sábado, 12 de setembro de 2026

MISERICÓRDIA SENHOR PIEDADE.VIA SACRA E O TERÇO




















HORA DA MISERICÓRDIA

."Sangue Água / que brotastes do Coração de Jesus / como fonte de Misericórdia para nos, / eu confio em Vós! " (Diário nº 187)
2. "Ao expirardes, ó Jesus, / a Fonte da Vida brotou para acalmas / e abriu se o oceano da Misericórdia / para todo o mundo. Ó Fonte da Vida, / Mísericórdia insondável de Deus,/ abraçai o mundo inteiro / e derramai-Vos sobre nós !" (Diário nº 1319)
3."Ó Jesus crucificado, / suplico-Vos, / concedei-me a graça/ de sempre em toda a parte e em tudo / cumprir fielmente a santíssima Vontade de Vosso Pai. E quando essa, Vontade Divina / me parecer penosa e difícil de realizar, / então suplico-Vós, Jesus, / que das Vossas Chagas desça sobre mim / força e vigor, / e que a minha boca repita: /" Seja feita a Vossa Vontade? Senhor!" ( Diário nº 1265)
4. "Ó Salvador do mundo, / Amante da redenção humana,/ que em tão terríveis; suplícios de dor / não pensais em Vós mesmo, / lembrando-Vos apenas da salvação das almas, / ó Jesus, cheio de compaixão, / concedei-me a graça / de me esquecer de mim mesmo(a) / a fim de viver Inteiramente para as almas, / ajudando-Vos na Obra da Salvação / segundo a SantIssima Vontade, de Vosso pai..." ( Diário nº 1265 )
5. "Ó Jesus, / Verdade eterna, / nossa Vida, / invoco e suplico a Vossa misericórdia / para os pobres pecadores:'Ó dulcíssimo Coração do meu senhor, / cheio de Compaixão e insondável Misericórdia, / imploro-Vos pelos pobres pecadores. Ó Coração Sacratíssima, / fonte de Misericórdia, / do qual bro taro raios de graças incompreensíveis / para todo o gênero humano,/ suplico-vos luz/ para os pobres pecadores. Ó Jesus, / lembrai-Vos da vossa
amarga paixão / e não permitais que se percam almas / remidas com o Vosso preciosíssimo e sacratíssimo Sangue. Ó Jesus, / quando medito sobre o grande mérito do Vosso Sangue, / rejubilo com a sua imensidade, / pois uma só gota teria sido suficiente / para todos os pecadores... Oh, / como se consome de alegria o meu coração, / quando contemplo essa Vossa inconcebível Bondade, / Ó meu Jesus! Desejo trazer a Vossos pés / todos os pecadores, / para que louvem a Vossa Misericórdia / pelos séculos sem fim!" ( Diário nº 72 )
Nosso Senhor Jesus enumera três condições para que a oração feita nessa hora, seja atendida:

1) A prece deve ser dirigida a Jesus-Salvador.

2) A prece deve ser feita às tres horas da tarde.

3) A prece deve recorrer ao valor e aos méritos infinIto da Paixão do Senhor Jesus.

" Nessa hora - prometeu Jesus à santa irmã Faustina - podes requerer tudo o que desejes por ti e pelos outros. Nessa hora realizou-se a Graça para todo o mundo: a misericórdia venceu a Justiça" . (D 1.572)
Minha filha, procura rezar nessa hora a Via-Sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres. E se não puderes fazer a Via Sacra, entra ao menos por um momento na capela e adora o Meu coração que está cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento.

Dirigente: Senhor Jesus, queremos nesta via-sacra seguir vossos passos
no caminho para o Calvário. Neste longo e tenebroso trajeto, suportastes
dores, injúrias e humilhações. Ajudai-nos a meditar estas estações com
muita fé e devoção. Queremos aprender de vós a fidelidade a Deus, mesmo
diante das dificuldades que nos cercam ao longo da vida. A “via dolorosa” é
essencialmente um exercício de piedade e devoção, um caminho que nos
permite purificar nossos passos no vosso seguimento. Que esta via crucis
aumente em nós o amor a Deus e aos irmãos.

PRIvia-sacra_1a_estacaoMEIRA ESTAÇÃO

Jesus é condenado à morte

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Quando o “povo” pediu a crucificação de Jesus, Pilatos pediu água
e lavou as mãos, dizendo: “Não sou responsável pelo sangue deste homem.
É um problema de vocês”. Depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

A morrer crucificado,
Teu Jesus é condenado
por teus crimes, pecador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

SEvia-sacra_2a_estacaoGUNDA ESTAÇÃO

Jesus carrega a sua cruz

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus recebe sobre seus ombros a cruz e se dirige ao monte
Calvário ou Gólgota, onde será crucificado. A cruz era um antigo
instrumento de suplício, usado para executar os condenados à morte.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Com a cruz é carregado
e do peso acabrunhado,
vai morrer por teu amor.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_3a_estacaoTERCEIRA ESTAÇÃO

