quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

O ANO TODO DO SALVADOR

25/11/2016

Reflexão, sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Lc 21, 29-33

1. Jesus convida-nos a perceber os sinais dos tempos tanto para a destruição quanto para o estabelecimento do Seu Reino. Há sinais de destruição por toda parte, na natureza, nas instituições e nas pessoas, nos sistemas e organizações. O texto acima, baseado em Is 24,10-23; 13,6-10, tem uma mensagem de esperança no meio do caos da humanidade sem Deus. Tudo aquilo que se coloca na contramão da salvação tende à inexistência, à falência total. Mesmo que por um tempo tudo pareça muito resistente, não dura muito porque a base é arenosa. Jerusalém será destruida, mesmo tendo base sólida, porque perdeu o rumo, tornou-se indiferente ao seu Senhor. 

2. Jesus não quer a destruição do mundo nem a eliminação das pessoas; Ele não quer o fim de Jerusalém, que O faz chorar sobre ela. Por outro lado, respeita a liberdade dos filhos de Deus, as escolhas de cada um ou de cada nação. O que se sucederá não é por vontade de Deus, mas consequencia das más escolhas daquele povo e de suas lideranças. Mesmo assim, Jesus tem uma mensagem de esperança. Se aquele povo tivesse voltado para Ele, se O tivesse reconhecido como o enviado do Pai, como o Messias Servo, o Santo de Israel, ficaria livre, poderia ter continuado na história, ter sido um instrumento de salvação. Mas o povo não O reconheceu, foi indiferente a Ele, desprezou o seu Salvador, o Enviado do Pai. A sorte desse povo doi decretada. Foi o fim daquela Jerusalém. Jesus se apresentou como critério absoluto de libertação, mas foi rejeitado. 

3. As gerações sem Deus não podem ter outro fim senão a destruição de si mesmas. Mas Deus não desiste de Sua criação, da pessoa humana. Por isso, propõe o Seu Reino. No meio de ruínas, Deus constrói o Seu Reino, mantem-se firme e, sem ferir a liberdade de ninguém, age para a transformação em Deus. Quem a Ele se abrir será vitorioso, alcançará libertação. Quem se voltar para Ele alcançará uma aurora de salvação, um tempo novo. Foi o que aconteceu com Seus discípulos. Com a queda de Jerusalém, a Igreja pôde espalhar-se pelo mundo, levando a mensagem salvífica a todos os povos, a fim de que todos pudessem tomar conhecimento da Verdade, pudessem ser iluminados de verdade e alcançar o objetivo de suas vidas em Deus, tornando-se homens e mulheres novos. 

Um forte e carinhoso abraço.


Pe. José Erinaldo
Escrito por Pe. José Erinaldo às 09h12
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24/11/2016

CALENDÁRIO 2017


CALENDÁRIO 2017
PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, MANGABEIRA

JANEIRO
  • Celebração de aniversário da FCTS (dia 07);
  • Excursão no Lar do Peregrino (dias 14-15);
  • EJC (dias 20, 21, 22);
  • Dia de louvor e adoração na praça Fábio Correia (dia 29, as 14h).

FEVEREIRO
  • Vigília com a RCC na capela São José Operário (dia 18) 
  • Festa da Sagrada Face (dia 05, as 09h)
  • Retiro de Carnaval – Maceió (dias 24, 25, 26, 27, 28)

MARÇO
  • Formação sobre a CF 2017 (dia 03): com a Irmã Luiza;
  • Retiro da catequese (dias 10-12);
  • Campanha da fraternidade nas casas;
  • CPP ( dia 29);
  • ESCOLA DA FÉ (dia 31)

ABRIL
  • Semana de confissão (dias 04-07, tarde e noite);
  • Jornada apostólica com a Legião de Maria (dia 08, a partir das 08h);
  • Domingo de Ramos (dia 09): procissão sai da Capela de São José Operário;
  • Sexta-feira da Paixão (dia 14) – Via sacra depois da celebração;
  • Ensaio e momento de oração com os acólitos (dia 15, sábado santo, a partir das 10h);
  • Páscoa (dia 16);
  • CPP (dia 19);
  • Festa da Misericórdia (dia 23 – Domingo – 14h);
  • Primeira Eucaristia (dia 23 – 09:00h – Matriz);
  • Primeira Eucaristia (dia 30 – 17:00h – São José Operário);
  • Festa de São José Operário (dia 21- sexta-feira - 01/05 - segunda);

MAIO
  • Mês mariano nas casas (segundas e sextas-feiras) e terço todas as noites na matriz;
  • Seresta das mães no dia 21, no Alto, após a Santa Missa;
  • Momento mariano no Alto (dia 06, as 19:30);
  • Crisma (dia 07 – 17:00);
  • Férias do padre (a partir do dia 09);
  • Formação mariana com a irmã Fabíola (dia 12, as 19:30);
  • ESCOLA DA FÉ (dia 05).

JUNHO
  • Retiro dos casais (dias 10-11);
  • Corpus Christi (dia 15 );
  • Sagrado Coração de Jesus (dia 23);
  • Aniversário do grupo renovados em Cristo: tarde de louvor (dia 25, domingo);
  • CPP (dia 28).

JULHO
  • ArrastaFÉ (dia 01, sábado);
  • Retiro das pastorais (dias 14-16);
  • ECC (dias 28, 29, 30);
  • ESCOLA DA FÉ (dia 21).

AGOSTO
  • Bate papo vocacional (dia 04, as 20:30h)
  • Seresta dos pais (dia 12, sábado)
  • O dia do catequista (dia 27)
  • Vigília dos grupos de oração da paróquia (dia 26);
  • ESCOLA DA FÉ (dia 25);
  • CPP (dia 30).

