Cristo, nosso Senhor. No meio da
humanidade dividida por inimizades e discórdias, sabemos por experiência que vós levais as
pessoas a se converter e buscar a reconciliação. Pelo vosso Espírito Santo moveis os
corações, de modo que os inimigos voltem à amizade, os adversários se deem as mãos e os
povos procurem reencontrar a paz. É também obra do vosso poder, ó Pai, quando o ódio é
vencido pelo amor, a vingança dá lugar ao perdão e a discórdia se converte em mútua
afeição. Por isso, com os coros celestes, nós vos damos graças sem cessar e proclamamos
aqui na terra a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:
T.: SANTO, SANTO, SANTO…
P.: Pai onipotente, louvado sois por vosso Filho Jesus Cristo, que veio em vosso nome. Ele é
a Palavra de salvação para a humanidade, a mão que estendeis aos pecadores e o caminho
pelo qual nos é concedida a vossa paz. Quando vos abandonamos por nossos pecados, vós
nos reconduzistes à reconciliação por vosso Filho, que por nós entregastes à morte, para
que voltássemos a vós e nos amássemos uns aos outros.
E agora, celebrando a reconciliação que Cristo nos trouxe, vos pedimos: santificai estas
oferendas pela efusão do vosso Espírito, a fim de que se tornem o Corpo e o Sangue do
vosso Filho que nos mandou celebrar estes mistérios.
T.: ENVIAI O VOSSO ESPÍRITO SANTO!
P.: Antes de dar a vida para nos libertar, estando à mesa, Jesus tomou o pão em suas mãos,
pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos, dizendo:
“TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS”.
Do mesmo modo, naquela noite, ele tomou o cálice da bênção em suas mãos e,
proclamando a vossa misericórdia, o deu a seus discípulos, dizendo:
“TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E
ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS
PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM”.
Mistério da fé e do amor!
T.:
TODAS AS VEZES QUE COMEMOS DESTE PÃO E BEBEMOS DESTE CÁLICE,
ANUNCIAMOS, SENHOR, A VOSSA MORTE, ENQUANTO ESPERAMOS A VOSSA VINDA!
P.: Fazendo, pois, memória da morte e ressurreição do vosso Filho que nos deixou esta
prova de amor, nós vos oferecemos aquilo que nos destes: o sacrifício da perfeita
reconciliação.
T.: ACEITAI, Ó SENHOR, A NOSSA OFERTA!
P.: Pai santo, neste banquete salvífico, suplicantes, vos pedimos: aceitai-nos também com
vosso Filho e dai-nos o seu Espírito para que nos liberte de tudo que nos separa uns dos
outros.
T.: O ESPÍRITO NOS UNA NUM SÓ CORPO!
P.: Ele faça da vossa Igreja sinal de unidade do gênero humano e instrumento da vossa paz,
e nos conserve em comunhão com o Papa Leão, o nosso Bispo Paulo Cezar, os Bispos do
mundo inteiro e todo o vosso povo.
T.: LEMBRAI-VOS, Ó PAI, DA VOSSA IGREJA!
P.: Ó Pai, que agora nos reunistes, à mesa do vosso Filho, congregai-nos também na Ceia da
comunhão eterna nos novos céus e nova terra, onde brilha a plenitude da vossa paz, junto
com a gloriosa Virgem Maria, Mãe de Deus, os Apóstolos e todos os Santos, os nossos
irmãos e as pessoas de todos os povos e línguas que morreram na vossa amizade, em Cristo
Jesus, Senhor nosso.
Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito
Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.
T.: AMÉM.
18. RITO DA COMUNHÃO
19. CANTO DE COMUNHÃO – L.: Mt 18,15-16 e Sl 142 | M.: Pe. José Weber
R.: SE TEU IRMÃO ERRAR E PECAR VAI CORRIGI-LO A SÓS COM AMOR, SE ELE TE OUVIR E
SE CORRIGIR, TU GANHASTE E SALVASTE O IRMÃO./ 1. Não chameis vosso servo a juízo,
pois diante da vossa presença não é justo nenhum dos viventes. Ó Senhor, renovai minha
vida!/ 2. Indicai-me o caminho a seguir, pois a vós eu elevo a minha alma; Vossa vontade
ensinai-me a cumprir, porque sois o meu Deus e Senhor./ 3. Vosso espírito bom me dirija e
me guie por terras bem planas. Pela vossa justiça e clemência, arrancai a minha alma da
angústia./ 4. Ó Senhor, escutai minha prece, ó meu Deus atendei minha súplica! Respondei
me, ó vós Deus fiel, escutai-me por vossa justiça!
