segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

O SONHO DE DOM BOSCO - PARTE 1

 


A noite de 22 de dezembro [de 1876] ficou memorável no Oratório. Foi um pouco antecipada a hora da oração. Reuniram-se no locutório os estudantes, os artesãos e todas as pessoas da casa. Dom Bosco tinha prometido falar no domingo anterior, mas não pudera fazê-lo. Imagine-se a expectativa geral! Subiu à cátedra, saudado por palmas entusiásticas, como acontecia sempre que dava daquele modo a "boa noite" à comunidade inteira. Fez sinal de que ia falar e imediatamente fez-se completo silêncio.

Na noite em que estive em Lanzo, chegada a hora de repousar, aconteceu-me que tive o seguinte sonho. É um sonho que não tem nenhuma relação com outros sonhos...
São coisas muito estranhas. Mas para meus filhos não tenho segredos; abro-lhes inteiramente o coração. Pensai o que quiserdes desse sonho. Como diz São Paulo, quod bonum est tenete [conservai o que é bom], se alguma coisa encontrais nele que seja de proveito para vossa alma, sabei aproveitar-vos dela. Quem não quiser crer, que não me creia, pouco importa; mas ninguém jamais zombe das coisas que vou dizer.
Peço-vos, ainda, que não o conteis nem o comuniqueis por escrito aos que não são da casa. Aos sonhos pode-se dar importância que sonhos merecem, e os que não conhecem nossa intimidade poderiam formar juízos errôneos, vendo as coisas de modo diferente do que são na realidade. Não sabem eles que sois meus filhos, e que sempre vos digo tudo o que sei, e às vezes até mesmo o que não sei (risos gerais). Mas o que um pai manifesta a seus filhos queridos para o bem deles, deve ficar entre o pai e os filhos, e não passar adiante. E ainda por outro motivo: é que em geral, quando se contam essas coisas fora, ou se desfiguram os fatos ou se conta apenas uma parte deles, e esta mesma mal entendida; de onde nasce dano, pois o mundo desprezaria o que não deve ser desprezado.
Deveis saber que ordinariamente os sonhos se têm dormindo. Ora, na noite de 6 de dezembro, enquanto eu estava no meu quarto, não recordo bem se lendo, ou se dando voltas pelo aposento, ou se me havia já deitado,comecei a sonhar.
Logo me pareceu estar sobre uma elevação de terreno, ou colina, à beira de uma imensa planície cujos confins a vista não alcançava, pois se perdiam na imensidão; era toda azulada como o mar calmo, embora o que eu visse não fosse água; parecia um cristal límpido e luminoso. Sob meus pés, por trás de mim e dos lados via uma região à maneira de um litoral à margem do oceano.
Largos e gigantescos caminhos dividiam aquela planície em vastíssimos jardins de indescritível beleza, todos repartidos em bosquezinhos, prados e canteiros de flores, de formas e cores variadas. Nenhuma das nossas plantas pode nos dar idéia daquelas, embora tenham com elas alguma semelhança. As ervas, as flores, as árvores, as frutas, eram vistosíssimas e de belíssimo aspecto. As folhas eram de ouro; os troncos e ramos, de diamante, correspondendo todo o resto a essa riqueza. Seria impossível contar as diferentes espécies; e cada espécie e cada indivíduo resplandecia com uma luz própria.
No meio daqueles jardins e em toda a extensão da planície eu contemplava incontáveis edifícios de ordem, beleza, harmonia, magnificência e proporções tão extraordinárias, que para a construção de um só deles me parecia não seriam suficientes todos os tesouros da terra.
Eu dizia para mim mesmo: "Se meus meninos tivessem uma destas casas, como gozariam, que felizes seriam e com quanto gosto viveriam nela!" Isto pensava eu vendo externamente os palácios. Qual não deveria ser sua magnificência interior!
Enquanto contemplava extasiado tão estupendas maravilhas que adornavam aqueles jardins, eis que chega a meus ouvidos uma música dulcíssima, de tão agradável e suave harmonia que nem posso dela dar-vos adequada idéia. As músicas do Padre Cagliero e de Dogliani nada têm de musical se comparadas àquela! Eram cem mil instrumentos, produzindo cada qual um som diverso do outro, enquanto todos os sons possíveis difundiam pelos ares suas ondas sonoras. A estes, somavam-se os coros de cantores.
Vi então uma multidão de pessoas que se encontrava naqueles jardins e se regozijava alegre e contente. Uns tocavam, outros cantavam. Cada voz, cada nota, produzia efeito de mil instrumentos reunidos, todos diferentes uns dos outros. Ao mesmo tempo ouviam-se os diversos graus da escala harmônica, desde os mais baixos até os mais agudos que se possam imaginar, mas todos em perfeita harmonia. Ah! para descrever-vos tal harmonia não bastam comparações humanas.
Via-se, pelo rosto dos felizes habitantes do jardim, que os cantores não só experimentavam extraordinário prazer em cantar, mas ao mesmo tempo sentiam imenso gozo em ouvir cantar os demais. Quanto mais um cantava, mais se lhe acendia o desejo de cantar, e quanto mais ouvia, mais desejava ouvir.
Era isto o que cantavam:
Salus, honor; gloria Deo Patri omnipotenti!.., Auctor saeculi, qui erat, qui est, qui venturus est iudicare vivos et mortuos in saecula saeculorum [Saudação, honra e glória a Deus Pai onipotente! Autor do século, que era, que é e que virá a julgar os vivos e os mortos para todos os séculos dos séculos].
Enquanto ouvia atônito essa celestial harmonia, vi aparecer uma imensa multidão de jovens, muitos dos quais eu conhecia, pois tinham estado no Oratório e nos outros nossos colégios; mas me era desconhecida a maior parte. A multidão interminável se dirigia a mim. À sua frente vinha Domingos Sávio, e logo atrás dele vinham Padre Alasonatti, Padre Chiala, Padre Giulitto e muitos sacerdotes e clérigos, cada um deles conduzindo uma seção de jovens.
Eu me perguntava a mim mesmo:"Estou dormindo ou estou acordado?" Batia as mãos uma na outra e me tocava no peito, para certificar-me de que era realidade o que via.
Chegada diante de mim toda aquela multidão, parou à distância de oito ou dez passos. Brilhou então um relâmpago de luz mais viva; cessou a música e fez-se um silêncio profundo. Todos os jovens estavam tomados pela maior alegria, que lhes transparecia no olhar, e em seus rostos se via a paz de uma felicidade perfeita. Olhavam-me com um suave sorriso nos lábios e parecia que desejavam falar, mas não falavam.