SETEMBRO
  • Estudo bíblico todas as sextas do mês, as 20:30h: ESCOLA DA FÉ (durante 4 sextas-feiras):
    • o Introdução bíblica (primeira sexta)
    • o Gêneros literários da Bíblia (terceira sexta)
    • o Primeira carta de S. Paulo aos Tessalonicenses (quarta sexta)
    • o Segunda carta de S. Paulo aos Tessalonicenses (quinta sexta)
    • Retiro da Juventude (dias 8, 9, 10);
    • Jornada apostólica com a Legião de Maria (dia 30, na matriz);
    • Gincana bíblica arquidiocesana (3º e 5º sábados);
    • Aniversário dos 15 anos do Terço dos homens (dia 17, domingo);
    • CPP (dia 27).

OUTUBRO
  • Festa da padroeira (dia 03, terça-feira);
  • Missão:
    • o Envio na Missa do domingo dia 15
    • o Roteiro
    • Encerramento com a Missa campal na praça Fábio Correia, dia 29, começando com com louvor e adoração as 14h;
    • CPP (dia 25);
    • ESCOLA DA FÉ (dia 27).

NOVEMBRO
  • Assembleia paroquial (dia 05 – domingo – 09h);
  • Retiro do Discipulado (dias 10-12);
  • CPP (dia 29);
  • ESCOLA DA FÉ (dia 24).


DEZEMBRO

  •  Solenidade de N. Sra. da Conceição e aniversário de sacerdócio do padre (dia 08, as 09h);
  • Casamento comunitário (dia 17 – 17:00h);
  • Louvor beneficente na casa de Vasty (dia 20);
  • Confraternização das pastorais (dia 09 – 20:30h);
  • Confraternização do Conselho Pastoral Paroquial (dia 27 – quarta-feira);
  • Confraternização da catequese do Vicariato (dia 16);
  • ESCOLA DA FÉ (dia 29: confraternização). 



Escrito por Pe. José Erinaldo às 16h03
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Quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Lc 21,20-28

1. A primeira coisa a ser observado é a condenação para Jerusalém durante todo o tempo dos pagãos. Nela já se pode vislumbrar um julgamento bem maior, o julgamento universal, como prefiguração do fim: “Serão mortos pela espada e levados presos para todas as nações, e Jerusalém será pisada pelos infiéis…”. O fato é que, realmente, também todas as nações serão julgadas, todos os povos enfrentarão o momento final decisivo: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas”. Os tempos atuais são marcados pelo avanço grotesto das águas do mar, pelo descontrole da natureza, desaparecimento da água, pelas guerras, pela violência constante e descontrolada, pelo abuso de poder, exploração, corrupção, roubos e assassinatos. Além disso, desvalorização da pessoa humana, ferida a todo momento em sua dignidade: morte dos inocentes, exploração interesseira da juventude e abandono dos mais idosos. No trono dos corações reina a iniquidade. Deus foi destronado pela humanidade sedenta de novidades em todas as áreas de sua vida e completamente envolvidas com o materialismo. 

2. Chegará o dia do julgamento, e Jesus Cristo será, certamente, o critério absoluto dele. Para quem O escolheu, salvação; para os que O rejeitaram, condenação. A vinda do Filho do Homem será de  esperança e libertação para aqueles que viverem segundo Jesus Cristo, para todos os que não se contaminarem com os erros dos judeus. As escolhas determinarão o sucesso ou o fracasso da história de cada povo e de cada pessoa. Quem escolheu a Vida, a Verdade, o Caminho entregue pelo Pai à humanidade terá o julgamento final como o mais importante encontro salvífico, o que será de extrema alegria.

3. O fim dos tempos é identificado com a vinda de Jesus, presença libertadora. É o momento do encontro entre os cristãos e o Salvador. Os cristão não pensam o fim como desgraça, desespero ou destruição. Pelo contrário, para eles, o fim será marcado pelo mais elevado começo de uma vida plena na comunhão com Deus. Geralmente diante da morte de um ente querido, os que não têm fé se desesperam, parece que já chegou o fim do mundo, a vida perde o sentido; o cristão, nesse momento sente a dor da separação, chora a saudade da pessoa amada, mas com confiança e esperança, fé e amor, enfrenta o momento da dor com firmeza, pois sabe que o Senhor é a Vida e que a vida de todos a Ele pertence e com Ele reinará por todo o sempre; ele não permitirá que os seus sejam expulsos de Sua presença.

4. O cristão é o verdadeiro sinal e lugar da transformação. Ele encara o mundo com confiança, fé, amor e perseverança; ele sempre encontra um motivo para superar todos os desafios, encontra sempre meios verdadeiros para continuar revelando ao mundo a beleza de se pertencer totalmente ao Senhor; ele não desanima diante dos maiores sofrimentos, apesar de senti-los, abandona-se à condução do Espírito de Deus, chora, mas se mantém de pé, pensa em fugir, mas não o faz porque não existe outra Palavra de Vida eterna além de Jesus, nem outro amor tão grande e tão fascinante, nada comparável Àquele que o fez Seu. O cristão é luz, sal, sinal de esperança e certeza de que o mundo ainda vai ser transformado pelo amor.

Um forte e carinhoso abraço.


Pe. José Erinaldo

Escrito por Pe. José Erinaldo às 08h52
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MARIA NA VISÃO DE LUCAS EVANGELISTA

MARIA NA VISÃO DE LUCAS EVANGELISTA

Maria se tornou a kecharitoméne (κεχαριτωμενη), isto é, a plena de graça, "plena do amor benévolo de Deus". Em Maria não havia brecha para o pecado. Ela é a inimiga da serpente (cf. Gn 3,15). A Mãe do Senhor não possui ligação nenhuma com o mal, todo o seu ser pertence exclusivamente a Deus, que a criou toda para SI para que ela pudesse ser toda para o bem da humanidade. Somente quem é todo pode se tornar todo para a salvação dos homens. Maria é um tesouro de Deus, amado por Ele, preparado para Seu Projeto salvífico e para ser sinal da ação libertadora. Deus a quis como Sua ARCA, a Arca da Nova e Eterna Aliança, a Portadora de Cristo e do Espírito, a "MÃE DO MEU SENHOR". 

