Ano LXI – CAMOCIM-CE,, 23 de agosto de 2026. Nº 47 VIGÉSIMO PRIMEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO A – São Mateus – Cor litúrgica: verde Formulário de Missa – MR., p.403 MÊS VOCACIONAL A.: A Eucaristia é ação de graças e louvor, que brota do coração como expressão da alegria pascal pelo reconhecimento das maravilhas que Deus realiza na história, sendo o mistério pascal de Cristo seu cume e perfeita consumação. Esse mistério, celebrado na Eucaristia, é o tesouro mais precioso que o Senhor Jesus deixou à sua Igreja. Nossa participação no Mistério Pascal de Cristo nos renova espiritualmente, pois é a fonte do amor e da esperança. Ao manifestar nossa fé, tornamo-nos conscientes de sermos um povo sacerdotal pelo Batismo. Iniciemos o Santo sacrifício da Missa com o canto de abertura. RITOS INICIAIS 1. CANTO DE ABERTURA – L.: Sl 85 e Sl 83; M.: Pe. José Weber, SVD R.: INCLINAI, Ó SENHOR, VOSSO OUVIDO, E SALVAI VOSSO SERVO, MEU DEUS. PIEDADE DE MIM, Ó SENHOR, POIS A VÓS EU ELEVO A MINH’ALMA!/ 1. Deus do universo, escutai minha oração! Inclinai, Deus de Jacó, o vosso ouvido! Olhai, ó Deus, que sois a nossa proteção, vede a face do eleito, vosso Ungido!/ 2. O Senhor Deus é como um sol, é um escudo, e largamente distribui a graça e a glória. Ó Senhor, Deus poderoso do universo, feliz quem põe em vós sua esperança!/ 3. Felizes os que em vós têm sua força, para sempre haverão de vos louvar! O Senhor nunca recusa bem algum àqueles que caminham na justiça. 2. SAUDAÇÃO INICIAL P.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T.: AMÉM. P.: O Senhor, que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo, esteja convosco. T.: BENDITO SEJA DEUS, QUE NOS REUNIU NO AMOR DE CRISTO. 3. ATO PENITENCIAL P.: De coração contrito e humilde, aproximemo-nos do Deus justo e santo, para que tenha piedade de nós, pecadores. (breve silêncio) P.: Tende compaixão de nós, Senhor. T.: PORQUE SOMOS PECADORES. P.: Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia. T.: E DAI-NOS A VOSSA SALVAÇÃO. P.: Deus todo-poderoso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. T.: AMÉM. P.: Senhor, tende piedade de nós. T.: SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS. P.: Cristo, tende piedade de nós. T.: CRISTO, TENDE PIEDADE DE NÓS. P.: Senhor, tende piedade de nós. T.: SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS. 4. HINO DO GLÓRIA Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por ele amados. Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. AMÉM. 5. COLETA P.: OREMOS: (breve silêncio) Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num único desejo, concedei ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que na instabilidade deste mundo nossos corações estejam ancorados lá onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. T.: AMÉM. LITURGIA DA PALAVRA A.: Por meio da Palavra de Deus, somos convidados a perseverar na fé. Ouçamos com atenção. 6. PRIMEIRA LEITURA – Is 22,19-23 Leitura do Livro do Profeta Isaías. Assim diz o Senhor a Sobna, o administrador do palácio: 19“Eu vou te destituir do posto que ocupas e demitir-te do teu cargo. 20Acontecerá que nesse dia chamarei meu servo Eliacim, filho de Helcias, 21e o vestirei com a tua túnica e colarei nele a tua faixa, porei em suas mãos a tua autoridade; ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. 22Eu o farei levar aos ombros a chave da casa de Davi; ele abrirá, e ninguém poderá fechar; ele fechará, e ninguém poderá abrir. 23Hei de fixá-lo como estaca em lugar seguro e aí ele terá o trono de glória na casa de seu pai”. Palavra do Senhor. T.: GRAÇAS A DEUS. 7. SALMO RESPONSORIAL – Salmo 137/138 R.: Ó SENHOR, VOSSA BONDADE É PARA SEMPRE! COMPLETAI EM MIM A OBRA COMEÇADA!