Adiantou-se Domingos Sávio só, alguns passos, e ficou tão próximo a mim que se eu tivesse estendido a mão certamente o teria tocado. Calava-se e me olhava sorrindo. Que belo estava! Suas vestes eram realmente singulares. Caía-lhe até os pés uma túnica alvíssinia, coberta de diamantes e toda bordada de ouro. Cingia-lhe a cintura uma ampla faixa vermelha recamada com tantas pe dras preciosas que uma quase tocava a outra; e se entrelaçavam em desenho tão maravilhoso, apresentando tanta beleza de cores, que eu, ao vê-lo, me sentia fora de mim pela admiração. Pendia-lhe do pescoço um colar de flores raras, mas não naturais; parecia como se as pétalas fossem de diamantes unidos entre si sobre hastes de ouro; e assim era tudo o mais. Essas flores refulgiam com luz sobre-humana mais viva que a do sol, que naquele instante brilhava com todo o esplendor de uma manhã de primavera. Elas refletiam seus raios sobre o rosto cândido e corado de modo indescritível, dando-lhe uma luz de modo tão singular que nem se distinguiam bem suas várias espécies. A cabeça, tinha-a cingida com uma coroa de rosas; os cabelos caíam-lhe sobre os ombros em ondulantes cachos, dando-lhe um ar tão pulcro, tão afetuoso, tão encantador, que parecia... parecia... um Anjo!
Ao pronunciar estas últimas palavras, parecia que Dom Bosco estava fazendo grande esforço para encontrar as expressões adequadas; e o fez com um gesto indescritível e um tom de voz que comoveu a todos; pareceu ter-se cansado nesse esforço para encontrar os termos que exprimissem inteiramente sua idéia. Após breve pausa, prosseguiu:
Também resplandeciam de luz todos os outros que o acompanhavam. Vestiam-se de modos diversos, mas sempre maravilhosos; uns mais, outros menos ricos; uns de uma, outros de outra forma; num, dominava determinada cor; noutro, dominava outra; e cada uma das vestes tinha um significado que ninguém saberia compreender. Mas todos tinham na cintura uma faixa vermelha.
Eu continuava a observar e pensava: Que significará isso? Como vim parar neste local?... E não sabia onde me encontrava. Fora de mim, temeroso pela reverência que tudo aquilo me inspirava, não me atrevia a dizer nada. Também os outros continuavam silenciosos. Por fim, Domingos Sávio abriu a boca.
- Por que estás aí mudo e como que aniquilado? Não és mais aquele homem que de nada tinhas medo, que enfrentavas intrépido as calúnias, as perseguições, os inimigos, as angústias e os perigos de toda espécie? Onde está tua coragem? Por que não falas?
A duras penas respondi, quase balbuciando:
- Não sei o que dizer... Mas, não és tu Domingos Sávio?
- Sim, sou; já não me reconheces?
- E como te encontras aqui? – acrescentei, sempre confuso.
Sávio então respondeu com afeto:
- Vim aqui para falar-te. Tantas vezes nos falamos na Terra! Não recordas quanto me amavas, quantas provas de amizade e quantas demonstrações de benevolência me deste? E eu por acaso não correspondi a teus desvelos? Como era grande minha confiança em ti! Por que, então, tremes? Coragem! pergunta-me alguma coisa.
Recobrando então ânimo, lhe disse:
- Tremo, porque não sei onde me encontro.
- Estás no local da felicidade – respondeu Sávio – onde se gozam todas as alegrias, todas as delícias.
- É este, pois, o prêmio dos justos?
- Não, por certo. Aqui não se gozam os bens eternos, mas só, ainda que em medida grande, os temporais.
- Mas então são naturais todas essas coisas?
- Sim, se bem que embelezadas pelo poder de Deus.
- E a mim, que me parecia que isto era o Paraíso! – exclamei.
- Não, não, não! – respondeu Sávio. Nenhum olho mortal pode ver as belezas eternas.
- E essas músicas – prossegui perguntando – são as harmonias de que gozais no Paraíso?
- Não, não, já te disse que não!
- São sons naturais?
- Sim, são sons naturais, aperfeiçoados pela onipotência de Deus.
- E esta luz que sobrepuja a luz do sol, é luz sobre natural? É a luz do Paraíso?
- É luz natural, embora avivada e aperfeiçoada pela onipotência divina.
- E não se poderia ver um pouco de luz sobrenatural?
- Ninguém pode vê-la enquanto não chegue a ver a Deus sicut est [como Ele é]. O menor raio dessa luz tira na no mesmo instante a vida de um homem, porque não é suportável pelas forças humanas.
- E poderia haver uma luz natural ainda mais bela do que esta?
- Se soubesses! Se visses somente um raio de luz natural elevada a um grau superior a este, ficarias fora de ti.
- E não se pode ver ao menos um raio dessa luz de que falas?
- Sim, podes vê-lo; terás a prova do que te digo; abre os olhos.
Já os tenho abertos – respondi.
- Olha bem no fundo desse mar de cristal.
Levantei a vista, e apareceu de repente no céu, a uma distância imensa, uma instantânea centelha de luz, sutilíssima como um fio, mas tão brilhante, tão penetrante, que meus olhos não puderam resistir. Fechei-os e lancei um grito tão forte que despertou o Padre Lemoyne (aqui presente), que dormia num quarto próximo. Assustado, ele me perguntou na manhã seguinte o que me acontecera de noite, para estar assim tão agitado. Aquele fiozinho de luz era cem milhões de vezes mais claro que o sol, e seu fulgor bastaria para iluminar todo o universo criado.
Após alguns instantes, consegui abrir os olhos e perguntei a Domingos Sávio:
- E isso que vi, será talvez um raio divino?
Sávio respondeu:
- Não é luz sobrenatural, se bem que, comparada com a terrestre, seja tão superior em brilho. Não é senão luz natural, assim avivada pelo poder de Deus. E ainda que imaginasses uma imensa zona de luz semelhante à centelhazinha que viste lá no fundo rodeando todo o mundo, nem por isso formarias para ti uma idéia dos esplendores do Paraíso.
- E vós, de que gozais, pois, no Paraíso?
- Ah! É impossível dizer-te. O que se goza no Paraíso nenhum homem mortal pode sabê-lo enquanto não deixar esta vida e se reunir a seu Criador. Basta dizer que se goza ao próprio Deus.
Entretanto, eu já me recobrara plenamente de meu primeiro aturdimento, e contemplava absorto a beleza de Domingos Sávio, e com franqueza lhe perguntei:
- Por que tens essa veste tão alva e deslumbrante? Calou-se Sávio, sem dar mostras de querer responder. Mas o coro retomou então suas harmonias e cantou, acompanhado de todos os instrumentos:
Ipsi habuerunt lumbos praecinctos et dealbaverunt stolas suas in san guine Agni [Eles tiveram os rins cingidos e purificaram suas vestes no sangue do Cordeiro].
- E por que – voltei a perguntar quando cessou o canto – essa faixa vermelha na tua cintura?
Tampouco desta vez Sávio respondeu, mas antes fez sinal de que não queria fazê-lo. Então, o Padre Alasonatti em solo se pôs a cantar:
Virgines enim sunt, et sequuntur Agnum quocumque ierit [São virgens e seguirão o Cordeiro aonde quer que vá].
Compreendi então que a faixa encarnada, cor de sangue, era símbolo dos grandes sacrifícios feitos, dos violentos esforços e do quase martírio sofrido para conservar a virtude da pureza; e que, para manter-se casto na presença do Senhor, ele teria estado pronto a dar a vida se as circunstâncias o houvessem requerido; e que também era símbolo das penitências, que limpam a alma da culpa. A brancura e o esplendor da túnica significavam a inocência batismal conservada.
Mas eu, atraído pelos cantos e contemplando todas aquelas falanges de jovens celestiais ordenados atrás de Domingos Sávio, lhe perguntei:
- E quem são estes que te rodeiam?
E, dirigindo-me aos demais, lhes disse:
- Como é que estais todos tão refulgentes?
Sávio continuou calado, e todos os jovens se puseram a cantar:
Hi sunt sicut Angeli Dei in caelo [Estes são como Anjos de Deus no Céu].
Notava entretanto que Sávio parecia ter preeminência sobre aquela multidão, que a respeitosa distância se encontrava, uns dez passos atrás dele; e então lhe disse:
- Diz-me, Sávio: sendo tu o mais jovem entre os muitos que te seguem e dos que morreram em nossas casas, por que vais tu assim adiante deles e os precedes? Por que és tu que falas e eles se calam?
- Eu sou o mais velho de todos.
- Não, muitos outros te superam em anos.
- Eu sou o mais antigo do Oratório – repetiu Domingos Sávio – porque fui o primeiro a deixar o mundo e ir à outra vida. Além disso, legatione Dei fungor [ pro mandado de Deus].
Essa resposta me indicava o motivo da visão. Ele era embaixador de Deus.
- Então – lhe disse – falemos do que neste instante mais nos importa.
- Sim, e pergunta-me logo o que ainda desejas saber. As horas passam, e poderia acabar o tempo que me foi concedido para falar-te; e já não mais me poderias ver.
- Ao que parece, tens algum assunto de suma importância para me comunicares.
- Que irei dizer-te eu, miserável criatura? – disse Sávio com profunda humildade. – Recebi do alto a missão de te falar, e por isso vim.
- Então – exclamei – fala-me do passado, do presente e do futuro de nosso Oratório. Fala alguma coisa de meus queridos filhos, fala de minha Congregação.
- A respeito desta, muito teria que te comunicar.
- Revela, pois, o que sabes: fala-me do passado.
- O passado recai todo sobre ti.
- Terei feito alguma das minhas... [faltas]?
- Quanto ao passado, digo-te que tua Congregação já fez muito bem. Vês lá abaixo aquele número interminável de jovens?
- Vejo-os – respondi. – Como são numerosos! E como parecem felizes!
- Pois olha o que está escrito na entrada do jardim.
- Está escrito Jardim Salesiano.
- Pois bem – prosseguiu Sávio – todos eles foram salesianos, ou foram educados por ti, ou contigo tiveram alguma relação, foram salvos por ti ou por teus sacerdotes e clérigos, ou por outros que encaminhaste pela via de sua vocação. Conta-os, se fores capaz. Seu número, porém, seria cem milhões de vezes maior se maiores tivessem sido tua fé e tua confiança no Senhor.
Lancei um suspiro, sem saber o que responder a tal reprimenda, mas disse de mim para comigo: daqui para a frente procurarei ter essa fé e essa confiança. Depois, perguntei:
- E o presente?
Sávio me apresentou um magnífico ramalhete que tinha nas mãos. Nele havia rosas, violetas, girassóis, gencianas, lírios, sempre-vivas e, entre as flores, espigas de trigo. Ofereceu-mo e disse:
- Observa!
- Vejo, mas nada entendo – respondi.
- Dá este ramalhete a teus filhos para que possam oferecê-lo ao Senhor quando chegar o momento; procura que todos o tenham; a ninguém lhe falte nem o deixe tirar. Podes estar certo de que com ele terão o suficiente para ser felizes.
- Mas, que significa esse ramalhete de flores?
- Consulta a Teologia; ela te dirá e te dará a explicação.
- A Teologia, estudei-a eu, mas não saberia como tirar dela o significado do que me apresentas.
- Pois tens estrita obrigação de saber tudo isso.
- Vamos, tira-me da minha ansiedade, explica-me tu!
- Vês estas flores? Representam as virtudes que mais agradam ao Senhor.
- Quais são?
- A rosa é símbolo da caridade; a violeta, da humildade; o girassol, da obediência; a genciana, da penitência e da mortificação; as espigas, da comunhão freqüente; o lírio indica a bela virtude da qual está escrito: Erunt sicut Angeli Dei in caelo, a castidade. E a sempre-viva significa que todas essas virtudes devem durar sempre, ela simboliza a perseverança.
- Ora bem, meu caro Sávio: tu, que durante toda a tua vida praticaste todas essas virtudes, diz-me: o que foi que mais te consolou na hora da morte?
- Que te parece que possa ser? – respondeu Sávio.
- Foi talvez ter conservado a bela virtude da pureza?
- Não; não é só isso.
- Alegrou-te talvez teres a consciência tranqüila?
- Isso é bom, porém não é o melhor.
- Por acaso teu consolo terá sido a esperança do Paraíso?
- Também não.
- Pois então! O haver entesourado muitas boas obras?
- Não, não!
- Então, qual foi teu consolo na última hora? – perguntei, entre confuso e suplicante, vendo que não conseguia adivinhar seu pensamento.
- O que mais me confortou no transe da morte foi a assistência da poderosa e amável Mãe do Salvador. Diz isto a teus filhos: que não se esqueçam de invocá-La em quanto estão em vida. Mas, se queres que possa responder-te mais algo, apressa-te!
- Quanto ao futuro, que me dizes?
- Com respeito ao futuro, no próximo ano de 1877 terás que sofrer uma grande dor; seis mais dois dos que te são mais caros serão chamados por Deus à eternidade. Mas consola-te, pois serão transplantados do campo do mundo para os jardins do Paraíso. Serão coroados. Não temas, O Senhor te ajudará e te mandará outros filhos igualmente bons.
- Paciência! E no que se refere à Congregação?
- No tocante à Congregação, fica sabendo que Deus te prepara grandes acontecimentos. No ano próximo surgirá para ela uma aurora de glória tão esplêndida, que iluminará como um relâmpago os quatro cantos do mundo; do oriente ao poente, do sul ao norte. Grande glória lhe está preparada. Tu deves zelar para que o carro no qual vai o Senhor não seja afastado pelos teus fora de suas guias e de seus caminhos. Se teus sacerdotes o souberem bem conduzir e se forem dignos da alta missão que lhes foi confiada, esplêndido será o futuro, e infinitas serão as pessoas que salvarão. Mas com uma condição: que teus filhos sejam devotos da Santíssima Virgem e saibam, todos os que vivam em tua casa, conservar a virtude da castidade, tão agradável aos olhos de Deus.
- Queria agora que me falasses algo sobre a Igreja em geral.
- Os destinos da Igreja estão nas mãos de Deus Criador. O que Ele determinou em seus infinitos decretos não te posso revelar. Tais arcanos reserva-os Ele exclusivamente para Si, e deles não participa nenhum dos espíritos criados.
- E sobre Pio IX?
- O que posso dizer-te é que o Pastor da Igreja não terá que sustentar ainda longos combates nesta terra. Poucas são as batalhas que ainda lhe resta vencer. Dentro de pouco será arrebatado de seu trono e o Senhor lhe dará a merecida recompensa. O resto já é bem sabido. A Igreja não perece... Tens ainda algo que perguntar?
E quanto a mim? – lhe disse.
Oh! se soubesses por quantas vicissitudes terás ainda que passar!... Mas apressa-te, porque muito pouco tempo me resta para falar contigo.
Estendi então com ardor as mãos para segurar aquele santo filho; mas suas mãos pareciam aéreas e nada pude tocar.
Que loucura! Que estás fazendo? – me disse Sávio sorrindo.
Temo que te vás – exclamei —. Mas, não estás aqui com teu corpo?
Com o corpo, não. Recuperá-lo-ei no último dia.
Mas, que são, então, esses traços que me fazem ver em ti a figura de Domingos Sávio?