Deus a quis Virgem. Sua virgindade foi totalmente consagrada a Deus e tornou-se um sinal autêntico da divindade de Jesus. Sendo toda de Deus, seus interesses voltaram-se exclusivamente para Ele. Daí por que ela solicitar uma explicação sobre como conceber aquele filho. De fato, nela o Filho de Deus tornou-se carne, um de nós, por ação do Espírito Santo. 

Ainda hoje, a Igreja celebra a entrada do Salvador na nossa história, o dia em que a humanidade reencontrou seu futuro e a condição de sua realização. Diante da opção de Maria, o anjo deixou claro que a obra de Deus nela não contaria com a participação de homem e que isso não é impossível para Deus, que permitiu a geração a Isabel, uma anciã estéril. Lucas esclarece que o menino Jesus, na Sua condição humana, foi criado diretamente por Deus, como fez com Adão, mas não utilizando a terra, e sim um ser humano pleno de Sua graça, uma MULHER, aquela que não tem comunicação com a SERPENTE, que não se ilude com o mal, a INIMIGA da SERPENTE. Lucas indica, portanto, a NOVA CRIAÇÃO, o novo início, o novo ÉDEN. 

Além da virgindade, a pobreza de Maria, bem como sua fé e abertura total à vontade de Deus, permitiram à Virgem ser o mais precioso lugar do mais importante encontro de Deus com a humanidade. Maria, diferentemente de Eva, não dialogava com a Serpente, não se deixou atrair pelas tentações do mundo, não buscou a si mesmo nem duvidou de Deus. Pelo contrário, colocou-se absolutamente à disposição do Senhor. Ela não foi fechamento da graça, mas abertura para Deus; não foi contradição, mas clareza; não esteve no início da história do pecado, mas da graça divina; não encabeçou uma humanidade pecadora, mas uma realidade nova de discípulos, feitos filhos no Filho; não podia ser chamada Eva, mas Ave; não foi uma vergonha, mas a kecharitoméne (κεχαριτωμενη), a plena de Deus; não esteve escondida por causa do pecado, mas de braços abertos para receber o Salvador; não foi expulsa do Jardim, mas tornou-se porta para ele; não foi lugar de separação, mas de encontro salvífico.

Em seguida, Maria vai a Isabel. Aqui, alguns, ao ler o texto bíblico, pensam no porquê da visita de Maria a sua prima. É bem verdade que o mais interessante aqui seria pensar na relação Antigo e Novo Testamentos; Antiga e Nova Alianças. Além disso, vem a questão da visita em si mesma. Depois de dialogar com o Anjo Gabriel, Maria foi apressadamente se encontrar com sua prima Isabel. Ela não duvidava das palavras do arcanjo. Sua ida à casa de sua prima mostra, antes de tudo, sua disponibilidade, seu interesse em cuidar de uma senhora grávida, pois Isabel era de idade avançada. Certamente, passava na cabeça de Maria o que lhe foi dito pelo Anjo Gabriel, mas não era seu intuito querer saber se o Anjo realmente tinha acertado no que disse. Isso seria duvidar de Deus. Maria não tem dúvida da palavra que lhe foi dirigida, tanto é que se colocou absolutamente à disposição do Senhor: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra". Maria aparece muito mais como a Serva do Senhor.

Para além de uma observação factual, Lucas apresenta uma importante interpretação bíblica. O texto revela uma profunda teologia, aquilo que ele e a Igreja experimentaram a partir da ressurreição de Jesus. A ida de Maria ao encontro de Isabel é sinal do encontro entre a Nova e a Antiga Aliança. Na saudação de Maria é proclamada, solenemente, a chegada do Messias esperado, “o Príncipe da paz” (Is 9,5), a presença da “paz abundante” (Sl 71,7), a paz necessária para a construção de um mundo novo. Maria, então, é portadora da paz. Isabel chama Maria de “Bendita entre as mulheres”. Jael e Judite também receberam esse tipo de saudação (Jz 5,24 e Jt 13,23), duas mulheres frágeis, mas que, por graça de Deus, venceram. Ora, aplicando essa saudação à Maria, Lucas está querendo afirmar que ela é o instrumento frágil e pobre pelo qual Deus realiza Suas maravilhas, dando ao mundo o Salvador. 

Maria é bendita por causa do Bendito, por Ele agraciada, a fim de ser sua Mãe. Por vontade do Pai, Maria foi criada como um sacrário, não feito por mãos humanas, mas do jeito do querer de Deus. A arca foi criada para transportar a Lei de Deus, era motivo de reverência, júbilo e festa. Nela, o povo entendia que ali estava o Senhor. Dos lábios de Davi vem a exclamação: “Como virá a Arca do Senhor para ficar na minha casa?” (2Sm 6,9). A Arca passa três meses em uma residência judaica, depois de ter sido recebida com muita festa: danças, gritos alegres e cantos festivos, porque ali se encontrava a presença do Senhor e isso era bênção para toda a família acolhedora (2Sm 6,10-11). É possível perceber a ligação estabelecida por Lucas entre esses textos e o encontro de Maria com Isabel, que provoca uma reação exultante tanto em Isabel quanto na criança no seu ventre, que “pula de alegria”. A presença de Maria é sinal da presença de Deus, Maria como a nova ARCA exclusiva de Deus, que se apresenta como realização das promessas messiânicas.  