Jesus cai pela primeira vez

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus caminha cansado e abatido sob o peso da cruz. Seu corpo
está coberto de sangue, suas forças esmorecem, e ele cai. Com chicotes,
os soldados o forçam a se levantar e continuar o caminho para o Calvário.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Pela cruz tão oprimido
cai Jesus desfalecido
pela tua salvação.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_4a_estacaoQUARTA ESTAÇÃO

Jesus se encontra com sua mãe

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Mãe e filho se encontram e se abraçam em meio à dor. Eles tudo
partilham, até a cruz, até o fim. Sem palavras, a dor leva-nos a compartilhar
este momento sofrido, expresso em seus rostos.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

De Maria lacrimosa,
sua mãe tão dolorosa,
vê a imensa compaixão.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_5a_estacaoQUINTA ESTAÇÃO

Simão ajuda Jesus a carregar a sua cruz

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Enquanto levavam Jesus para ser crucificado, Simão de Cirene, que
voltava do campo, foi obrigado a carregar a cruz para que Jesus não
desfalecesse pelo caminho, pois tinha de permanecer vivo até a crucifixão.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Em extremo desmaiado,
deve auxílio tão cansado,
receber do Cirineu.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_6a_estacaoSEXTA ESTAÇÃO

Verônica enxuga o rosto de Jesus

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Uma mulher que assistia à passagem de Jesus se comove ao ver a
cena e decide limpar a face do condenado tingida de sangue. No pano
usado por Verônica ficou gravado o rosto de Jesus.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

O seu rosto ensanguentado,
por Verônica enxugado
eis no pano apareceu.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 


via-sacra_7a_estacaoSÉTIMA ESTAÇÃO

Jesus cai pela segunda vez

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus sabia do fim que o esperava. Seu espírito estava preparado,
mas seu corpo estava esgotado e abatido. Por isso, caminhava com
dificuldade e pela segunda vez cai sob a cruz.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Outra vez desfalecido,
pelas dores abatido,
cai em terra o salvador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_8a_estacaoOITAVA ESTAÇÃO

Jesus consola as mulheres de Jerusalém

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Já estavam próximos do monte Calvário. Jesus, abatido pela dor e
vendo suas forças esgotadas, ainda tem ânimo para consolar as mulheres
que, chorando, lamentavam o sofrimento dele.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Das matronas piedosas,
de Sião filhas chorosas,
é Jesus consolador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 


via-sacra_9a_estacaoNONA ESTAÇÃO

Jesus cai pela terceira vez

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus já não suporta o cansaço e a dor, por isso cai pela terceira
vez sob o peso da cruz. Quiseram dar-lhe vinho misturado com fel para
aliviar a dor, mas ele não quis beber.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Cai, terceira vez, prostrado
pelo peso redobrado,
dos pecados e da cruz.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_10a_estacaoDÉCIMA ESTAÇÃO

Jesus é despojado de suas vestes

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Os soldados tomaram as roupas de Jesus e fizeram um sorteio, para
ver a parte que cabia a cada um. Assim se cumpre a profecia: “Repartiram
entre si minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Dos vestidos despojado,
por verdugos maltratado,
eu vos vejo, meu Jesus.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_11a_estacao
DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO

Jesus é pregado na cruz

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus é crucificado. São cravados pregos de ferro que lhe rasgam a
carne, dilacerando mãos e pés. A cruz é erguida, Jesus fica suspenso entre
o céu e a terra. Agora é o fim, ele está definitivamente condenado.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Sois por mim à cruz pregado,
insultado, blasfemado
com cegueira e com furor.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

via-sacra_12a_estacaoDÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO

Jesus morre na cruz

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Depois de longa agonia, Jesus lança seu último grito do alto da
cruz: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Em seguida, inclinou a
cabeça e entregou o espírito a Deus.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Por meus crimes padecestes,
meu Jesus, por mim morrestes
como é grande a minha dor.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_13a_estacaoDÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO

Jesus é descido da cruz

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Às vésperas do sábado, José de Arimateia foi a Pilatos e pediu o
corpo de Jesus. Com a permissão de Pilatos, José comprou um lençol de
linho, desceu o corpo da cruz e o enrolou no lençol. Maria, sua mãe,
recebeu-o em seus braços.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Do madeiro vos tiraram
e nos braços vos deixaram
de Maria, que aflição.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

via-sacra_14a_estacaoDÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO

Jesus é sepultado

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Depois de envolvê-lo num lençol, José de Arimateia colocou o corpo
de Jesus num túmulo escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido
sepultado, e rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

No sepulcro vos deixaram,
enterrado vos choraram,
magoado o coração.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_15a_estacaoDÉCIMA QUINTA ESTAÇÃO

A ressurreição de Jesus

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: No Domingo de madrugada, as mulheres foram ao túmulo e viram
que estava vazio. Dois homens com vestes claras e brilhantes lhes
perguntaram: “Por que procuram entre os mortos quem está vivo? Ele não
está aqui, mas ressuscitou”.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Meu Jesus, por vossos passos,
recebei em vossos braços,
a mim, pobre pecador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus

…………………………………………………………………
ORAÇÃO FINAL

Dirigente: Senhor Jesus, terminamos o percurso da via-sacra, onde
meditamos e rezamos sobre as principais dificuldades que enfrentastes no
caminho até o Calvário. Sobre vossa cruz resplandece a luz da esperança,
que não nos permite voltar atrás. A vossa cruz se torne para nós sinal de
vitória. Ajudai-nos a abraçá-la com amor para que possamos vislumbrar o
brilho da vossa ressurreição. Vós que viveis e reinais para sempre.