Quando por permissão divina uma alma separada do corpo aparece diante de algum mortal, apresenta-se com a forma exterior do corpo que em vida animou, com todas as suas feições exteriores, embora muito embelezadas, e assim as conserva até que volte a unir-se a ele, no dia do Juízo Universal. Então o levará consigo para o Paraíso. É por isso que te parece que tenho mãos, pés e cabeça; mas tu não podes segurar-me porque sou puro espírito. Esta é só uma forma exterior pela qual me podes conhecer.
Compreendo – respondi – mas escuta. Ainda uma pergunta? meus jovens estão todos no reto caminho da salvação? Diz-me alguma coisa para que possa bem dirigi-los.
Os filhos que a Divina Providência te confiou podem ser divididos em três categorias. Vês estas três listas? Olha-as!
E me estendia uma.
Olhei a primeira; encabeçava-a a palavra invuinerati [ilesos], e continha o nome daqueles aos quais o demônio não pôde ferir, e que não mancharam a inocência com culpa alguma. Eram em grande número esses sadios, e os vi todos. A muitos já conhecia, outros era a primeira vez que via, e certamente virão ao Oratório nos anos futuros. Caminhavam direitos por um caminho estreito, apesar de serem alvo de flechas, espadagadas e lançaços que por todos os lados choviam sobre eles. Essas armas formavam como que uma sebe ao longo das duas bordas do caminho, e os combatiam e molestavam sem entre tanto feri-los.
Então Sávio me deu a segunda lista, cujo título era Vulnerati [feridos], ou seja, os que haviam estado na desgraça de Deus mas, uma vez postos em pé, haviam curado suas feridas arrependendo-se e confessando-se. Eram em maior número que os primeiros, e haviam sido feridos no sendeiro da vida pelos inimigos que os flanqueavam durante sua viagem. Li a lista e vi todos. Muitos iam curvados e desanimados.
Sávio tinha ainda na mão a terceira lista. Encabeçava-a a epígrafe: Lassati in via iniquitatis [caídos na via da iniqüidade]. Nela estavam escritos os nomes dos que estavam na desgraça de Deus. Eu estava impaciente para conhecer o segredo, pelo que estendi a mão. Mas Sávio me disse com vivacidade:
Não, espera um momento e ouve. Se abrires essa folha, dela sairá um tal mau cheiro que nem tu nem eu poderemos suportar. Os Anjos têm que se retirar com asco e horror, e o próprio Espírito Santo sente repugnância pela horrível hediondez do pecado.
Mas como pode ser isso – observei – se Deus e os Anjos são impassíveis? Como podem sentir o mau cheiro da matéria?
Quanto melhores e mais puras são as criaturas, tanto mais se acercam aos espíritos celestiais; pelo contrário, quanto pior, mais desonesto e torpe é alguém, tanto mais se afasta de Deus e dos Anjos, os quais, por sua vez, se afastam dele, que se converteu num objeto de náusea e repugnância.
Passou-me então a terceira lista.
Toma-a – disse – abre-a e aproveita-te dela para o bem de teus jovens; mas não te esqueças do ramalhete que te dei; que todos o tenham e conservem.
Isto dito, e depois de entregar-me a lista, retirou-se apressadamente, em meio de seus companheiros, quase como se estivesse fugindo de algo.
Abri então a lista; não vi nenhum nome, mas no mesmo instante me foram apresentados de chofre todos os indivíduos nela escritos, como se na realidade eu visse suas pessoas. Com quanta tristeza os contemplei a todos! A maior parte eu conhecia e pertencem ao Oratório e aos outros colégios. Vi muitos que parecem bons, que parecem até os melhores dentre os companheiros, e sem embargo não o são!
Mas, no ato de abrir a folha, espalhou-se em redor um mau cheiro tão insuportável, que imediatamente me vi assaltado por terrível dor de cabeça e por tais ânsias de vômito que me parecia estar morrendo. Obscureceu-se entretanto o ar, e nisso desapareceu a visão, nada mais eu vendo do maravilhoso espetáculo. Ao mesmo tempo ziguezagueou um raio e ressoou um trovão no espaço, tão forte e terrível que acordei sobressaltado.
O mau odor penetrou nas paredes e infiltrou-se em minhas vestes de tal forma que, muitos dias depois, ainda me parecia sentir a pestilência. De tal modo é fétido ante os olhos de Deus até mesmo o nome do pecador! Agora mesmo, só de recordar aquele mau odor me vêm calafrios, sinto-me sufocado e se me revolve o estômago.
Em Lanzo, onde me achava, comecei a interrogar de cá e de lá alguns rapazes, e pude certificar-me de que o sonho não me havia enganado. É, pois, uma graça do Senhor, que me deu a conhecer o estado de alma de cada um de vós; mas disso nada direi em público. Muitas outras explicações ainda haveria que dar, mas reservo-as para uma outra noite. Por ora, só me resta desejar-vos uma boa noite.
O fato de, no sonho, ter visto como maus certos jovens que eram geralmente considerados os melhores da casa, fez com que Dom Bosco de início suspeitasse ter sido apenas uma ilusão. Foi por isso que, prudente mente, começou chamando alguns para uma conversa particular; queria certificar-se bem da natureza do sonho. Por esse mesmo motivo, não se apressou a narrar logo o sonho, mas esperou uns 15 dias. Só falou quando se sentiu bem seguro de que a coisa provinha mesmo do Alto.
O tempo ainda haveria de lhe trazer outras confirmações das profecias ouvidas.
A primeira delas, e a mais importante, dizia respeito ao número de seus filhos que morreriam no ano de 1877, discriminados em dois grupos: seis mais dois. Ora, naquele ano efetivamente os registros do Oratório assinalaram com a costumeira cruz, sinal de falecimento, os nomes de seis meninos e dois clérigos.
A segunda profecia anunciava para a Sociedade Salesiana, em 1877, uma aurora tão esplêndida que faria luz sobre os quatro Cantos do mundo. Com efeito, naquele ano fizeram entrada, no panorama da Igreja, a associação dos Cooperadores Salesianos e o Boletim Salesiano. Eram duas instituições que haveriam de levar até os confins da Terra o conhecimento e a prática do espírito de Dom Bosco.
A terceira profecia dizia respeito ao final não distante da vida de Pio IX. Este efetivamente deixou de viver catorze meses decorridos do sonho.
A última profecia foi amarga para Dom Bosco: "Oh! se soubesses por quantas vicissitudes terás ainda que passar!" Realmente, nos onze anos e dois meses que ainda durou sua vida, lutas, fadigas e sacrifícios não lhe deram trégua até o último momento.
A delegacia de polícia de Borgo Dora era, quando do sonho, regida por um senhor que tinha diversos conhecidos no Oratório. Tendo ouvido narrar o sonho, ficou muito impressionado com a previsão das oito mortes. Durante todo o ano de 1877 observou com atenção se a previsão realmente se cumpria. Quando soube que no último dia do ano se realizara o oitavo óbito, resolveu abandonar o mundo, fez-se salesiano e trabalhou muito, na Itália e também na América. Foi o Padre Angelo Piccono, cujo nome permanece ainda na memória de muitos.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