20. DEPOIS DA COMUNHÃO
P.: OREMOS: (breve silêncio) Senhor, que alimentais e fortaleceis vossos fiéis com o pão
da Palavra e da Eucaristia, concedei-nos desfrutar de tal modo destes dons do vosso
amado Filho, que mereçamos para sempre viver em comunhão com ele. Por Cristo, nosso
Senhor.
T.: AMÉM.
21. ORAÇÃO VOCACIONAL
P.: REZEMOS JUNTOS: Nós vos rogamos, ó Bom Jesus: enviai operários para a vossa
messe, pois a messe é grande e os operários são poucos. Olhai nossas necessidades e dai
nos religiosos e religiosas dedicados, santos sacerdotes para pastorear o vosso povo e
famílias zelosas e generosas. Maria, Mãe e Rainha das vocações, rogai por nós. AMÉM.
RITOS FINAIS
22. BREVES AVISOS
23. BÊNÇÃO FINAL
LEITURAS DA SEMANA
Seg.: 1Cor 5,1-8; Sl 5,5-6.7.12; Lc 6,6-11;
Ter.: Mq 5,1-4a ou Rm 8,28-30; Sl 70(71),6; Sl 12(13),6; Mt 1,1-16.18-23 ou mais breve 1,18
23. Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria, Festa;
Qua.: 1Cor 7,25-31; Sl 44(45), 11-12.14-15.16-17; Lc 6,20-26;
Qui.: 1Cor 8,1b-7.11-13; Sl 138(139),1-3.13-14ab.23-24; Lc 6,27-38;
Sex.: 1Cor 9,16-19.22b-27; Sl 83(84), 3.4.5-6.12; Lc 6,39-42;
Sáb.: 1Cor 10,14-22; Sl 115(116), 12-13.17-18; Lc 6,43-4
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— “Por que ele está tão quieto, tão incandescente?”
— “Você escolheu ver”, – ele respondeu. – “Fique satisfeito com isso. Apenas continue olhando”.
Quando olhei novamente, outro garoto entrou na caverna a uma velocidade vertiginosa. Ele também era do Oratório.
Mais assustado do que nunca, perguntei ao meu guia: — “Quando esses meninos estão correndo para esta caverna, eles não sabem para onde estão indo?”
— “Eles certamente sabem. Eles foram advertidos mil vezes, mas ainda sim optaram por se jogar ao fogo porque eles não detestam o pecado e tem preguiça em abandoná-lo. Além disso, eles desprezam e rejeitam os incessantes e misericordiosos convites de Deus para fazer penitência. Assim provocada, a Divina Justiça os persegue, os persegue e os estimula para que não possam parar até chegarem a este lugar “.
— “Oh, quão miserável esses garotos infelizes devem se sentir ao saber que não têm mais nenhuma esperança”, – exclamei.
— “Se você realmente quer saber sua loucura e fúria íntimas, chegue um pouco mais perto”, – observou meu guia.
Fui alguns passos para a frente e vi que muitos desses pobres infelizes se espancavam furiosamente como cães loucos. Outros estavam arranhando seus próprios rostos e mãos, arrancando sua própria carne e a jogando com toda violência. Naquele momento, todo o teto da caverna tornou-se tão transparente como o cristal e revelou um pedaço do céu e seus companheiros radiante seguros por toda a eternidade.
Os pobres miseráveis, furiosos e ofegantes de inveja, queimavam de raiva porque haviam ridicularizado os justos em vida.
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“ O ímpio o verá, e se entristecerá; rangerá os dentes, e se consumirá; o desejo dos ímpios perecerá.” (Salmo 111: 10).
Spendthrifts running through the wood of the suicides, Gustave Doré (1861)
— “Por que não ouço nada?” – Perguntei ao meu guia.
— “Chegue mais perto!” – ele aconselhou.
Pressionando minha orelha contra a janela de cristal, ouvi gritos e soluços, blasfêmias e xingamentos contra os santos. Foi um tumulto de vozes e gritos, estridente e confuso.