Todos: Amém.

Dirigente: Louvado será nosso Senhor Jesus Cristo.

Todos: Para sempre seja louvado.

PRIMEIRO MISTÉRIO - Mistérios Gozosos 1- A Anunciação à Nossa Senhora. A humildade 2- A Visitação à Sta. Isabel. A virtude da Caridade 3- O Nascimento de Nosso Senhor. O desapego ao material 4- A Apresentação do Menino. O oferecimento de nosso ser ao Pai 5- A perda no Templo. O Zelo Apostólico
Oração Inicial

Primeiro Mistério Luminoso: Batismo de Jesus no rio Jordão

«Depois que Jesus foi batizado, saiu logo da água. Eis que os céus se abriram e viu descer sobre ele, em forma de pomba, o Espírito de Deus. E do céu baixou uma voz: "Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição"» (Mt 3,16-17).

Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mistério), Glória ao Pai.
 

Segundo Mistério Luminoso: Auto-revelação de Jesus nas Bodas de Caná

«Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: "Eles já não têm vinho". Respondeu-lhe Jesus: "Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou". Disse, então, sua mãe aos serventes: "Fazei o que ele vos disser"». (Jo 2, 1-5)

Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mistério), Glória ao Pai.
 

Terceiro Mistério Luminoso: Anúncio do Reino de Deus

«Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho». (Mc 1, 15)

Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mistério), Glória ao Pai.
 

Quarto Mistério Luminoso: Transfiguração de Jesus

«Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha.Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura» (Mt 17, 1-2).

Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mistério), Glória ao Pai.
 

Quinto Mistério Luminoso: Instituição da Eucaristia

«Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: "Tomai e comei, isto é meu corpo"» (Mt 26, 26).

Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mi

Divino Jesus, nós Vos oferecemos este terço que vamos rezar, meditando nos mistérios da Vossa Redenção. Concedei-nos, por intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, as virtudes que nos são necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganharmos as indulgências desta santa devoção.
 Mistérios Dolorosos 1- A Oração no Horto. A Opção pelo sacrifício 2- A Flagelação do Senhor. O domínio corporal 3- A Coroação de espinhos. A retidão mental 4- Jesus carregando a Cruz. A Paciência 5- A Morte de Nosso Senhor. A aceitação da Vontade Divina.

Mistérios Gloriosos 1- A Ressurreição de Jesus. A virtude da Fé 2- A Ascensão do Senhor. A virtude da Esperança 3- O envio do Espírito Santo. O Amor Divino 4- A Assunção de Maria Santíssima. A Boa Morte 5- A Coroação de Nossa Senhora. A intercessão de Nossa Mãe .



Infinitas graças vos damos, Soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos liberais. Dignai-vos agora e para sempre tomar-nos debaixo de vosso poderoso amparo e para mais nos obrigar vos saudamos com uma Salve Rainha….
Salve Rainha
Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.





OS SONHOS DE DOM BOSCO: O CÉU,O INFERNO E O PURGATÓRIO

 


São João Bosco, nascido na Itália em 1815, começou a ter sonhos vívidos aos nove anos, o que continuaria ao longo de sua vida. Um dos seus sonhos mais memoráveis, e também uma das experiências mais aterrorizantes de sua vida, envolveu uma visita ao Inferno, da qual ele acordou com marcas de queimaduras na palma de sua mão após ter tocado a parede exterior do Inferno. O seguinte é o relato do santo em suas próprias palavras.

Se preferir escute o relato na voz do Padre Paulo Ricardo:

Relato da Visão do Inferno por Dom Bosco

Eu tenho outro sonho para lhes contar, uma espécie de resquício daqueles que eu lhe falei quinta e sexta-feira passadas, o que me esgotou totalmente. Os chame de sonhos ou o que você quiser.

Passei todo o dia seguinte preocupando com a noite miserável que estava me aguardando e, quando chegou a noite, não queria ir para a cama, então sentei-me à minha mesa navegando pelos livros até a meia-noite. O simples pensamento de ter mais pesadelos me assustava. No entanto, com grande esforço, finalmente fui para a cama.

Para que eu não adormecesse imediatamente e começasse a sonhar, coloquei meu travesseiro em pé na cabeceira da cama e praticamente me sentei, mas logo, com meu cansaço, simplesmente adormeci. Imediatamente a mesma pessoa da noite anterior apareceu ao pé da minha cama.

— “Levante-se e me siga!” ele disse.

“Pelo amor de Deus”, – protestei, – “deixe-me em paz. Estou exausto! Fui atormentado por uma dor de dente por vários dias e preciso de descanso. Além disso, pesadelos me desgastaram completamente”. – Eu disse isso porque a aparição desse homem sempre significa problemas, fadiga e terror para mim.