CRÔNICA PARA LER E REFLETIR. QUEM SABE PRODUZIR UMA REDAÇÃO SOBRE O TEMA MUITO PRESENTE.

 


OS DONS ESPECIAIS DOS HUMANOS 


Desde que fui convocado, para agradável surpresa minha, para o glorioso time dos autistas, como ponta direita, do tipo driblador, por um renomado “técnico” cabeça chata, anos atrás, que me presenteou, logo em seguida, com algumas ponderações abalizadas sobre o insight daquele momento tão especial, para mim, na tentativa, suponho eu, de não me desestabilizar emocionalmente, algo deveras improvável, para não dizer inviável, dediquei-me arduamente à compreensão acerca do processo biológico, imerso nas profundezas abissais dos genes, que desencadeia, nos indivíduos, uma postura comportamental um pouco diferente da usual, diante do mundo, bem como procurei interpretar à luz da razão científica de que forma as “pessoas normais” poderiam conviver com mais protagonismo e interatividade conosco, sem que fosse necessário rotular-nos de “especiais”, o que é uma maneira pretensamente educada de eles dizerem que somos estranhos no ninho.



Em 1943, o psiquiatra norte-americano Leo Kanner descreveu pela primeira vez o autismo ao analisar 11 crianças, apontando como característica central do transtorno “a incapacidade de se relacionarem de uma forma normal com as pessoas e as situações do início da vida”. 