/ 1. Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar me./ 2. Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma./ 3. Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres e de longe reconhece os orgulhosos. Ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos! 8. SEGUNDA LEITURA – Rm 11,33-36 Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos. 33Ó profundidade da riqueza, da sabedoria, e da ciência de Deus! Como são inescrutáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! 34De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? 35Ou quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição? 36Na verdade, tudo é dele, por ele e para ele. A ele a glória para sempre. Amém! Palavra do Senhor. T.: GRAÇAS A DEUS. 9. ACLAMAÇÃO R.: ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA./ V.: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja e os poderes do reino das trevas jamais poderão contra ela! (Mt 16,18) 10. EVANGELHO – Mt 16,13-20 P.: O Senhor esteja convosco. T.: ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS. P.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T.: GLÓRIA A VÓS, SENHOR. P.: Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e aí perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso, eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. 20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. Palavra da Salvação. T.: GLÓRIA A VÓS, SENHOR. 11. HOMILIA 12. PROFISSÃO DE FÉ Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, (faz-se inclinação nas palavras destacadas) que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. AMÉM. 13. ORAÇÃO DOS FIÉIS P.: Irmãos e irmãs, apresentemos a Deus, nosso Pai, as nossas orações pela Igreja e pelo mundo, suplicando: Senhor, escutai a nossa prece! T.: SENHOR, ESCUTAI A NOSSA PRECE! 1) Ao Senhor todo-poderoso imploremos que guie a sua Igreja, para que sempre anuncie ao mundo que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, oremos. T.: SENHOR, ESCUTAI A NOSSA PRECE! 2) Ao Senhor do universo imploremos que derrame o Espírito Santo sobre os leigos e leigas de nossa Igreja, para que vivam a vocação de ser sal da terra e luz do mundo e todos encontrem a salvação, oremos. T.: SENHOR, ESCUTAI A NOSSA PRECE! 3) Ao Senhor Criador de todas as coisas imploremos que desperte em nós o zelo pelas coisas criadas, para que vivamos em harmonia com a natureza que nos confiou, oremos. T.: SENHOR, ESCUTAI A NOSSA PRECE! 4) Ao Senhor Pai amado imploremos que derrame sua graça sobre todos nós aqui reunidos em oração, para que sejamos fiéis ao nosso chamado à santidade, oremos. T.: SENHOR, ESCUTAI A NOSSA PRECE! (preces espontâneas): P.: Lembrai-vos, ó Pai, do vosso Povo e ouvi as nossas súplicas, que humildemente colocamos diante do vosso altar. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. LITURGIA EUCARÍSTICA 14. APRESENTAÇÃO DOS DONS – L. Pe. Josmar Braga | M. Pe. José Alves R.: SENHOR, MEU DEUS, OBRIGADO, SENHOR, PORQUE TUDO É TEU./ 1. É teu o pão que oferecemos, é tua a vida que vivemos: obrigado, Senhor./ 2. É teu o vinho que ofertamos, é tua a dor que suportamos: obrigado, Senhor./ 3. A tua vida é nossa vida, na tua casa recebida: obrigado, Senhor./ 4. Na tua cruz crucificados, seremos teus ressuscitados: obrigado, Senhor. 15. P.: Orai, irmãos e irmãs, para que o sacrifício da Igreja, nesta pausa restauradora na caminhada rumo ao céu, seja aceito por Deus Pai todo-poderoso. T.: RECEBA O SENHOR POR TUAS MÃOS ESTE SACRIFÍCIO, PARA A GLÓRIA DO SEU NOME, PARA NOSSO BEM E DE TODA A SUA SANTA IGREJA. 16. SOBRE AS OFERENDAS P.: Senhor, pelo único sacrifício do vosso Filho adquiristes para vós um povo de adoção filial; concedei-nos benigno, na vossa Igreja, os dons da unidade e da paz. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. 17. ORAÇÃO EUCARÍSTICA V – MR., p.564 P.: É justo e nos faz todos ser mais santos, louvar a vós, ó Pai, no mundo inteiro, de dia e de noite, agradecendo com Cristo, vosso Filho, nosso irmão. É ele o sacerdote verdadeiro que sempre se oferece por nós todos, mandando que se faça a mesma coisa que fez naquela ceia derradeira. Por isso, aqui estamos reunidos, louvando e agradecendo com alegria, juntando nossa voz à voz dos Anjos e dos Santos todos, para cantar (dizer): T.: SANTO, SANTO, SANTO... P.: Ó Pai, vós que sempre quisestes ficar muito perto de nós, vivendo conosco no Cristo, falando conosco por ele, mandai o vosso Espírito Santo, a fim de que as nossas ofertas se mudem no Corpo e no Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo. T.: MANDAI VOSSO ESPÍRITO SANTO! P.: Na noite em que ia ser entregue, ceando com seus Apóstolos, Jesus tomou o pão em suas mãos, olhou para o céu e vos deu graças, partiu o pão e o entregou a seus discípulos, dizendo: “TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS”. Do mesmo modo, no fim da Ceia, tomou o cálice em suas mãos, deu-vos graças novamente e o entregou a seus discípulos, dizendo: “TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM. Tudo isto é mistério da fé! T.: TODA VEZ QUE COMEMOS DESTE PÃO, TODA VEZ QUE BEBEMOS DESTE VINHO, RECORDAMOS A PAIXÃO DE JESUS CRISTO E FICAMOS ESPERANDO SUA VINDA. P.: Recordando, ó Pai, neste momento, a paixão de Jesus, nosso Senhor, sua ressurreição e ascensão, nós queremos a vós oferecer este Pão que alimenta e que dá vida, este Vinho que nos salva e dá coragem. T.: RECEBEI, Ó SENHOR, A NOSSA OFERTA! P.: E quando recebermos Pão e Vinho, o Corpo e Sangue dele oferecidos, o Espírito nos una num só corpo, para sermos um só povo em seu amor. T.: O ESPÍRITO NOS UNA NUM SÓ CORPO! P.: Protegei vossa Igreja que caminha nas estradas do mundo rumo ao céu, cada dia renovando a esperança de chegar junto a vós, na vossa paz. T.: CAMINHAMOS NA ESTRADA DE JESUS! P.: Dai ao vosso servo, o Papa Leão, ser bem firme na fé, na caridade, e a Paulo Cezar, que é Bispo desta Igreja, muita luz para guiar o vosso Povo. T.: LEMBRAI-VOS, Ó PAI, DA VOSSA IGREJA! P.: Esperamos entrar na vida eterna com Maria, Mãe de Deus e da Igreja, os Apóstolos, e todos os que na vida souberam amar Cristo e seus irmãos. T.: ESPERAMOS ENTRAR NA VIDA ETERNA! P.: Abri as portas da misericórdia aos que chamastes para a outra vida; acolhei-os junto a vós, bem felizes, no reino que para todos preparastes. T.: A TODOS DAI A LUZ QUE NÃO SE APAGA! P.: E a todos nós, aqui reunidos, que somos povo santo e pecador, dai-nos a graça de participar do vosso reino que também é nosso. Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos. T.: AMÉM. 18. RITO DA COMUNHÃO 19. CANTO DE COMUNHÃO – L.: Mt 16,16 e Sl 137 | M.: Pe. José Weber, SVD R.: TU ÉS O MESSIAS, O FILHO DO DEUS VIVO./ 1. Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me./ 2. Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma./ 3. Os reis de toda a terra hão de louvar-vos, quando ouvirem, ó Senhor, vossa promessa. Hão de cantar vossos caminhos e dirão: “Como a glória do Senhor é grandiosa!”/ 4. Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres, e de longe reconhece os orgulhosos. Se no meio da desgraça eu caminhar, vós me fazeis tornar à vida novamente./ 5. Completai em mim a obra começada; ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos! 20. DEPOIS DA COMUNHÃO P.: OREMOS: (breve silêncio) Senhor, nós vos pedimos, realizai plenamente em nós a obra redentora da vossa misericórdia. Em vossa bondade, levai-nos a tão alta perfeição que, reconfortados por vossa graça, em tudo possamos agradar-vos. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. 21. ORAÇÃO VOCACIONAL P.: REZEMOS JUNTOS: Nós vos rogamos, ó Bom Jesus: enviai operários para a vossa messe, pois a messe é grande e os operários são poucos. Olhai nossas necessidades e dai nos religiosos e religiosas dedicados, santos sacerdotes para pastorear o vosso povo e famílias zelosas e generosas. Maria, Mãe e Rainha das vocações, rogai por nós. AMÉM. RITOS FINAIS 22. BREVES AVISOS 23. BÊNÇÃO FINAL – MR., p.583 – TC II P.: O Senhor esteja convosco. T.: ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS. P.: A paz de Deus, que supera todo entendimento, guarde vossos corações e vossas mentes no conhecimento e no amor de Deus e de seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. T.: AMÉM. P.: E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre. T.: AMÉM. P.: Ide em paz e glorificai o Senhor com vossa vida. T.: GRAÇAS A DEUS. LEITURAS DA SEMANA Seg.: Ap 21,9b-14; Sl 144(145), 10-11.12-13ab.17-18; Jo 1,45-51. São Bartolomeu, Apóstolo, Festa; Ter.: 2Ts 2,1-3a.14-17; Sl 95(96), 10.11-12a.12b-13; Mt 23,23-26; Qua.: 2Ts 3,6-10.16-18; Sl 127(128), 1-2.4-5; Mt 23,27-32; Qui.: 1Cor 1,1-9; Sl 144(145), 2-3.4-5.6-7; Mt 24,42-51; Sex.: 1Cor 1,17-25; Sl 32(33), 1-2.4-5.10ab e 11; Mt 25,1-13. S. Agostinho, bispo e doutor da Igreja, Mem.; Sáb.: Jr 1,17-19; Sl 70(71), 1-2.3-4a.5-6ab.15ab e 17; Mc 6,17-29. Martírio de São João Batista, Mem. https://www.climatempo.com.br/previsao-do-tempo/…/camocim-ce
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— “Por que ele está tão quieto, tão incandescente?”
— “Você escolheu ver”, – ele respondeu. – “Fique satisfeito com isso. Apenas continue olhando”.
Quando olhei novamente, outro garoto entrou na caverna a uma velocidade vertiginosa. Ele também era do Oratório.
Mais assustado do que nunca, perguntei ao meu guia: — “Quando esses meninos estão correndo para esta caverna, eles não sabem para onde estão indo?”
— “Eles certamente sabem. Eles foram advertidos mil vezes, mas ainda sim optaram por se jogar ao fogo porque eles não detestam o pecado e tem preguiça em abandoná-lo. Além disso, eles desprezam e rejeitam os incessantes e misericordiosos convites de Deus para fazer penitência. Assim provocada, a Divina Justiça os persegue, os persegue e os estimula para que não possam parar até chegarem a este lugar “.
— “Oh, quão miserável esses garotos infelizes devem se sentir ao saber que não têm mais nenhuma esperança”, – exclamei.
— “Se você realmente quer saber sua loucura e fúria íntimas, chegue um pouco mais perto”, – observou meu guia.
Fui alguns passos para a frente e vi que muitos desses pobres infelizes se espancavam furiosamente como cães loucos. Outros estavam arranhando seus próprios rostos e mãos, arrancando sua própria carne e a jogando com toda violência. Naquele momento, todo o teto da caverna tornou-se tão transparente como o cristal e revelou um pedaço do céu e seus companheiros radiante seguros por toda a eternidade.
Os pobres miseráveis, furiosos e ofegantes de inveja, queimavam de raiva porque haviam ridicularizado os justos em vida.
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“ O ímpio o verá, e se entristecerá; rangerá os dentes, e se consumirá; o desejo dos ímpios perecerá.” (Salmo 111: 10).

— “Por que não ouço nada?” – Perguntei ao meu guia.
— “Chegue mais perto!” – ele aconselhou.
Pressionando minha orelha contra a janela de cristal, ouvi gritos e soluços, blasfêmias e xingamentos contra os santos. Foi um tumulto de vozes e gritos, estridente e confuso.
— “Tais são os cantos lúgubres que devem ecoar aqui durante a eternidade. Mas seus gritos, seus esforços e seus gritos são todos em vão.”