Dom Bosco ouvindo confissões

“Levante-se,” – ele repetiu – “Você não tem tempo a perder.”

“Para onde você está me levando?” – Eu perguntei.

“Não importa, você verá.”

Ele me levou a uma planície extensa e sem limites, verdadeiramente um deserto sem vida, sem uma alma à vista ou uma árvore ou um riacho. A vegetação amarela e seca aumentava a desolação. Eu não tinha ideia de onde eu estava ou o que deveria fazer. Por um momento, perdi de vista o meu guia e temi que estivesse perdido, totalmente sozinho. Quando eu finalmente vi meu amigo vindo em minha direção, suspirei de alívio.

“Onde estou?” Eu perguntei.

“Venha comigo e você descobrirá!”

Ele foi à frente e eu segui em silêncio, mas depois de uma longa e triste marcha, comecei a me preocupar se eu poderia atravessar o vasto campo mesmo com minha dor de dente e minhas pernas inchadas. De repente, vi uma estrada à frente.

“Por onde vamos agora?” – Perguntei ao meu guia.

“Por aqui” – ele respondeu.

Dante and Virgil leaving the dark wood, Gustave Doré (1861)

“O caminho dos pecadores é calçado de pedras unidas, mas ele conduz à região dos mortos, às trevas e aos suplícios.” (Eclesiástico 21:11).

Nós pegamos a estrada. Era bonita, ampla e muitíssimo pavimentada. Ambos os lados estavam alinhados com magníficas cercas verdejantes enfeitadas por lindas flores. Rosas, especialmente, apareciam por toda parte nas folhas. À primeira vista, a estrada era nivelada e confortável, e então eu caminhei sem a menor suspeita, mas logo percebi que ela imperceptivelmente inclinada para baixo. Embora não tenha ficado íngreme, encontrei-me movendo tão rapidamente que senti que estava deslizando sem esforço pelo ar. Realmente, eu estava deslizando e quase não usando meus pés. Então logo percebi que a viagem de volta seria muito longa e árdua.

“Como devemos voltar ao Oratório?” – Perguntei com preocupação.

“Não se preocupe,” – ele respondeu. – “O Todo-Poderoso quer que você vá. Ele, que o conduz, saberá como levá-lo de volta”.

A estrada continuava inclinada para baixo. Enquanto continuávamos nosso caminho, cercados por margens de rosas e outras flores, percebi que os meninos do Oratório e muitos outros que não conhecia estavam me seguindo. De alguma forma, encontrei-me no meio deles. Enquanto eu estava olhando para eles, eu notei que às vezes um, às vezes outro caiam no chão e eram instantaneamente arrastados por uma força invisível para uma queda assustadora, distantemente visível, que se inclinava para uma fornalha.

“ Os soberbos armaram-me laços e cordas; estenderam uma rede à beira do caminho; puseram-me armadilhas” (Salmo 139: 6).

“O que faz cair esses meninos?” – Perguntei ao meu companheiro.

“Veja mais de perto” – ele respondeu.

Eu o fiz. As armadilhas estavam em todo lugar, algumas perto do chão, outras ao nível dos olhos, mas todas bem escondidas. Ignorando seu perigo, muitos garotos foram pegos e tropeçaram; eles se esparramavam pelo chão, pernas ao ar. Então, quando eles conseguiam voltar a ficar de pé, eles corriam de cabeça baixa pelo caminho em direção ao abismo. Alguns ficaram presos pela cabeça, outros pelo pescoço, mão, braços, pernas ou lados e foram puxados para baixo instantaneamente. As armadilhas terrestres, bem como as teias de aranhas e quase invisíveis, pareciam muito frágeis e inofensivas; ainda assim, para minha surpresa, todos os garotos que foram pegos caíram ao chão.

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Percebendo meu espanto, o guia observou: — “Você sabe o que é isso?”

“Apenas uma fibra transparente”, respondi.

“Um nada,” – disse ele, – “simplesmente respeito humano”.

Ao ver que muitos meninos estavam sendo pegos nessas armadilhas, perguntei: — “Por que tantos são pegos? Quem os puxa?”

“Vá mais perto e você verá!” – ele me disse.

Segui seu conselho, mas não vi nada de peculiar.

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“Olhe mais perto”, – ele insistiu.

Peguei uma das armadilhas e puxei. Eu imediatamente senti alguma resistência. Eu puxei mais forte, apenas para sentir que, ao invés de puxar o fio, eu estava sendo puxado para baixo. Não resisti e logo me encontrei na boca de uma caverna assustadora. Parei, não queria me aventurar naquela caverna profunda e novamente comecei a puxar o fio para mim. Ele cedeu um pouco, mas apenas depois de um grande esforço da minha parte. Continuei puxando e, depois de um longo tempo, surgiu um monstro enorme e terrível, agarrando uma corda ao qual todas essas armadilhas estavam amarradas. Foi ele quem instantaneamente arrastou aqueles que foram apanhados nas armadilhas.

“Não vou tentar comparar minha força com a dele”, – falei comigo mesmo. – “Eu certamente vou perder. É melhor lutar contra ele com o sinal da cruz e com pequenas invocações”.