Apesar dos avanços científicos registrados, na atualidade, a origem do TEA (Transtorno do Espectro Autista) ainda não é totalmente compreendida, por que estampa uma condição complexa que não tem uma única causa. Assim, o consenso entre os especialistas é de que o autismo seja causado por fatores genéticos que alteram o desenvolvimento do cérebro, afetando, portanto, a comunicação social, levando os portadores dessa disfunção da conectividade neural a apresentarem comportamentos repetitivos, além de interesses restritos.  


A ideia de que a Genética possui um papel relevante no surgimento do autismo é reforçada por diversas observações de estudiosos do assunto. Primeiro, há mais homens do que mulheres com autismo. Segundo, irmãos de pessoas com autismo têm maior chance de também ter o transtorno. Terceiro, gêmeos idênticos (monozigóticos) têm uma alta probabilidade de ambos terem autismo se um deles tiver. Por fim, é importante frisar que quanto mais próxima for a relação genética entre familiares, maior será a probabilidade de ter casos relacionados ao TEA.    


Distúrbios do comportamento como agitação psicomotora, agressividade (consigo  e com os outros) e impulsividade são situações bastante frequentes e que causam grande prejuízo no convívio social e familiar. É importante, portanto, que essas dificuldades sejam descritas e abordadas de forma adequada em consultas médicas visando a otimização do tratamento, se este for o caso, objetivando-se, com isto, a diminuição de possíveis sofrimentos seja individual ou de familiares.


A Síndrome de Asperger, denominada de “autismo leve”, está associada  diretamente àqueles indivíduos que têm habilidades de linguagem e cognitivas preservadas, minimizando, assim, em termos qualitativos, as dificuldades prementes enfrentadas por essas pessoas no seu cotidiano. 


No entanto, sabe-se, atualmente, que os portadores dessa síndrome não interagem bem, socialmente, devido apresentarem interesses focados, podendo até, em alguns casos, eles exibirem repetidos comportamentos.  


Recordo-me que ao chegar em casa, todo contente, relatando estes fatos à minha mulher, que é psicopedagoga e lida com crianças autistas, todos os dias, no seu trabalho, na Escola Natália Albuquerque Lopes, ela olhou-me com um misto de admiração e surpresa, dizendo-me, com a delicadeza de uma flor de bogari, olhando-me bem nos olhos, que eu não tinha autismo coisa alguma, mas, sim, TADH, em alto grau, algo muito diferente, e que bastava ler um pouco mais a respeito do assunto para constatar, de vez, que eu estava enganado na suposição que fizera.


Encabulado, entristecido por perder a titularidade que ganhara na valorosa seleção desses humanos especialíssimos, pelo dileto amigo Rocha, que trabalha no jurídico da Apeoc – Camocim, após ter respondido a um questionário específico que versava sobre essa temática, aceitei, não de muito bom grado, pesquisar sobre o tal TADH. 


E assim o fiz!


Não deu nem tempo de navegar direito pelos mares bravios da internet!


Após uma breve cabotagem, vi, num site de Medicina, que logo divisei, que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio neurobiológico, associado à Genética, normalmente detectado na infância e que, com frequência, persiste, também, na vida adulta, sendo caracterizado por três principais sintomas interligados: falta de atenção, hiperatividade e impulsividade, desencadeando impactos no comportamento, cognição e na interação social desses indivíduos.


Fiquei mudo de espanto!


Puxa! Que coisa  sô!


Agora, abduzido aos quadros da nova equipe neural, vou dizer ao responsável-mor, quando descobrir quem é, que, se ele concordar, posso jogar tanto no meio campo, na ponta direita, mas jamais como ponta esquerda, porque ser “canhota”, vá lá, não faz muito o meu estilo. 


Logo depois que soubera do meu diagnóstico de pertencer ao glorioso esquadrão verde-amarelo dos autistas, o que muito me alegrou, fiz uma reflexão profunda sobre minhas atitudes, perante à vida, concluindo, por fim, que, muito embora fosse um urubu, sempre almejara ser uma águia para voar acima das nuvens - e ver mais de perto o brilho do sol.


Ledo engano!


Paciência!


Diante desses fatos pontuais, que ensejaram a mim pensamentos de aceitação, tentarei, doravante, mesmo sendo um velho abutre, buscar distender minhas asas, na sua plenitude, ao planar, seguindo o curso das correntes aéreas, por horas a fio, a fim de que possa contemplar a perfeição do mundo criado por Deus, contentando-me com o que sou.     


AVELAR SANTOS

A\S CAMOCIM-CE

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Ano LXI – CAMOCIM-CE, 15 de fevereiro de 2026. Nº 15 SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO A – São Mateus – Cor litúrgica: verde Formulário de Missa – MR., p.388 A.:

 