Maria foi pensada por Deus como a kecharitoméne (κεχαριτωμενη), a pleníssima de graça, para ser a mãe da Graça salvífica. Isabel não vê a prima Maria, mas a Mãe do Senhor. Aquele momento expressa unicamente ação da graça de Deus, presença do Espírito Santo e, portanto, manifestação de fé. O encanto manifestado por Isabel revela o que se espera do povo antigo de Deus, mas também o encanto de todo a Igreja pelo mistério de Deus na vida de Maria, que foi feita encanto de Deus. Todo o seu ser exprime essa verdade. Por isso, nos lábios de Maria, o cântico dos pequeninos de Deus foi bem colocado: "A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador". Todo o ser de Maria é um ENCANTO para Deus. Ela é proclamada “Bem-aventurada” porque acreditou (Lc 1,45). No evangelho de Lucas, essa é a primeira bem-aventurança, marcada não pela visão, mas pela adesão total “porque acreditou”. Em Jo 20,29, Jesus afirma: “Felizes os que creem sem ter visto”. Não restam dúvidas que Maria é o que todos os cristãos devem ser com relação a Jesus. 

Maria é o sinal autêntico da Nova e Eterna Aliança. Sua presença provocou uma verdadeira transformação na realidade de Isabel, que ficou "cheia do Espírito Santo". Maria, plena do Espírito, portadora do Eterno, concede a Isabel a graça de perceber a grande novidade, o prometido, o Messias, já presente na história, ali no ventre da Virgem. No encontro das mulheres (as duas Alianças), dá-se o encontro de duas crianças, o Bendito, o Salvador, e o seu precursor, "a voz do que clama no deserto", aquele que, naquele momento, representa todo o povo de Israel. A criança no seio de Isabel alegra-se ao sentir a presença do esperado e, ali, recebe a Força do Altíssimo para exercer sua grande missão profética, a de ser o maior dos profetas por anunciar, batizar e apontar o Messias Servo do Senhor. 


“Minha alma glorifica ao Senhor”. O “cântico de Maria” é, na verdade, tirado do Antigo Testamento, uma parte de 1Sm 2,1-11 e alguns versículos de salmos. Para muitos biblistas, trata-se de um canto composto depois da Ressurreição de Jesus, atribuído, primeiramente, à “virgem” Israel, segundo sua condição de pobreza, humilhação e desprezo por parte de outras nações. Quando os primeiros cristãos perceberam que Jesus era, realmente, o Messias esperado, não tiveram dúvidas da ação divina em magnificar a “virgem” Israel, que seria para sempre chamada “bem-aventurada. Lucas, à luz do Espírito de Deus, compreendeu que se tratava de um canto totalmente voltado para a realidade da “Virgem” (cf. Lc 1,27), Mãe do Messias, pela qual Deus se fez presença no mundo. 
Escrito por Pe. José Erinaldo às 00h27
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OS DITOS IRMÃOS DE JESUS

OS DITOS IRMÃOS DE JESUS


  • Jesus é chamado de “o primogênito de Maria” (em grego: prôtotokos; Lc 2,7). “Portanto, ela teve outros filhos”, deduziu-se daí. Mas na Bíblia, de fato, a palavra “primogênito” designa o primeiro filho de uma mulher: “aquele que abre o ventre” (Lc 2,23), sem nenhuma referência à existência de um segundo filho. Na interpretação de quem quer rejeitar a virgindade da Mãe de Deus, o entendimento é o seguinte: é o primogênito porque houve outros. Na linguagem bíblica, diz-se primogênito porque foi quem abriu o ventre. Está bem claro no epitáfio grego de Tel Yaoudieh, publicado por J.-B. Frey em Biblica, 11,1930, pp. 369-390: “No parto de meu filho primogênito, o destino me conduziu ao termo da vida”. Posto que ela morreu durante o parto, é claro que esse primogênito exclui aqui um segundo.
  • Jesus, ao morrer, confiou Maria a seu discípulo preferido, que “a tomou consigo” (Jo 19,27). Os Padres concluíam daí que Maria não tinha outro filho que dela cuidasse. Certamente trata-se essencialmente de uma maternidade espiritual e, ao mesmo tempo, uma realidade material. Convém notar que o simbolismo de João tem sempre uma base material. Aqui a maternidade espiritual confiada a Maria comporta reciprocamente uma assistência e uma partilha a um só tempo material e espiritual com o discípulo preferido (Jo 19,27). 
  • Os dois evangelhos da infância não mencionam outro filho no lar de José e de Maria. O episódio do reencontro no Templo (Lc 2,40-52) é particularmente significativo, pelo fato de Jesus ter 12 anos de idade e que as circunstâncias da romaria normalmente teriam levado a mencionar seus “irmãos”, caso ele os tivesse. Se Maria tivesse tido filhos pequenos, teria feito a peregrinação “a cada ano”? (Lc 2,4). 

  • Jesus é designado como o filho de Maria, com o artigo definido (Mc 6,3). Outro detalhe importante, quando Maria teve Jesus era ainda uma adolescente com seus aproximados 14, 15 anos. No episódio do Templo com os doutores da Lei, Jesus tinha já 12 anos. Isso significa que Maria deveria ter, nesse momento, entre 26 e 27 anos. Com essa idade, ela tinha apenas Jesus. Ora, o normal seria ela ter tido, caso fosse verdade, outros filhos na sua juventude, logo após o nascimento de Jesus, o que era comum para todas as mulheres. Mas não foi o que aconteceu. Jesus criou-se sendo o único filho da Virgem. 