Então eu voltei para o meu guia.

“Agora, você sabe quem ele é” – ele me disse.

“Eu certamente sei! É o próprio diabo!”

Parte de The Last Judgement, Fran Angelico (1431)

Examinando atentamente muitas das armadilhas, vi que cada uma trazia uma inscrição: Orgulho, Desobediência, Inveja, Sexto Mandamento, Roubo, Gula, Preguiça, Raiva e assim por diante.

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Voltando um pouco para ver quais capturavam o maior número de meninos, descobri que as mais perigosas eram as de impureza, desobediência e orgulho. Na verdade, estes três estavam ligados entre si. Muitas outras armadilhas também causavam grandes danos, mas não tanto quanto as duas primeiras. Ainda observando, percebi que muitos meninos corriam mais rápido do que outros. — “Por que tal pressa?” Eu perguntei.

“Porque eles são arrastados pela armadilha do respeito humano”.

Olhando ainda mais de perto, vi facas entre as armadilhas. Uma mão providencial as colocou lá para que se livrem. As maiores, que simbolizavam a meditação, eram para uso contra a armadilha do orgulho; outras, não tão grandes, simbolizaram a leitura espiritual bem feita. Havia também duas facas que representavam a devoção ao Santíssimo Sacramento, especialmente através da freqüente comunhão e da Santíssima Virgem. Havia também um martelo que simbolizava a confissão e outras facas que significavam devoção a São José, a Santo Aloísio e a outros santos. Por esses meios, poucos garotos conseguiram se libertar ou escapar a captura.

Quando meu guia estava satisfeito de que eu havia observado tudo, ele me fez prosseguir ao longo dessa estrada coberta de rosa, mas quanto mais andamos mais escassas as rosas se tornaram. Espinhos longos começaram a aparecer, e logo as rosas não apareciam mais. As sebes tornaram-se queimadas pelo sol, sem folhas e espinhosas. Nós já havíamos chegado a um barranco cujos lados íngremes escondiam o que estava além. A estrada, ainda inclinada para baixo, estava ficando cada vez mais íngreme, escavada e eriçada com pedras e pedregulhos.

Continuei, mas quanto mais avançava, mais árdua e íngreme tornou-se a descida, de modo que eu caí e caí várias vezes, prostrado até recuperar o fôlego. De vez em quando meu guia me apoiava ou me ajudava a levantar. Arfando, eu disse ao meu guia:

“Meu bom amigo, minhas pernas não me levarão a mais um passo. Eu simplesmente não posso continuar.”

“Agora que chegamos tão longe, você quer que eu o deixe aqui?” – meu guia perguntou severamente.

Com essa ameaça, respondi: — “Como posso sobreviver sem sua ajuda?”

“Então, siga-me”.

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Continuamos nossa descida, a estrada agora se tornando tão espantosamente íngreme que era quase impossível manter-se ereto. E então, no fundo deste precipício, na entrada de um vale escuro, um enorme edifício apareceu, o seu portal no alto firmemente trancado, de frente para a nossa estrada. Quando finalmente cheguei ao fundo, fiquei asfixiado por um calor sufocante, enquanto uma fumaça gordurosa, verde, iluminada por flashes de chamas escarlates subia por trás das paredes enormes mais altas do que as montanhas.

“Onde estamos? O que é isso?” – Perguntei ao meu guia.

“Leia a inscrição nesse portão e você saberá”.

Eu olhei para cima e li estas palavras: “O lugar sem renúncia”. Eu percebi que estávamos no portão do inferno. O guia me mostrou todo este horrível lugar. Em distâncias regulares os portais de bronze, como o primeiro, divisavam as descidas; em cada um existia uma inscrição, como: “Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos.” (Mateus 25:41)

Dante finds Bocca degli Abati, Gustave Doré (1861)

De repente, o guia virou-se para mim. Chateado e assustado, ele me fez sinal para me afastar.

“Veja!” – ele disse.

Olhei para cima assustado e vi ao longe alguém correndo pelo caminho a uma velocidade incontrolável. Fiquei de olho nele, tentando identificá-lo, e quando ele se aproximou, eu o reconheci como um dos meus meninos. Seu cabelo desgrenhado estava em parte de pé na cabeça e parcialmente jogado de volta pelo vento. Seus braços estavam estendidos como se estivesse nadando na tentativa de não se afogar. Ele queria parar, mas não podia. Atravessando as pedras salientes, ele continuou caindo ainda mais rápido.

“Vamos ajudá-lo, vamos detê-lo” – eu gritei, estendendo minhas mãos em um esforço vago para restringi-lo.

“Deixe-o em paz”, – respondeu o guia.

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“Por quê?”

“Você não sabe o quão terrível é a vingança de Deus? Você acha que pode conter alguém que está fugindo de Sua justa ira?”

Enquanto isso, o jovem havia virado o olhar para trás, na tentativa de ver se a ira de Deus continuava perseguindo-o. No momento seguinte, caiu no fundo do barranco e caiu contra o portal de bronze, como se não encontrasse um refúgio melhor em sua fuga.