— “Tais são os cantos lúgubres que devem ecoar aqui durante a eternidade. Mas seus gritos, seus esforços e seus gritos são todos em vão.”
“ Toda a força da miséria virá sobres eles.”(Jó 20:22).
— “Aqui, o tempo não existe mais. Aqui existe apenas a eternidade”.
Enquanto eu via a condição de muitos dos meus meninos em pleno terror, um pensamento me aconteceu de repente.
— “Como esses meninos podem ser condenados?” – Eu perguntei. – “Ontem à noite eles ainda estavam vivos no Oratório!”
“Os meninos que você vê aqui”, – ele respondeu, – “estão todos mortos para a graça de Deus. Se eles morressem agora ou se persistissem em seus maus caminhos, eles seriam condenados. Mas estamos perdendo o tempo. Vamos continuar”.
Ele me conduziu e passamos por um corredor para uma caverna inferior, em cuja entrada eu li: “porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará” (Isaías 66:24).
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Nesta caverna inferior novamente vi os meninos do Oratório que haviam caído no forno de fogo. Eu me aproximei deles e notei que eles estavam todos cobertos de vermes e insetos que roíam seus órgãos vitais, corações, olhos, mãos, pernas e corpos inteiros tão ferozmente que desafiam a descrição. Desamparados e imóveis, eram presa de todo tipo de tormento.
Esperando poder falar com eles ou ouvir algo deles, cheguei ainda mais perto, mas ninguém falou nem olhou para mim. Então, perguntei ao meu guia por que, e ele explicou que os condenados estão totalmente privados de liberdade. Cada um deve suportar completamente seu próprio castigo, sem absolutamente nenhuma ajuda.
Aqui, podia-se ver como era atroz o remorso daqueles que haviam sido alunos em nossas escolas. Como era um tormento para eles lembrar cada pecado imperdoável e seu justo castigo, os inúmeros e até extraordinários meios que eles tinham para consertar seus caminhos, perseverar na virtude e ganhar o paraíso e sua falta de resposta aos muitos favores prometidos e concedidos pela Virgem Maria. Que tortura para eles pensar que poderiam ter sido salvos tão facilmente, mas agora estão irremediavelmente perdidos e lembrar as muitas boas resoluções feitas e nunca mantidas. O inferno é realmente pavimentado com boas intenções!
— “E agora”, – acrescentou, – “você também deve entrar naquela caverna”.
— “Ah não!” – Eu objetei com terror. – “Antes de ir ao inferno, alguém deve ser julgado. Ainda não fui julgado, então não irei ao inferno!”
— “Ouça”, – ele disse, – “o que você prefere fazer: visitar o inferno e salvar seus meninos ou ficar fora e deixá-los em agonia?”
Por um momento, fiquei sem palavras. — “Claro, eu amo meus meninos e desejo salvá-los todos”, – respondi, – “mas não há outra saída?”
— “Sim, há um caminho”,– ele prosseguiu, – “desde que você faça tudo o que puder”.
Respirei com mais facilidade e instantaneamente disse: — “Não me importo de ficar se eu puder resgatar esses amados filhos de tais tormentos”.
— “Entre por aqui”, – continuou meu amigo, – “e veja como nosso Deus bom e poderoso oferece amorosamente mil meios para guiar os seus meninos à penitência e salvando-os da morte eterna”.
Ao pegar minha mão, ele me levou até a caverna. Quando entrei, encontrei-me de repente transportado para um magnífico salão cujas portas de vidro cortadas ocultavam mais entradas.
Acima de uma delas, li esta inscrição: o Sexto Mandamento. Apontando para isso, meu guia exclamou: — “Transgressões a este mandamento causaram a eterna ruína de muitos meninos”.
— “Eles não foram se confessar?”
— “Sim, o fizeram, mas omitiram ou insuficientemente confessaram os pecados contra a bela virtude da pureza. Outros meninos podem ter caído nesse pecado, mas em sua infantilidade e vergonha nunca confessaram ou fizeram isso de forma insuficiente. Outros não lamentavam real ou sinceramente em sua determinação de evitá-la no futuro. Havia mesmo alguns que, ao invés de examinar sua consciência, passaram seu tempo tentando descobrir a melhor forma de enganar seu confessor. Qualquer um que morra neste estado de espírito escolhe estar entre os condenados , e assim ele está condenado por toda a eternidade. Apenas aqueles que morrerem verdadeiramente arrependidos serão eternamente felizes. Agora, você quer ver por que nosso Deus misericordioso trouxe você aqui?”