  • Maria tinha uma irmã, sem dúvida mulher de Clopas, informa-nos Jo 19,25. Seus filhos, Tiago e José (ou Joset, conforme os autores) só podiam ser chamados de “irmãos de Jesus”, conforme a linguagem da Bíblia hebraica, assumida pela tradução grega dos Setenta e pelo estilo bíblico do Evangelho. É de se notar que os textos bíblicos nunca falam de filhos de Maria, mas sempre de “irmãos” de Jesus. 
Escrito por Pe. José Erinaldo às 00h21
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23/11/2016

Quarta-feira, 23 de novembro de 2016 Lc 21,12-19

Quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Lc 21,12-19

1. O texto de hoje continua a reflexão do mesmo capítulo de ontem. Em primeiro lugar, traz à tona a realidade de quem segue Jesus, os sofrimentos que suportará, passando, inclusive, pelo desprezo semelhante ao do Mestre, algo que cairá sobre si, porque segue alguém considerado “maldito”, tornando-se, assim, também “maldito” aos olhos de quem nada entendeu sobre o projeto salvífico de Deus. O que fizeram com a “Cabeça”, também farão com o “Corpo”.  O discípulo é, aos olhos de Deus um “oásis no mundo”, e, uma “desgraça”, na visão do mundo. Em segundo lugar, a dor, as angústias e os sofrimentos pessoais e dos irmãos possibilitarão uma tremenda mudança interior, uma gigantesca capacidade de crescimento na fé, na verdade e no amor, tornando cada pessoa que a Jesus se dedica um testemunho autêntico, um luzeiro salvífico, uma coluna protetora. Muitos, no mundo, precisam enxergar os discípulos de Cristo pelo testemunho, pelo dom de si mesmo, pelo amor total ao Senhor.

2. “Antes que estas coisas aconteçam”, Jesus ensina e motiva seus discípulos. Eles serão presos, perseguidos, entregues às sinagogas, levados diante de reis e governadores por causa do Seu nome. Serão entregues até pelos familiares e amigos, causando inclusive a morte de alguns deles. Serão odiados por causa do mesmo nome de Jesus, que não promete a paz segundo a mentalidade mundana, a sofisticação e as facilidades oferecidas pelo mundo. Aquilo que fizeram com o Mestre, também farão com seus discípulos. O que Jesus pede é fé, coerência e perseverança, confiança na Sua vitória e na Sua defesa. Ele é o bom Pastor, que estará cuidando do seu rebanho em todos os mais complicados momentos de sua vida. Se estiverem, por motivo de calúnias e perseguições, diante de autoridades iníquas, terão o Espírito Santo como seu Defensor. O importante é que cada um não siga as ideias e valores mundanos, mas tenham uma vida de fidelidade e comunhão total com o Senhor. 

3. Os discípulos são convidados a testemunharem, no tempo da Igreja, com sua vida, Jesus Cristo nosso Senhor. Testemunho que será realizado "permanecendo firmes", a fim de conquistarem a vida eterna. Que cada um, dentro da perspectiva lucana, leve em conta o que aconteceu com os que foram martirizados por causa de Jesus. Sem desanimarem, vendo o exemplos dos antepassados, mantenham suas esperanças na vinda do Filho do Homem, no tempo determinado por Deus, segundo seus desígnios. E ainda possam ser vigilantes, em oração e na proclamação corajosa da Palavra de Deus. Enquanto o mundo pensa no fim, o discípulo pensa na salvação de todos.

Um forte e carinhoso abraço.


Pe. José Erinaldo 

Escrito por Pe. José Erinaldo às 08h27
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21/11/2016

Segunda-feira, 21 de novembro de 2016 Mt 12,46-50

Segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Mt 12,46-50

1. Os discípulos constituem a nova família de Jesus. Aqui não cabe a reflexão daqueles que vêem no texto um desprezo à Virgem Maria como Mãe. Essa não é a posição do evangelista. O contexto desse texto não é fácil porque há uma direta rejeição a Jesus por parte dos líderes judaicos, que andaram espalhando ser Jesus possuído pelo mal, e também por parte de parentes seus, que, pelo fato de nem serem profundos na fé nem no conhecimento de Jesus, e, além disso, influenciados pelos líderes de Israel, foram incapazes de enxergar NELE a presença de Deus. Eles foram incapazes de entender o mistério do Deus encarnado, um mistério desprezado por muitos, mesmo depois da vitória Jesus ressuscitado. 

2. Quanto à Virgem Maria, se queremos aprofundar o que disse Jesus, ninguém, depois de Jesus, foi mais obediente à vontade do Senhor do que Sua Mãe. Sendo assim, duplamente Maria seria Mãe: uma por ser de fato, naturalmente mãe por vontade de Deus, outra, pelo fato de fazer totalmente a vontade do Senhor. Então, em ambos os casos, Maria está ligada a Jesus: tanto nos laçoes consaguíneos quanto no âmbito da fé. Quem procura esse tipo de reflexão, prescidindo de Maria, diminuindo-a, sinaliza para uma espécie de inimizade com a Igreja Católica e, ao mesmo tempo, para uma certa deturpação do texto Sagrado. É triste quando isso acontece! A Palavra de Deus não pode ser usada para jogos de interesse pessoais, mas entendida segundo o mesmo Espírito que a inspiriou e aplicada no seu verdadeiro objetivo querido pelo próprio Deus. Essa deturpação da Palavra infelizmente existe por parte dos irreponsáveis heréticos de todos os tempos.

3. Aqui trata-se de uma família que tem como fundamento a vontade de Deus. Jesus não veio ao mundo para ser mais um membro familiar, para viver preso à mentalidade dos laços consaguíneos, para ser um grande homem na história. Pelo contrário, veio para realizar a salvação de todos. Ele é o Salvador, aquele pelo qual não somente tudo foi criado, mas também aquele pelo qual toda a criação foi salva. Ele é o Verbo de Deus, o Filho eterno, o Caminho, a Verdade e a Vida; Ele é Deus com o Pai. Sua vinda, portanto, constitui o tempo novo da nova familiaridade, que, não negando a importância da consanguinidade, tem seu fundamento na FÉ, como adesão total à sua pessoa e à sua obra. 