“Por que ele estava olhando para trás com tanto medo?” – Eu perguntei ao guia.

“Porque a ira de Deus atravessará os portões do inferno para alcançá-lo e atormentá-lo, mesmo no meio do fogo!”

Quando o menino entrou pelo portal, este se abriu com um rugido e, instantaneamente, mil portais internos se abriram com um barulho ensurdecedor como se fosse atingido por algo que tinha sido jogado por um vendaval invisível, violento e irresistível. À medida que essas portas de bronze — uma atrás da outra, embora a uma distância considerável uma da outra — permaneciam momentaneamente abertas, eu vi ao longe na distância algo como portas de fornalha lançando bolas de fogo no momento em que o jovem se precipitava. Tão rapidamente quanto abriram, os portais então fecharam. Tentei anotar o nome desse infeliz garoto, mas o guia me impediu.

“Espere”, – ele ordenou. – “Veja!”

Três outros meninos nossos, gritando de terror e de braços estendidos, estavam rolando um atrás do outro como pedras maciças. Eu os reconheci no momento em que eles atingiram os portões. Naquela fração de segundo, ele se abriu e os outros milhares também. Os três rapazes foram sugados para aquele corredor infinito, em meio a um grande eco, desbotado e infernal, e então os portais fecharam novamente.

Em intervalos, muitos outros rapazes caíram atrás deles. Eu vi um menino desafortunado sendo empurrado para baixo da ladeira por um companheiro. Outros caíram sozinhos ou com outros, de braços dados ou lado a lado. Cada um deles carregava o nome de seu pecado em sua testa. Eu continuei chamando-os enquanto eles caíam, mas eles não me ouviram. Mais uma vez, os portais se abriram estranhamente e fecharam com um estrondo. Então, silêncio!

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“Maus companheiros, maus livros e maus hábitos,” – disse meu guia, – “são os principais responsáveis ​​por tantos eternamente perdidos”.

The Last Judgement (detail), Hans Memling (c. 1467)

As armadilhas que eu tinha visto anteriormente estavam realmente arrastando os meninos para a ruína. Vendo tantos em perdição, eu gritei desconsoladamente:

“Se tantos de nossos meninos acabam assim, estamos trabalhando em vão. Como podemos evitar tais tragédias?”

“Este é o estado atual deles”, – disse o meu guia, – “e é para aí que eles iriam se morressem agora”.

Naquele momento, um novo grupo de meninos apareceu e os portais abriram-se momentaneamente.

“Entremos”, – disse o guia.

Eu me afastei em horror.

“Venha”, – insistiu meu guia. – “Você aprenderá muito”.

Nós entramos no corredor estreito e horrível e passamos por ele com uma velocidade relâmpago. As inscrições ameaçadoras brilhavam ameaçadoramente em todos os portais internos. O último abriu a um vasto e sombrio pátio com uma grande e incrivelmente ameaçadora entrada no extremo oposto.

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“A partir daqui”, – disse ele, – “ninguém poderá ter um companheiro útil, um amigo reconfortante, um coração amoroso, um olhar compassivo ou uma palavra benevolente. Tudo isto acabou para sempre. Você quer apenas ver ou prefere experimente essas coisas você mesmo? “

“Eu só quero ver!” – Eu respondi.

“Então venha comigo”

Meu amigo me levou arrastado, atravessou aquele portão em um corredor em cujo extremo distante estava em um deque de observação, fechado por um enorme e único painel de cristal que chegava do chão ao teto. Assim que atravessei o seu limite, senti um terror indescritível e não ousei dar outro passo.

A minha frente eu podia ver algo como uma imensa caverna que gradualmente desaparecia em fundos recuos até as entranhas das montanhas. Tudo estava em chamas, mas não era um fogo terrestre com chamas saltitantes. Toda a caverna — paredes, teto, chão, ferro, pedras, madeira e carvão — tudo era um branco brilhante a temperaturas de milhares de graus. No entanto, o incêndio não incinerava, não consumia. Eu simplesmente não consigo encontrar palavras para descrever o horror da caverna.

Eu estava olhando com perplexidade quando um rapaz encontrou correndo por um portão. Aparentemente inconsciente de qualquer outra coisa, ele emitiu um grito aterrorizante, como alguém que está prestes a cair em um caldeirão de bronze líquido, e caiu no centro da caverna. Instantaneamente ele também se tornou incandescente e perfeitamente imóvel, enquanto o eco de seu lamento moribundo permanecia por mais um instante.

Terrivelmente assustado, eu olhei para ele por um tempo. Ele parecia ser um dos meus meninos do Oratório.

“Ele não é fulano?” – Perguntei ao meu guia.

“Sim”, – foi a resposta.

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“Por que ele está tão quieto, tão incandescente?”

“Você escolheu ver”, – ele respondeu. – “Fique satisfeito com isso. Apenas continue olhando”.

Quando olhei novamente, outro garoto entrou na caverna a uma velocidade vertiginosa. Ele também era do Oratório.

Mais assustado do que nunca, perguntei ao meu guia: — “Quando esses meninos estão correndo para esta caverna, eles não sabem para onde estão indo?