Ele levantou a cortina e vi um grupo de meninos do Oratório — todos conhecidos por mim — que estavam lá por causa deste pecado. Entre eles estavam alguns cuja conduta parecia ser boa.
— “Agora você certamente me deixará anotar seus nomes para que eu possa avisá-los individualmente”, – exclamou.
— “Não será necessário!”
— “Então, o que você sugere dizer a eles?”
— “Sempre pregue contra a imodéstia. Tenha em mente que, mesmo que você os corrigisse individualmente, eles prometeriam, mas não sempre de coração. Para uma resolução firme, é preciso a graça de Deus, que não será negada aos seus meninos se eles orarem. Deus manifesta o Seu poder, especialmente por ser misericordioso e perdoador. Por sua parte, reze e faça sacrifícios. Quanto aos meninos, deixe-os ouvir suas correções e consulte suas consciências. Isso lhes dirá o que fazer “.
— “Posso mencionar todas essas coisas aos meus meninos?”
— “Sim, você pode dizer o que quer que você lembre.”
— “Que conselho devo dar para protegê-los de tal tragédia?”
— “Continue dizendo-lhes que obedecendo a Deus, a Igreja, seus pais e seus superiores, mesmo nas pequenas coisas, serão salvos. Avise-os contra a ociosidade. Diga-lhes que se mantenham ocupados em todos os momentos para que o diabo não tenha chance para tentá-los. “
The Seven Corporal Works Of Mercy, David Teniers the Younger
Inclinei a cabeça e prometi. Fraco pela consternação, eu só podia murmurar: — “Obrigado por ter sido tão bom comigo. Agora, me leve para fora daqui”.
— “Tudo bem, então, venha comigo”.
Encorajadoramente, ele pegou minha mão e me levantou porque eu mal conseguia fazê-lo. Saindo daquele salão, em pouco tempo nós voltamos pelo horrível pátio e pelo longo corredor. Mas, assim que atravessamos o último portal de bronze, ele se virou para mim e disse:
— “Agora que você viu o que os outros sofrem, você também deve experimentar um toque do inferno.”
— “Não, não!” Gritei aterrorizado.
Ele insistiu, mas eu continuei recusando.
— “Não tenha medo”, – ele me disse; – “apenas tente. Toque nesta parede.”
Não consegui reunir coragem suficiente e tentei fugir, mas ele me segurou de volta. — “Experimente”, – ele insistiu. Agarrando meu braço firmemente, ele me puxou para a parede. — “Apenas um toque”, – ele ordenou, – “para que você possa dizer que você viu e tocou as paredes do sofrimento eterno e que você pode entender o que o último muro deve ser como se o primeiro fosse tão insuportável. Olhe para este muro!”
Eu o fiz com atenção. Parecia incrivelmente grosso. — “Há mil paredes entre esta e o fogo real do inferno”, – continuou meu guia. – “Mil paredes as englobam, cada uma mil medidas grossas e igualmente distantes uma da outra. Cada medida são mil milhas. Esse muro, portanto, está há milhões e milhões de quilômetros do fogo real do inferno. É apenas uma borda remota de próprio inferno.”
Quando ele disse isso, instintivamente fui para trás, mas ele agarrou minha mão, abriu-a e apertou-a contra a primeira das mil paredes. A sensação era tão excruciante que eu acordei com um grito e me encontrei sentado na cama. Minha mão estava ardendo, e eu continuava esfregando-a para aliviar a dor. Quando levantei esta manhã, notei que estava inchada. Ter minha mão pressionada contra a parede, embora apenas em um sonho, foi tão real que, mais tarde, a pele da minha palma descascou.
Tenha em mente que tentei não assustar-vos muito, e por isso não descrevi essas coisas com todo o seu horror quanto as vi e me impressionaram. Sabemos que Nosso Senhor sempre retratou o Inferno em símbolos porque, se ele o descrevesse como realmente é, não o teríamos entendido. Nenhum mortal pode compreender essas coisas. O Senhor conhece-os, e Ele os revela a quem Ele quiser.