4. Jesus foi rejeitado pelas instituições de sua época. De fato, na sociedade e na religião Jesus não encontrou familiaridade nenhuma. Tudo para Ele foi desafio, rejeição e indiferença dos líderes judaicos, desprezo pelo projeto que Ele apresentava, negação de toda sua pessoa até a morte. Em outras palavras, Ele não foi amado pelos da mesma nacionalidade e religião, nem por muitos dos seus parentes. Ele tinha consciência de sua identidade, da missão a ele confiada e do Reino que anunciava e que estava presente nele. Em nenhum momento prescindiu do projeto do Pai por causa de laços sociais, religiosos ou mesmo de sangue. Diante disso, constituiu discípulos, pessoas que formariam Sua nova família, o novo povo de Deus, a Sua Igreja, uma família fundamentada na obediência à vontade do Pai, dedicada à missão salvífica e totalmente entregue à prática do amor, tendo a Verdade como fundamento e a Vida como objetivo supremo.

Um forte e carinhoso abraço.


Pe. José Erinaldo

LEVANDO JESUS CRISTO


03/12/2016

Sábado, 03 de dezembro de 2016 - Mt 9,35-10,1.6-8

Sábado, 03 de dezembro de 2016
Advento.

Mt 9,35-10,1.6-8

1. "Jesus percorria cidades e povoados". Sua mensagem deveria chegar a todos, sem exceção. Onde pregava? O texto é claro: nas sinagogas ali existentes. As sinagogas são lugares de oração e reflexão do Antigo Testamento por parte dos Judeus. Depois da destruição do Templo de Jerusalém, o povo de Deus passou a se reunir em "templos" menores, a fim de continuarem firmes na vivência e no aprendizado da Lei de Deus. Nesses pequenos "templos", Jesus pregava. O mesmo fizeram seus discípulos no início do cristianismo até serem expulsos da convivência judaica. O que Jesus anunciava? A resposta também é clara: o Evangelho do Reino. Na verdade, Jesus mesmo é o Reino presente na história da humanidade. Um modo utilizado no anúncio do Reino é o da libertação física por meio de milagres, que serviam como sinais da ação misericordiosa de Deus para com os homens e mulheres, e, ao mesmo tempo, como indicação da presença do Deus Salvador. 

2. Jesus se compadece das multidões. Sabe que estão no mundo sem verdadeiros líderes; que estão expostas a qualquer tipo de perseguições, assaltos, roubos, assassinatos, investidas satânicas, pessoais e de outros semelhantes. Além disso, padecem pela corrupção dos líderes políticos, econômicos e religiosos. Estão famintas do pão de cada dia e de libertação física, espiritual; estão sedentas de justiça, amor, esperança e fé. Vivem num mundo sem horizonte e referenciais autênticos. Diante de tão grande rebanho, Jesus reflete sobre o grande desafio de arrebanhar esse povo, dando-lhes o que realmente é essencial. Ali estão Jesus e seus Apóstolos, também alguns discípulos, o que fazer então? Jesus pede aos seus que orem ao Senhor da Messe, o Pai, que envie operários, líderes autênticos, pessoas totalmente envolvidas com a causa do Reino, completamente apaixonadas pela missão evangelizadora e conhecedoras da doutrina da salvação, a fim de que possam, mo meio de um mundo desumano, agir como transparência de Deus na história, testemunhando a verdade, o amor e a vida para a vida de todos no amor e na verdade. Esses devem ajudar na colheita, porque quem faz crescer e dar frutos é o próprio Senhor. 

3. Jesus chama seus apóstolos e discípulos; dá a eles o seu poder; forma-os na sua doutrina; envia-os para as mesmas pessoas; e exercem tal missão como servos à semelhança do Servo. Os discípulos de Jesus farão as mesmas coisas realizadas por Ele. Não temerão o mundo nem o poder de Deus neles. Devem aplicar o que são, por graça de Deus, em benefício de todos. Devem ser dons de Deus para o bem salvífico da humanidade. Certamente, no contexto de Jesus, antes de tudo aos judeus, mas sem negar que missão libertadora é para todos os povos, pois todos pertencemos a Deus. 

4. Hoje nós somos chamados a responder esse apelo de Jesus. Mais do que nunca, nossa sociedade e nosso mundo necessitam de homens e mulheres empenhados na missão evangelizadora. A humanidade segue sem rumo, sem destino, sem horizonte, sem referenciais. É urgente que surjam homens e mulheres de oração e compromisso; pessoas conhecedoras da doutrina e da verdade do ser humano; homens e mulheres capazes de serem instrumentos da ação de Deus na história, tendo como único interesse fazer o bem, salvar e educar na fé aqueles e aquelas que serão os novos discípulos de Jesus. Não se pode mais perder tempo! É agora a hora de se tomar uma decisão radical por Cristo. O chamado de Deus não foi cessado. Deus não desistiu de chamar homens e mulheres para a missão. Se em você existe um pequena chama de um convite de Deus, então abra o seu coração e, sem medo, entregue-se a Ele. Não destrua dentro de você o dom de Deus para a salvação do outro.

Um forte e carinhoso abraço.