“Eles certamente sabem. Eles foram advertidos mil vezes, mas ainda sim optaram por se jogar ao fogo porque eles não detestam o pecado e tem preguiça em abandoná-lo. Além disso, eles desprezam e rejeitam os incessantes e misericordiosos convites de Deus para fazer penitência. Assim provocada, a Divina Justiça os persegue, os persegue e os estimula para que não possam parar até chegarem a este lugar “.

“Oh, quão miserável esses garotos infelizes devem se sentir ao saber que não têm mais nenhuma esperança”, – exclamei.

“Se você realmente quer saber sua loucura e fúria íntimas, chegue um pouco mais perto”, – observou meu guia.

Fui alguns passos para a frente e vi que muitos desses pobres infelizes se espancavam furiosamente como cães loucos. Outros estavam arranhando seus próprios rostos e mãos, arrancando sua própria carne e a jogando com toda violência. Naquele momento, todo o teto da caverna tornou-se tão transparente como o cristal e revelou um pedaço do céu e seus companheiros radiante seguros por toda a eternidade.

Os pobres miseráveis, furiosos e ofegantes de inveja, queimavam de raiva porque haviam ridicularizado os justos em vida.

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“ O ímpio o verá, e se entristecerá; rangerá os dentes, e se consumirá; o desejo dos ímpios perecerá.” (Salmo 111: 10).

Spendthrifts running through the wood of the suicides, Gustave Doré (1861)

“Por que não ouço nada?” – Perguntei ao meu guia.

“Chegue mais perto!” – ele aconselhou.

Pressionando minha orelha contra a janela de cristal, ouvi gritos e soluços, blasfêmias e xingamentos contra os santos. Foi um tumulto de vozes e gritos, estridente e confuso.

“Tais são os cantos lúgubres que devem ecoar aqui durante a eternidade. Mas seus gritos, seus esforços e seus gritos são todos em vão.”

“ Toda a força da miséria virá sobres eles.”(Jó 20:22).

“Aqui, o tempo não existe mais. Aqui existe apenas a eternidade”.

Enquanto eu via a condição de muitos dos meus meninos em pleno terror, um pensamento me aconteceu de repente.

“Como esses meninos podem ser condenados?” – Eu perguntei. – “Ontem à noite eles ainda estavam vivos no Oratório!”

“Os meninos que você vê aqui”, – ele respondeu, – “estão todos mortos para a graça de Deus. Se eles morressem agora ou se persistissem em seus maus caminhos, eles seriam condenados. Mas estamos perdendo o tempo. Vamos continuar”.

Ele me conduziu e passamos por um corredor para uma caverna inferior, em cuja entrada eu li: “porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará” (Isaías 66:24).

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Nesta caverna inferior novamente vi os meninos do Oratório que haviam caído no forno de fogo. Eu me aproximei deles e notei que eles estavam todos cobertos de vermes e insetos que roíam seus órgãos vitais, corações, olhos, mãos, pernas e corpos inteiros tão ferozmente que desafiam a descrição. Desamparados e imóveis, eram presa de todo tipo de tormento.

Esperando poder falar com eles ou ouvir algo deles, cheguei ainda mais perto, mas ninguém falou nem olhou para mim. Então, perguntei ao meu guia por que, e ele explicou que os condenados estão totalmente privados de liberdade. Cada um deve suportar completamente seu próprio castigo, sem absolutamente nenhuma ajuda.

Aqui, podia-se ver como era atroz o remorso daqueles que haviam sido alunos em nossas escolas. Como era um tormento para eles lembrar cada pecado imperdoável e seu justo castigo, os inúmeros e até extraordinários meios que eles tinham para consertar seus caminhos, perseverar na virtude e ganhar o paraíso e sua falta de resposta aos muitos favores prometidos e concedidos pela Virgem Maria. Que tortura para eles pensar que poderiam ter sido salvos tão facilmente, mas agora estão irremediavelmente perdidos e lembrar as muitas boas resoluções feitas e nunca mantidas. O inferno é realmente pavimentado com boas intenções!

“E agora”, – acrescentou, – “você também deve entrar naquela caverna”.

“Ah não!” – Eu objetei com terror. – “Antes de ir ao inferno, alguém deve ser julgado. Ainda não fui julgado, então não irei ao inferno!”

“Ouça”, – ele disse, – “o que você prefere fazer: visitar o inferno e salvar seus meninos ou ficar fora e deixá-los em agonia?”

Por um momento, fiquei sem palavras. — “Claro, eu amo meus meninos e desejo salvá-los todos”, – respondi, – “mas não há outra saída?”

“Sim, há um caminho”,– ele prosseguiu, – “desde que você faça tudo o que puder”.

Respirei com mais facilidade e instantaneamente disse: — “Não me importo de ficar se eu puder resgatar esses amados filhos de tais tormentos”.

“Entre por aqui”, – continuou meu amigo, – “e veja como nosso Deus bom e poderoso oferece amorosamente mil meios para guiar os seus meninos à penitência e salvando-os da morte eterna”.