Ano LXI – CAMOCIM-CE, 15 de fevereiro de 2026. Nº 15 SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO A – São Mateus – Cor litúrgica: verde Formulário de Missa – MR., p.388 A.: Meus irmãos, na Santa Missa, somos envolvidos na presença do Senhor, que é luz, amor, graça, paz; é tudo aquilo que há de mais belo, de mais santo, a fim de criar comunhão. Por isso aqui estamos reunidos, convocados por Deus. Com alegria e devoção, iniciemos a Santa Missa dominical. RITOS INICIAIS 1. CANTO DE ABERTURA – L.: Sl 30 | M.: Pe. José Weber, SVD R.: SOIS, SENHOR, A FORTALEZA QUE ME ABRIGA; POR VOSSA HONRA ORIENTAI-ME E CONDUZI-ME!/ SEDE UMA ROCHA PROTETORA PARA MIM, UM ABRIGO BEM SEGURO QUE ME SALVE!/ 1. Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me, inclinai o vosso ouvido para mim./ 2. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor!/ 3. Vosso amor me faz saltar de alegria, pois olhastes para as minhas aflições. Não me entregastes entre as mãos do inimigo, mas colocastes os meus pés em lugar amplo! 2. SAUDAÇÃO INICIAL P.: Em nome do Pai e do Filho T.: AMÉM.  e do Espírito Santo. P.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco. T.: BENDITO SEJA DEUS, QUE NOS REUNIU NO AMOR DE CRISTO. 3. ATO PENITENCIAL P.: No dia em que celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, também nós somos convidados a morrer para o pecado e ressurgir para uma vida nova. Reconheçamo nos necessitados da misericórdia do Pai. (breve silêncio) P.: Confessemos os nossos pecados: T.: CONFESSO A DEUS TODO-PODEROSO E A VÓS, IRMÃOS E IRMÃS, QUE PEQUEI MUITAS VEZES POR PENSAMENTOS E PALAVRAS, ATOS E OMISSÕES, (e, batendo no peito, dizer) POR MINHA CULPA, MINHA CULPA, MINHA TÃO GRANDE CULPA. E PEÇO À VIRGEM MARIA, AOS ANJOS E SANTOS E A VÓS, IRMÃOS E IRMÃS, QUE ROGUEIS POR MIM A DEUS, NOSSO SENHOR. P.: Deus todo-poderoso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. T.: AMÉM. P.: Kýrie, eléison. T.: KÝRIE, ELÉISON. P.: Christe, eléison. T.: CHRISTE, ELÉISON. P.: Kýrie, eléison. T.: KÝRIE, ELÉISON. 4. HINO DO GLÓRIA Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso. Nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós o Senhor, só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. AMEM. 5. COLETA P.: OREMOS: (breve silêncio) Ó Deus, que prometeis permanecer nos corações retos e sinceros, concedei-nos por vossa graça viver de tal maneira que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. T.: AMÉM. LITURGIA DA PALAVRA A.: A Palavra de Deus nos confronta diariamente a fim de não desviarmos nosso olhar da Verdade e do Bem, ouçamos com atenção. 6. PRIMEIRA LEITURA – Eclo 15,16-21 Leitura do Livro do Eclesiástico. 16Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás. 17Diante de ti, Ele colocou o fogo e a água; para o que quiseres, tu podes estender a mão. 18Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir. 19A sabedoria do Senhor é imensa, ele é forte e poderoso e tudo vê continuamente. 20Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem. Ele conhece todas as obras do homem. 21Não mandou a ninguém agir como ímpio e a ninguém deu licença de pecar. Palavra do Senhor. T.: GRAÇAS A DEUS. 7. SALMO RESPONSORIAL – Salmo 118/119 R.: FELIZ O HOMEM SEM PECADO EM SEU CAMINHO, QUE NA LEI DO SENHOR VAI PROGREDINDO!/ 1. Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo! Feliz o homem que observa seus preceitos, e de todo coração procura a Deus!/ 2. Os vossos mandamentos vós nos destes, para serem fielmente observados. Oxalá seja bem firme a minha vida em cumprir vossa vontade e vossa lei!/ 3. Sede bom com vosso servo e viverei, e guardarei vossa palavra, ó Senhor. Abri meus olhos, e então contemplarei as maravilhas que encerra a vossa lei!/ 4. Ensinai-me a viver vossos preceitos; quero guardá los fielmente até o fim! Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, e de todo o coração a guardarei. 8. SEGUNDA LEITURA – 1Cor 2,12.6-10 Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios. Irmãos: 6entre os perfeitos nós falamos de sabedoria, não da sabedoria deste mundo nem da sabedoria dos poderosos deste mundo, que, afinal, estão votados à destruição. 7Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus, sabedoria escondida, que, desde a eternidade, Deus destinou para nossa glória. 8Nenhum dos poderosos deste mundo conheceu essa sabedoria. Pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. 9Mas, como está escrito, “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ouviram nem coração algum jamais pressentiu”. 10A nós Deus revelou esse mistério através do Espírito. Pois o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus. Palavra do Senhor. T.: GRAÇAS A DEUS. 9. ACLAMAÇÃO R.: ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA./ V.: Eu te louvo, ó Pai santo, Deus do céu, Senhor da terra: os mistérios do teu reino aos pequenos, Pai, revelas. (Mt 11,25) 10. EVANGELHO – Mt 5,17-37 – A forma breve está destacada. P.: O Senhor esteja convosco. T.: ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS. P.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T.: GLÓRIA A VÓS, SENHOR! P.: Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 17“Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. 19Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus. 20Porque eu vos digo: Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno. 23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo. 27Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. 28Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. 29Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros, do que todo o teu corpo ser jogado no inferno. 30Se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus membros, do que todo o teu corpo ir para o inferno. 31Foi dito também: ‘Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio’. 32Eu, porém vos digo: Todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por um motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério. 33Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. 36Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. 37Seja o vosso ‘sim’: ‘Sim’, e o vosso ‘não’: ‘Não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”. Palavra da Salvação. T.: GLÓRIA A VÓS, SENHOR! 11. HOMILIA 12. PROFISSÃO DE FÉ Creio em Deus Pai, todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, (faz-se inclinação nas palavras destacadas) que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. AMÉM. 13. ORAÇÃO DOS FIÉIS P.: Caros irmãos, oremos pelas necessidades da Igreja e do mundo. Peçamos com toda a confiança: Senhor, escutai a nossa prece! T.: SENHOR, ESCUTAI A NOSSA PRECE! 1) Abençoai o Santo Padre, o Papa Leão, para que cumpra com sabedoria e fidelidade sua missão de defender e promover a Verdade de Jesus Cristo, nós Vos suplicamos. T.: SENHOR, ESCUTAI A NOSSA PRECE! 2) Para que cada um de nós, aqui reunidos, assumamos o compromisso com a missão evangelizadora da Igreja em nossas famílias, nós Vos suplicamos. T.: SENHOR, ESCUTAI A NOSSA PRECE! 3) Para que os jovens, após acurado discernimento, saibam responder com generosidade ao chamado divino, nós Vos suplicamos. T.: SENHOR, ESCUTAI A NOSSA PRECE! 4) Por todos os dizimistas, para que sejam recompensados material e espiritualmente pelo bem que fazem às nossas comunidades por meio das doações generosas, nós Vos suplicamos. T.: SENHOR, ESCUTAI A NOSSA PRECE! (preces espontâneas): P.: Senhor nosso Deus, ajudai-nos a viver vossa Palavra, colocando-nos a serviço uns dos outros. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. LITURGIA EUCARÍSTICA 14. APRESENTAÇÃO DOS DONS – L. e M. Elvira Dordlom R.: A VÓS, SENHOR, APRESENTAMOS ESTES DONS: O PÃO E O VINHO, ALELUIA!/ 1. Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor?/ 2. Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor./ R.: A VÓS, SENHOR, APRESENTAMOS ESTES DONS: O PÃO E O VINHO, ALELUIA!/ 3. Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido./ 4. Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor. 15. P.: Orai, irmãos e irmãs, para que o sacrifício da Igreja, nesta pausa restauradora na caminhada rumo ao céu, seja aceito por Deus Pai todo-poderoso. T.: RECEBA O SENHOR POR TUAS MÃOS ESTE SACRIFÍCIO, PARA GLÓRIA DO SEU NOME, PARA NOSSO BEM E DE TODA A SUA SANTA IGREJA. 16. SOBRE AS OFERENDAS P.: Este sacrifício, Senhor, nos purifique e renove e seja causa de recompensa eterna para os que fazem a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. 17. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II – MR., p.537 – Prefácio dos Domingos do Tempo Comum X: A ação do Espírito Santo na Igreja – MR., p.483 P.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Vós nos concedeis, a cada momento, o que mais nos convém, e conduzis a vossa Igreja por admiráveis e diversos caminhos. Vós não cessais de ajudá-la com a força do Espírito Santo para que, sempre fiel ao vosso amor, jamais deixe de invocar-vos na tribulação nem se esqueça de louvar-vos na alegria, por Cristo, Senhor nosso. Por isso, associados aos coros dos Anjos, nós vos louvamos com alegria, cantando (dizendo) a uma só voz. T.: SANTO, SANTO, SANTO... P.: Na verdade, ó Pai, vós sois Santo, fonte de toda santidade. Santificai, pois, estes dons, derramando sobre eles o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e  o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo. T.: ENVIAI O VOSSO ESPÍRITO SANTO! P.: Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos, dizendo: “TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS”. Do mesmo modo, no fim da Ceia, ele tomou o cálice em suas mãos e, dando graças novamente, o entregou a seus discípulos, dizendo: “TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM”. Mistério da fé! T.: ANUNCIAMOS, SENHOR, A VOSSA MORTE E PROCLAMAMOS A VOSSA RESSURREIÇÃO. VINDE, SENHOR JESUS! P.: Celebrando, pois, o memorial da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o Pão da vida e o Cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir. T.: ACEITAI, Ó SENHOR, A NOSSA OFERTA! P.: Suplicantes, vos pedimos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo. T.: O ESPÍRITO NOS UNA NUM SÓ CORPO! P.: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro; e aqui convocada no dia em que Cristo venceu a morte e nos fez participantes de sua vida imortal; que ela cresça na caridade, em comunhão com o Papa Leão, com o nosso Bispo D.EDMILSON, os bispos do mundo inteiro, os presbíteros, os diáconos e todos os ministros do vosso povo. T.: LEMBRAI-VOS, Ó PAI, DA VOSSA IGREJA! P.: Lembrai-vos também, na vossa misericórdia, dos nossos irmãos e irmãs que adormeceram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida; acolhei-os junto a vós na luz da vossa face. T.: CONCEDEI-LHES, Ó SENHOR, A LUZ ETERNA! P.: Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os Apóstolos, (São N.: Santo do dia ou padroeiro) e todos os Santos que neste mundo viveram na vossa amizade, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho. Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos. T.: AMÉM. 18. RITO DA COMUNHÃO 19. CANTO DE COMUNHÃO – L.: Mt 5,37 e Sl 118 | M.: Pe. José Weber, SVD R.: SÊ SINCERO, TRANSPARENTE E CONFIÁVEL: SEJA SIM O TEU “SIM”, SEJA NÃO O TEU “NÃO”; SEJA SIM O TEU “SIM”, SEJA NÃO O TEU “NÃO”./ 1. Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo! Feliz o homem que observa os seus preceitos, e de todo o coração procura a Deus!/ 2. Que não pratica a maldade em sua vida, mas vai andando nos caminhos do Senhor. Os vossos mandamentos vós nos destes, para serem fielmente observados./ 3. Oxalá seja bem firme a minha vida em cumprir vossa vontade e vossa lei! Então não ficarei envergonhado ao repassar todos os vossos mandamentos./ 4. Quero louvar-vos com sincero coração, pois aprendi as vossas justas decisões. Quero guardar vossa vontade e vossa lei; Senhor, não me deixeis desamparado! 20. DEPOIS DA COMUNHÃO P.: OREMOS: (breve silêncio) Senhor, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. RITOS FINAIS 21. BREVES AVISOS 22. BÊNÇÃO FINAL Per Ritus et Preces O Hino do Glória é um texto pelo qual a Igreja, reunida pelo Espírito Santo, glorifica e louva ao Pai e ao Cristo, Cordeiro de Deus, no Espírito Santo. O texto é de antiguíssima Tradição e não pode ser modificado. É omitido no Tempo do Advento e Quaresma. LEITURAS DA SEMANA Seg.: Tg 1,1-11; Sl 118(119), 67.68.71.72.75.76; Mc 8,11-13; Ter.: Tg 1,12-18; Sl 93(94), 12-13a.14-15.18-19; Mc 8,14-21; Qua.: Jl 2,12-18; Sl 50(51), 3-4.5-6a.12-13.14 e 17; 2Cor 5,20-6,2; Mt 6,1-6.16-18. CINZAS; Qui.: Dt 30,15-20; Sl 1,1-2.3.4 e 6; Lc 9,22-25; Sex.: Is 58,1-9a; Sl 50(51), 3-4.5-6a.18-19; Mt 9,14-15; Sáb.: Is 58,9b-14; Sl 85(86), 1-2.3-4.5-6; Lc 5,27-32. FOLHETO LITÚRGICO 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