Pe. José Erinaldo

Escrito por Pe. José Erinaldo às 09h37
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02/12/2016

Sexta-feira, 02 de dezembro de 2016 - Mt 9,27-31

Sexta-feira, 02 de dezembro de 2016

Mt 9,27-31

1. Dois cegos seguiram Jesus e gritavam. Certamente, apesar da cegueira física, os dois tinham o interior iluminado. No texto, não se menciona seus nomes, são apenas duas pessoas necessitadas de visão. Quem são os dois? Todos os que somos necessitados da visão de Deus, da visão da verdade, do amor, da dignidade própria e do outro, do bem maior para todos. Uma diferença para com muitos atualmente é que os cegos, mesmo não tendo a visão física, tinham já alma iluminada, acreditando que Jesus tinha o poder de libertá-los da cegueira. Hoje, muitos têm a visão física, mas são cegos quanto à sua interioridade. Eles gritavam, dando a impressão de urgência, necessidade imediata, de que aquele era o momento único da libertação deles; era o grito de socorro, indicativo de um verdadeiro desejo de mudança. No grito deles, estava evidente o anseio do povo de Deus pela chegada do Messias: "Tem piedade de nós, filho de Davi". 

2. Jesus quis mostrar para eles que a cura, a libertação está ligada a um fé verdadeira. Aderir a Deus é mais importante do que qualquer coisa ou pessoa; ensinou-lhes que ninguém deve buscar o milagre pelo milagre, uma vez que este é apenas um sinal de Deus para os homens. Os cegos, como qualquer outra pessoa, devem, antes de qualquer coisa, ter como objetivo profundo encontrar-se verdadeiramente com o Filho de Deus e escutá-lo. Certamente, o resto será dado por acréscimo. Não se deve procurar o milagre, mas Aquele que é a luz e tem o poder de curar. Os cegos acreditavam que Jesus podia curar, acreditavam no Senhor; invocaram a piedade divina. Antes de ser curado no físico, a pessoa deve ser curada na alma. Mediante a fé, os olhos podem se abrir para enxergar a Verdade, distante de muitos corações.

3. Jesus lhes proibiu de falar para outros o que aconteceu. O que significa essa proibição? É que muitos iriam conceber Jesus como um fazedor de milagres, um curandeiro, pondo de lado o verdadeiro significado de sua pessoa e de sua missão. Jesus não queria fazer milagres, mas conduzir todos a uma verdadeira adesão à sua Pessoa e à sua obra. Os milagres aconteceram e acontecem ainda hoje como sinais autênticos de sua presença e ação libertadora, a fim de que todos, vendo, acreditem. 

4. Eles não resistiram e espalharam a fama de Jesus por toda a região. O bem não pode ser trancado a sete chaves. Ninguém consegue aprisionar uma graça recebida. Aqueles que fazem o bem, por mais que sejam perseguidos, abandonados, profligados, por causa do bem que fazem, serão sempre lembrados, respeitados e estimuladores de homens e mulheres para uma vida segundo a vontade de Deus. Quem é cego diante de Deus e se converte, torna-se discípulo de Jesus Cristo e proclamador de sua Palavra. Que assim seja comigo, com vc e com todos no mundo inteiro. 

Um forte e carinhoso abraço.


Pe. José Erinaldo 

Escrito por Pe. José Erinaldo às 11h39
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01/12/2016

Quinta-feira, 01 de dezembro de 2016 - Mt 7,21.24-27

Quinta-feira, 01 de dezembro de 2016

Mt 7,21.24-27

1. Concluindo o Sermão da Montanha, Jesus propõe aos seus discípulos um avanço para além do comum, do cotidiano das pessoas, do mais ou menos da vida, daqueles que acham que dizer "Senhor, Senhor" é suficiente para a conquista do Reino de Deus, mas continuam seguindo seus caprichos, suas velhas ideias, seus interesses. Muitos pensam que agindo dessa forma são suficientemente prudentes, pois fazem o que sua inteligência aponta como certo. Certamente, muitos nem sequer invocam o nome do Senhor. O discípulo é convidado a ultrapassar essa realidade até atingir o essencial, escondido de muitos olhos e corações.

2. É necessário fazer a vontade do Pai; por em prática o que Ele deseja. A pergunta é: qual é a vontade do Pai? Na transfiguração, o Pai disse: "Este é o meu Filho amado, escutai-O". Antes de tudo, fazer a vontade do Pai é ESCUTAR o seu Filho Jesus Cristo, que é Sua Palavra, Palavra de Salvação. A escuta exige atenção, percepção, respeito, obediência, afeto e decisão. O discípulo é convidado a escutar atentamente a Palavra do Pai e, uma vez envolvido por Ela, decidir-se em proclamá-la pelo mundo inteiro, mediante o testemunho de uma vida apaixonada pela causa do Reino de Deus. 

3. Fazer a vontade do Pai é também colocar em prática a Lei de Deus, os seus Mandamentos. Inclusive, aqui reside a prova de amor por Ele. O discípulo diz "Senhor, Senhor" com atitudes, com amor, com encanto nos olhos e na alma, com a própria vida. Os mártires ensinam como dizer "Senhor, Senhor". Dar a vida pelo outro, é dizer para ele "eu te amo". Assim fez Jesus, o mesmo fizeram milhares de cristãos por Jesus Cristo, ainda o mesmo continua a Igreja fazendo nos tempos atuais e nunca deixará de fazê-lo enquanto este mundo existir. Em cada cristão, em cada discípulo existe o chamado a viver de modo pleno os Mandamentos do Senhor: ser todo para Deus e todo para a salvação dos homens.

4. Fazer a vontade do Pai é viver do jeito como Jesus viveu, sendo todo para o Pai e todo para a humanidade, na condição de Servo, obediente, absolutamente enraizado no objetivo salvífico da humanidade. Toda sua vida aqui foi revelação de Deus, do homem, da verdade, do amor, da vida e da mais elevada missão da humanidade. Na sua vida, combateu a sede de poder do mundo, a ambição dos homens, a exploração de uns pelos outros, a soberba dos dirigentes e intelectuais, a armadilha do apego às coisas terrenas, a si mesmo e aos outros, e a insensatez do homem de achar que em si mesmo já possui o necessário, que é auto-suficiente, ou ainda absolutamente autônomo. 