Ao pegar minha mão, ele me levou até a caverna. Quando entrei, encontrei-me de repente transportado para um magnífico salão cujas portas de vidro cortadas ocultavam mais entradas.

Acima de uma delas, li esta inscrição: o Sexto Mandamento. Apontando para isso, meu guia exclamou: — “Transgressões a este mandamento causaram a eterna ruína de muitos meninos”.

“Eles não foram se confessar?”

“Sim, o fizeram, mas omitiram ou insuficientemente confessaram os pecados contra a bela virtude da pureza. Outros meninos podem ter caído nesse pecado, mas em sua infantilidade e vergonha nunca confessaram ou fizeram isso de forma insuficiente. Outros não lamentavam real ou sinceramente em sua determinação de evitá-la no futuro. Havia mesmo alguns que, ao invés de examinar sua consciência, passaram seu tempo tentando descobrir a melhor forma de enganar seu confessor. Qualquer um que morra neste estado de espírito escolhe estar entre os condenados , e assim ele está condenado por toda a eternidade. Apenas aqueles que morrerem verdadeiramente arrependidos serão eternamente felizes. Agora, você quer ver por que nosso Deus misericordioso trouxe você aqui?”

Ele levantou a cortina e vi um grupo de meninos do Oratório — todos conhecidos por mim — que estavam lá por causa deste pecado. Entre eles estavam alguns cuja conduta parecia ser boa.

“Agora você certamente me deixará anotar seus nomes para que eu possa avisá-los individualmente”, – exclamou.

“Não será necessário!”

“Então, o que você sugere dizer a eles?”

“Sempre pregue contra a imodéstia. Tenha em mente que, mesmo que você os corrigisse individualmente, eles prometeriam, mas não sempre de coração. Para uma resolução firme, é preciso a graça de Deus, que não será negada aos seus meninos se eles orarem. Deus manifesta o Seu poder, especialmente por ser misericordioso e perdoador. Por sua parte, reze e faça sacrifícios. Quanto aos meninos, deixe-os ouvir suas correções e consulte suas consciências. Isso lhes dirá o que fazer “.

“Posso mencionar todas essas coisas aos meus meninos?”

“Sim, você pode dizer o que quer que você lembre.”

“Que conselho devo dar para protegê-los de tal tragédia?”

“Continue dizendo-lhes que obedecendo a Deus, a Igreja, seus pais e seus superiores, mesmo nas pequenas coisas, serão salvos. Avise-os contra a ociosidade. Diga-lhes que se mantenham ocupados em todos os momentos para que o diabo não tenha chance para tentá-los. “

The Seven Corporal Works Of Mercy, David Teniers the Younger

Inclinei a cabeça e prometi. Fraco pela consternação, eu só podia murmurar: — “Obrigado por ter sido tão bom comigo. Agora, me leve para fora daqui”.

“Tudo bem, então, venha comigo”.

Encorajadoramente, ele pegou minha mão e me levantou porque eu mal conseguia fazê-lo. Saindo daquele salão, em pouco tempo nós voltamos pelo horrível pátio e pelo longo corredor. Mas, assim que atravessamos o último portal de bronze, ele se virou para mim e disse:

“Agora que você viu o que os outros sofrem, você também deve experimentar um toque do inferno.”

“Não, não!” Gritei aterrorizado.

Ele insistiu, mas eu continuei recusando.

“Não tenha medo”, – ele me disse; – “apenas tente. Toque nesta parede.”

Não consegui reunir coragem suficiente e tentei fugir, mas ele me segurou de volta. — “Experimente”, – ele insistiu. Agarrando meu braço firmemente, ele me puxou para a parede. — “Apenas um toque”, – ele ordenou, – “para que você possa dizer que você viu e tocou as paredes do sofrimento eterno e que você pode entender o que o último muro deve ser como se o primeiro fosse tão insuportável. Olhe para este muro!”

Eu o fiz com atenção. Parecia incrivelmente grosso. — “Há mil paredes entre esta e o fogo real do inferno”, – continuou meu guia. – “Mil paredes as englobam, cada uma mil medidas grossas e igualmente distantes uma da outra. Cada medida são mil milhas. Esse muro, portanto, está há milhões e milhões de quilômetros do fogo real do inferno. É apenas uma borda remota de próprio inferno.”

Quando ele disse isso, instintivamente fui para trás, mas ele agarrou minha mão, abriu-a e apertou-a contra a primeira das mil paredes. A sensação era tão excruciante que eu acordei com um grito e me encontrei sentado na cama. Minha mão estava ardendo, e eu continuava esfregando-a para aliviar a dor. Quando levantei esta manhã, notei que estava inchada. Ter minha mão pressionada contra a parede, embora apenas em um sonho, foi tão real que, mais tarde, a pele da minha palma descascou.

Tenha em mente que tentei não assustar-vos muito, e por isso não descrevi essas coisas com todo o seu horror quanto as vi e me impressionaram. Sabemos que Nosso Senhor sempre retratou o Inferno em símbolos porque, se ele o descrevesse como realmente é, não o teríamos entendido. Nenhum mortal pode compreender essas coisas. O Senhor conhece-os, e Ele os revela a quem Ele quiser.

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