“ Toda a força da miséria virá sobres eles.”(Jó 20:22).
— “Aqui, o tempo não existe mais. Aqui existe apenas a eternidade”.
Enquanto eu via a condição de muitos dos meus meninos em pleno terror, um pensamento me aconteceu de repente.
— “Como esses meninos podem ser condenados?” – Eu perguntei. – “Ontem à noite eles ainda estavam vivos no Oratório!”
“Os meninos que você vê aqui”, – ele respondeu, – “estão todos mortos para a graça de Deus. Se eles morressem agora ou se persistissem em seus maus caminhos, eles seriam condenados. Mas estamos perdendo o tempo. Vamos continuar”.
Ele me conduziu e passamos por um corredor para uma caverna inferior, em cuja entrada eu li: “porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará” (Isaías 66:24).
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Nesta caverna inferior novamente vi os meninos do Oratório que haviam caído no forno de fogo. Eu me aproximei deles e notei que eles estavam todos cobertos de vermes e insetos que roíam seus órgãos vitais, corações, olhos, mãos, pernas e corpos inteiros tão ferozmente que desafiam a descrição. Desamparados e imóveis, eram presa de todo tipo de tormento.
Esperando poder falar com eles ou ouvir algo deles, cheguei ainda mais perto, mas ninguém falou nem olhou para mim. Então, perguntei ao meu guia por que, e ele explicou que os condenados estão totalmente privados de liberdade. Cada um deve suportar completamente seu próprio castigo, sem absolutamente nenhuma ajuda.
Aqui, podia-se ver como era atroz o remorso daqueles que haviam sido alunos em nossas escolas. Como era um tormento para eles lembrar cada pecado imperdoável e seu justo castigo, os inúmeros e até extraordinários meios que eles tinham para consertar seus caminhos, perseverar na virtude e ganhar o paraíso e sua falta de resposta aos muitos favores prometidos e concedidos pela Virgem Maria. Que tortura para eles pensar que poderiam ter sido salvos tão facilmente, mas agora estão irremediavelmente perdidos e lembrar as muitas boas resoluções feitas e nunca mantidas. O inferno é realmente pavimentado com boas intenções!
— “E agora”, – acrescentou, – “você também deve entrar naquela caverna”.
— “Ah não!” – Eu objetei com terror. – “Antes de ir ao inferno, alguém deve ser julgado. Ainda não fui julgado, então não irei ao inferno!”
— “Ouça”, – ele disse, – “o que você prefere fazer: visitar o inferno e salvar seus meninos ou ficar fora e deixá-los em agonia?”
Por um momento, fiquei sem palavras. — “Claro, eu amo meus meninos e desejo salvá-los todos”, – respondi, – “mas não há outra saída?”
— “Sim, há um caminho”,– ele prosseguiu, – “desde que você faça tudo o que puder”.
Respirei com mais facilidade e instantaneamente disse: — “Não me importo de ficar se eu puder resgatar esses amados filhos de tais tormentos”.
— “Entre por aqui”, – continuou meu amigo, – “e veja como nosso Deus bom e poderoso oferece amorosamente mil meios para guiar os seus meninos à penitência e salvando-os da morte eterna”.
Ao pegar minha mão, ele me levou até a caverna. Quando entrei, encontrei-me de repente transportado para um magnífico salão cujas portas de vidro cortadas ocultavam mais entradas.
Acima de uma delas, li esta inscrição: o Sexto Mandamento. Apontando para isso, meu guia exclamou: — “Transgressões a este mandamento causaram a eterna ruína de muitos meninos”.
— “Eles não foram se confessar?”
— “Sim, o fizeram, mas omitiram ou insuficientemente confessaram os pecados contra a bela virtude da pureza. Outros meninos podem ter caído nesse pecado, mas em sua infantilidade e vergonha nunca confessaram ou fizeram isso de forma insuficiente. Outros não lamentavam real ou sinceramente em sua determinação de evitá-la no futuro. Havia mesmo alguns que, ao invés de examinar sua consciência, passaram seu tempo tentando descobrir a melhor forma de enganar seu confessor. Qualquer um que morra neste estado de espírito escolhe estar entre os condenados , e assim ele está condenado por toda a eternidade. Apenas aqueles que morrerem verdadeiramente arrependidos serão eternamente felizes. Agora, você quer ver por que nosso Deus misericordioso trouxe você aqui?”