JOVEM COVER 1021 A 10224

 




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Ano LXI – CAMOCIM-CE, 8 de fevereiro de 2026. Nº 14 QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO A – São Mateus – Cor litúrgica: verde

 

Ano LXI – CAMOCIM-CE, 8 de fevereiro de 2026. Nº 14 QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO A – São Mateus – Cor litúrgica: verde Formulário de Missa – MR., p.387 A.: A Eucaristia, atualização do mistério da morte e ressurreição de Cristo, fortifica e renova a caridade em nós além de nos unir mais estreitamente a Jesus Cristo, a fim de darmos um testemunho autêntico de sua presença em nós. Reunidos em oração, iniciemos o Santo Sacrifício da Missa com o canto de abertura. RITOS INICIAIS 1. CANTO DE ABERTURA – L.: Sl 95 | M.: Delphim Rezende Porto e Pe. José Weber, SVD R.: VINDE, ADOREMOS E PROSTREMO-NOS POR TERRA, E AJOELHEMOS ANTE O DEUS QUE NOS CRIOU! PORQUE ELE É O NOSSO DEUS, NOSSO PASTOR, E NÓS SOMOS O SEU POVO E SEU REBANHO./ 1. Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos./ 2. Na verdade, o Senhor é o grande Deus, o grande Rei, muito maior que os deuses todos. Tem nas mãos as profundezas dos abismos, e as alturas das montanhas lhe pertencem./ 3. Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras. 2. SAUDAÇÃO INICIAL P.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T.: AMÉM. P.: A graça e a paz daquele que é, que era e que vem, estejam convosco. T.: BENDITO SEJA DEUS, QUE NOS REUNIU NO AMOR DE CRISTO. 3. ATO PENITENCIAL P.: Irmãos e irmãs, reconheçamos os nossos pecados para celebrarmos dignamente os santos mistérios. (breve silêncio) P.: Senhor, que viestes salvar os corações arrependidos, tende piedade de nós. T.: SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS. P.: Cristo, que viestes chamar os pecadores, tende piedade de nós. T.: CRISTO, TENDE PIEDADE DE NÓS. P.: Senhor, que intercedeis por nós, junto a Deus Pai, tende piedade de nós. T.: SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS. P.: Deus todo-poderoso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. T.: AMÉM. 4. HINO DO GLÓRIA Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso. Nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós o Senhor, só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. AMÉM. 5. COLETA P.: OREMOS: (breve silêncio) Velai, Senhor, nós vos pedimos, com incansável amor sobre vossa família; e porque só em vós coloca a sua esperança, defendei-a sempre com vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. T.: AMÉM. LITURGIA DA PALAVRA A.: A Palavra de Deus nos exorta a sermos testemunhas da verdade. Ouçamos atentamente. 6. PRIMEIRA LEITURA – Is 58,7-10 Leitura do Livro do Profeta Isaías. Assim diz o Senhor: 7Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos. Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne. 8Então brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. 9Então invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro, e ele dirá “Eis-me aqui”. Se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia. Palavra do Senhor. T.: GRAÇAS A DEUS. 7. SALMO RESPONSORIAL – Salmo 111/112 R.: UMA LUZ BRILHA NAS TREVAS PARA O JUSTO, PERMANECE PARA SEMPRE O BEM QUE FEZ./ 1. Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos. Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça./ 2. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente! Ele não teme receber notícias más: confiando em Deus seu coração está seguro./ 3. Seu coração está tranquilo e nada teme. Ele reparte com os pobres os seus bens, permanece para sempre o bem que fez e crescerão a sua glória e seu poder. 8. SEGUNDA LEITURA – 1Cor 2,1-5 Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios. 1Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. 2Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. 3Aliás, eu estive junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor. 4Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus, e não na sabedoria dos homens. Palavra do Senhor. T.: GRAÇAS A DEUS. 9. ACLAMAÇÃO R.: ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA./ V.: Pois eu sou a luz do mundo, quem nos diz nos diz é o Senhor; e vai ter a luz da vida, quem se faz meu seguidor. (Jo 8,12) 10. EVANGELHO – Mt 5,13-16 P.: O Senhor esteja convosco. T.: ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS. P.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T.: GLÓRIA A VÓS, SENHOR! Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada, e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos, que estão na casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”. Palavra da Salvação. T.: GLÓRIA A VÓS, SENHOR! 11. HOMILIA 12. PROFISSÃO DE FÉ Creio em Deus Pai, todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, (faz-se inclinação nas palavras destacadas) que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. AMÉM. 13. ORAÇÃO DOS FIÉIS P.: Caríssimos irmãos, elevemos ao Pai celeste a nossa voz em prece, suplicando: Iluminai, Senhor, a vossa Igreja. T.: ILUMINAI, SENHOR, A VOSSA IGREJA. 1) Pela Igreja, Sacramento de Cristo no mundo, para que seja sempre luz para a humanidade, empenhada no anúncio do Evangelho e na edificação do Reino de Deus, nós Vos pedimos. T.: ILUMINAI, SENHOR, A VOSSA IGREJA. 2) Que as autoridades públicas de nosso país, assegurem o atendimento das necessidades básicas de todos os cidadãos, para que tenham acesso à saúde pública de qualidade, nós Vos pedimos. T.: ILUMINAI, SENHOR, A VOSSA IGREJA. 3) Por todos nós, que participamos desta liturgia, para que, na escuta atenta da Palavra de Deus e no confronto da nossa vida segundo os valores de Cristo, sejamos pessoas transformadas à sua imagem, nós Vos pedimos. T.: ILUMINAI, SENHOR, A VOSSA IGREJA. 4) Abençoai os membros da Pastoral da Saúde de nossa Arquidiocese, para que cresçam na disponibilidade em Vos servir por meio da atenção e do carinho para com os enfermos, nós Vos pedimos. T.: ILUMINAI, SENHOR, A VOSSA IGREJA. (preces espontâneas): P.: Deus onipotente e cheio de misericórdia, ouvi a súplica da Vossa Igreja e socorrei-nos sem demora. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. LITURGIA EUCARÍSTICA 14. APRESENTAÇÃO DOS DONS – L. e M.: Elvira Dordiom R.: A VÓS, SENHOR, APRESENTAMOS ESTES DONS: O PÃO E O VINHO, ALELUIA!/ 1. Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor?/ 2. Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor./ 3. Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido./ 4. Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor. 15. P.: Orai, irmãos e irmãs, para que o sacrifício da Igreja, nesta pausa restauradora na caminhada rumo ao céu, seja aceito por Deus Pai todo-poderoso. T.: RECEBA O SENHOR POR TUAS MÃOS ESTE SACRIFÍCIO, PARA GLÓRIA DO SEU NOME, PARA NOSSO BEM E DE TODA A SUA SANTA IGREJA 16. SOBRE AS OFERENDAS P.: Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para alimentar nossa fraqueza, concedei, nós vos pedimos, que se tornem para nós sacramento de vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. 17. ORAÇÃO EUCARÍSTICA V – MR., p.564 P.: É justo e nos faz todos ser mais santos, louvar a vós, ó Pai, no mundo inteiro, de dia e de noite, agradecendo com Cristo, vosso Filho, nosso irmão. É ele o sacerdote verdadeiro que sempre se oferece por nós todos, mandando que se faça a mesma coisa que fez naquela ceia derradeira. Por isso, aqui estamos reunidos, louvando e agradecendo com alegria, juntando nossa voz à voz dos Anjos e dos Santos todos, para cantar (dizer): T.: SANTO, SANTO, SANTO... P.: Ó Pai, vós que sempre quisestes ficar muito perto de nós, vivendo conosco no Cristo, falando conosco por ele, mandai o vosso Espírito Santo, a fim de que as nossas ofertas se mudem no Corpo e no Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo. T.: MANDAI VOSSO ESPÍRITO SANTO! P.: Na noite em que ia ser entregue, ceando com seus Apóstolos, Jesus tomou o pão em suas mãos, olhou para o céu e vos deu graças, partiu o pão e o entregou a seus discípulos, dizendo: “TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS”. Do mesmo modo, no fim da Ceia, tomou o cálice em suas mãos, deu-vos graças novamente e o entregou a seus discípulos, dizendo: “TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM”. Tudo isto é mistério da fé! T.: TODA VEZ QUE COMEMOS DESTE PÃO, TODA VEZ QUE BEBEMOS DESTE VINHO, RECORDAMOS A PAIXÃO DE JESUS CRISTO E FICAMOS ESPERANDO SUA VINDA. P.: Recordando, ó Pai, neste momento, a paixão de Jesus, nosso Senhor, sua ressurreição e ascensão, nós queremos a vós oferecer este Pão que alimenta e que dá vida, este Vinho que nos salva e dá coragem. T.: RECEBEI, Ó SENHOR, A NOSSA OFERTA! P.: E quando recebermos Pão e Vinho, o Corpo e Sangue dele oferecidos, o Espírito nos una num só corpo, para sermos um só povo em seu amor. T.: O ESPÍRITO NOS UNA NUM SÓ CORPO! P.: Protegei vossa Igreja que caminha nas estradas do mundo rumo ao céu, cada dia renovando a esperança de chegar junto a vós, na vossa paz. T.: CAMINHAMOS NA ESTRADA DE JESUS! P.: Dai ao vosso servo, o Papa Leão, ser bem firme na fé, na caridade, e a EDMILSOM, que é Bispo desta Igreja, muita luz para guiar o vosso Povo. T.: LEMBRAI-VOS, Ó PAI, DA VOSSA IGREJA! P.: Esperamos entrar na vida eterna com Maria, Mãe de Deus e da Igreja, os Apóstolos, e todos os que na vida souberam amar Cristo e seus irmãos. T.: ESPERAMOS ENTRAR NA VIDA ETERNA! P.: Abri as portas da misericórdia aos que chamastes para a outra vida; acolhei-os junto a vós, bem felizes, no reino que para todos preparastes. T.: A TODOS DAI A LUZ QUE NÃO SE APAGA! P.: E a todos nós, aqui reunidos, que somos povo santo e pecador, dai-nos a graça de participar do vosso reino que também é nosso. Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos. T.: AMÉM. 18. RITO DA COMUNHÃO 19. CANTO DE COMUNHÃO – L.: Mt 5,13-16 (refrão), Sl 111/112 (estrofes) | M.: Pe. José Weber, SVD R.: JESUS NOS DISSE: “SOIS O SAL DA TERRA; O SAL NÃO PODE SE TORNAR INSOSSO!” JESUS NOS DISSE: “SOIS A LUZ DO MUNDO. QUE ELA BRILHE E ILUMINE A TODOS! QUE ELA BRILHE E ILUMINE A TODOS!”/ 1. Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos!/ 2. Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente!/ 3. Ele não teme receber notícias más: confiando em Deus, seu coração está seguro. Seu coração está tranquilo e nada teme, e confusos há de ver seus inimigos./ 4. Ele reparte com os pobres os seus bens, permanece para sempre o bem que fez, e crescerão a sua glória e seu poder. Feliz o homem que respeita o Senhor! 20. DEPOIS DA COMUNHÃO P.: OREMOS: (breve silêncio) Ó Deus, quisestes que participássemos do mesmo pão e do mesmo cálice; fazei-nos viver de tal modo unidos em Cristo, que possamos com alegria produzir fruto para a salvação do mundo. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. 21. ORAÇÃO DO DIZIMISTA Senhor, faz de mim um dizimista consciente e feliz. Que meu dízimo seja agradecimento, seja um ato de amor e reconhecimento pela tua bondade. O que tenho de bom, de ti recebi: vida, fé, saúde, amor, família, trabalho, bens... Ajuda-me a partilhar com justiça e fidelidade. Tira o egoísmo do meu coração. Que eu te ame cada vez mais; que ame e ajude cada vez mais aos meus irmãos e irmãs. Senhor Jesus, fazei que o meu dízimo seja fonte de bênçãos e prosperidade para mim, minha família e minha comunidade paroquial. AMÉM. RITOS FINAIS 22. BREVES AVISOS 23. BÊNÇÃO FINAL LEITURAS DA SEMANA Seg.: 1Rs 8,1-7.9-13; Sl 131(132), 6-7.8-10; Mc 6,53-56; Ter.: 1Rs 8,22-23.27-30; Sl 83(84), 3.4.5 e 10.11; Mc 7,1-13. Sta. Escolástica, virgem, Mem.; Qua.: 1Rs 10,1-10; Sl 36(37), 5-6.30-31.39-40; Mc 7,14-23; Qui.: 1Rs 11,4-13; Sl 105(106), 3-4.35-36.37 e 40; Mc 7,24-30; Sex.: 1Rs 11,29-32.12,19; Sl 80(81), 10-11ab.12-13.14-15; Mc 7,31-37; Sáb.: 1Rs 12,26-32.13,33-34; Sl 105(106), 6-7a.19-20.21-22; Mc 8,1-10.