Ele levantou a cortina e vi um grupo de meninos do Oratório — todos conhecidos por mim — que estavam lá por causa deste pecado. Entre eles estavam alguns cuja conduta parecia ser boa.
— “Agora você certamente me deixará anotar seus nomes para que eu possa avisá-los individualmente”, – exclamou.
— “Não será necessário!”
— “Então, o que você sugere dizer a eles?”
— “Sempre pregue contra a imodéstia. Tenha em mente que, mesmo que você os corrigisse individualmente, eles prometeriam, mas não sempre de coração. Para uma resolução firme, é preciso a graça de Deus, que não será negada aos seus meninos se eles orarem. Deus manifesta o Seu poder, especialmente por ser misericordioso e perdoador. Por sua parte, reze e faça sacrifícios. Quanto aos meninos, deixe-os ouvir suas correções e consulte suas consciências. Isso lhes dirá o que fazer “.
— “Posso mencionar todas essas coisas aos meus meninos?”
— “Sim, você pode dizer o que quer que você lembre.”
— “Que conselho devo dar para protegê-los de tal tragédia?”
— “Continue dizendo-lhes que obedecendo a Deus, a Igreja, seus pais e seus superiores, mesmo nas pequenas coisas, serão salvos. Avise-os contra a ociosidade. Diga-lhes que se mantenham ocupados em todos os momentos para que o diabo não tenha chance para tentá-los. “

Inclinei a cabeça e prometi. Fraco pela consternação, eu só podia murmurar: — “Obrigado por ter sido tão bom comigo. Agora, me leve para fora daqui”.
— “Tudo bem, então, venha comigo”.
Encorajadoramente, ele pegou minha mão e me levantou porque eu mal conseguia fazê-lo. Saindo daquele salão, em pouco tempo nós voltamos pelo horrível pátio e pelo longo corredor. Mas, assim que atravessamos o último portal de bronze, ele se virou para mim e disse:
— “Agora que você viu o que os outros sofrem, você também deve experimentar um toque do inferno.”
— “Não, não!” Gritei aterrorizado.
Ele insistiu, mas eu continuei recusando.
— “Não tenha medo”, – ele me disse; – “apenas tente. Toque nesta parede.”
Não consegui reunir coragem suficiente e tentei fugir, mas ele me segurou de volta. — “Experimente”, – ele insistiu. Agarrando meu braço firmemente, ele me puxou para a parede. — “Apenas um toque”, – ele ordenou, – “para que você possa dizer que você viu e tocou as paredes do sofrimento eterno e que você pode entender o que o último muro deve ser como se o primeiro fosse tão insuportável. Olhe para este muro!”
Eu o fiz com atenção. Parecia incrivelmente grosso. — “Há mil paredes entre esta e o fogo real do inferno”, – continuou meu guia. – “Mil paredes as englobam, cada uma mil medidas grossas e igualmente distantes uma da outra. Cada medida são mil milhas. Esse muro, portanto, está há milhões e milhões de quilômetros do fogo real do inferno. É apenas uma borda remota de próprio inferno.”
Quando ele disse isso, instintivamente fui para trás, mas ele agarrou minha mão, abriu-a e apertou-a contra a primeira das mil paredes. A sensação era tão excruciante que eu acordei com um grito e me encontrei sentado na cama. Minha mão estava ardendo, e eu continuava esfregando-a para aliviar a dor. Quando levantei esta manhã, notei que estava inchada. Ter minha mão pressionada contra a parede, embora apenas em um sonho, foi tão real que, mais tarde, a pele da minha palma descascou.
Tenha em mente que tentei não assustar-vos muito, e por isso não descrevi essas coisas com todo o seu horror quanto as vi e me impressionaram. Sabemos que Nosso Senhor sempre retratou o Inferno em símbolos porque, se ele o descrevesse como realmente é, não o teríamos entendido. Nenhum mortal pode compreender essas coisas. O Senhor conhece-os, e Ele os revela a quem Ele quiser.