5. Fazer a vontade do Pai é escutar o Filho, cumprir a Lei de Deus e viver a condição de servo, abraçada por Jesus. Somente por meio de Jesus Cristo, seguindo seus passos, vivendo como Ele viveu, que o discípulo colocará em prática a vontade Deus e entrará no Reino dos Céus. Dessa forma, estará o discípulo construindo sobre a Rocha, que é Cristo mesmo. Fora de Cristo, não existe futuro, pois é insensatez construir sem alicerce, sem a verdade, prescindindo da Palavra de Deus.

Um forte e carinhoso abraço.


Pe. José Erinaldo 

Escrito por Pe. José Erinaldo às 09h22
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30/11/2016

Quarta-feira, 30 de novembro de 2016 - Mt 4,18-22

Quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Mt 4,18-22

1. Deus nos fez para Ele, para viver em comunhão com Ele em todos os momentos de nossa vida, principalmente na eternidade. Viver com Ele, Nele e para Ele significa conversão, estado de homem novo. A possibilidade de salvação nos foi dada por Jesus Cristo, por quem tudo foi criado e salvo objetivamente. Jesus nos dá o seu Espírito Santo, que nos configura ao Filho, para a glória de Deus Pai. É o Espírito Santo quem realiza em nós a restauração do que somos como imagem e semelhança de Deus, que nos diviniza e nos torna filhos no Filho Jesus Cristo. Todos fomos chamados à divinização, à filiação eterna. Para isso, é necessário mudança total, desapego de tudo, desprezo por tudo o que não é amado por Deus, disponibilidade, obediência e coragem para enfrentar a cruz por causa do Reino de Deus. 

2 Jesus veio salvar a humanidade, testemunhando com a própria vida o amor trinitário por todos. A continuação desse missão, por força da ação do Espírito de Deus, ficou sob os cuidados da Igreja, instrumento da ação de Deus no mundo e na história. A Igreja não é uma invenção humana, não é fruto dos interesses de poderosos, mas é uma criação exclusiva de Deus, que a quis para si, para ser o lugar de sua presença sacramental na história. A Igreja nasce da iniciativa de Deus, é seu instrumento legítimo para a realização salvífica dos povos, é o lugar do encontro entre Ele e o homem. 

3. Jesus chamou Simão Pedro e André, dois irmãos pescadores. Ele mesmo tomou a iniciativa de chamá-los. Eles, por sua vez, largaram imediatamente as redes e O seguiram. Duas coisas importantes aqui: primeiro o advérbio IMEDIATAMENTE. O tempo urge, não se pode esperar mais, o tempo é agora. Além disso, pode significar a disponibilidade do discípulo, a prontidão para servir o Senhor, o estar absolutamente colocado à disposição da vontade de Deus. A segunda coisa são as redes, instrumentos necessários para a subsistência. Mesmo assim, foram abandonadas em vista de um projeto de ordem superior, o projeto salvífico. Abandonar as redes, significa abandonar o que a si interessa, para viver o sonho de Deus. 

4. Jesus está passando perto de você agora. Talvez você não esteja à beira mar, à beira de um lago, pois pode ser que ainda esteja em casa, ou ainda, na cama, talvez já no trabalho, dirigindo, andando, conversando com alguém, em suma, esteja você onde estiver, Jesus está passando perto de você agora. Deixe-se envolver por Ele, escute Sua palavra, atenda Seu convite de salvação, abandone-se ao Seu chamado e, sem medo, largue o que para você é um tesouro e abrace o próprio Cristo e Sua missão. O mundo precisa de homens e mulheres que largam tudo por causa do Reino de Deus; que se transformam em “pescadores de homens”, aliados de Jesus Cristo no combate ao mal, pescando almas para o Céu. O gesto de de pescar quer dizer tirar das águas, símbolo do domínio do mal, para colocar sob o domínio do Senhor. O mundo indiferente a Deus é semelhante ao mar, é o âmbito do pai da mentira, chamado de o “príncipe desse mundo”. É necessário que eu e você larguemos tudo, a fim de que se realize a salvação de Deus.

Um forte e carinhoso abraço.


Pe. José Erinaldo 

Escrito por Pe. José Erinaldo às 08h59
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29/11/2016

Terça-feira, 29 de novembro de 2016 - Lc 10,21-24

Terça-feira, 29 de novembro de 2016

Lc 10,21-24

1. Depois do retorno dos 72 discípulos da missão, Jesus exulta no Espírito Santo e coloca-se diante do Pai com uma consciência extremamente filial. Ele todo para o Pai, em tudo faz a vontade do Pai. Por causa do Pai, é todo também para o ser humano. Na oração de Jesus, o acento maior cai sobre aqueles que são os "pequeninos" e não os "doutos", sobre os que poderiam ser rejeitados como insignificantes para o mundo em matéria de fé, no conhecimento da Lei, na clara expressão de vida religiosa. Jesus sabe que pode capacitá-los e o faz com total liberdade e lhes confia a missão. 

2. Que bom saber que a Igreja, na história, não é fruto do poder arrogante nem do mundo religioso nem do mundo político-econômico, mas fruto da decisão de Jesus, que lhe dá seu Espírito Santo, a fim de que ela vá pela estrada que conduz ao Pai, sendo capacitada pelo próprio Cristo. Hillel, mestre judeu da época de Jesus, afirmava que "Um ignorante não evita o pecado, e um analfabeto não pode ser piedoso". Certamente uma frase que aguçava o interesse dos alunos em sair de tal estado, para se tornarem grandes conhecedores, homens do conhecimento. Mas em Jesus, por outro lado, tal pensamento tomava a direção da formação do "ignorante" no conhecimento de Deus no ambiente dele, não nas grandes escolas, mas na sua casa, onde habitava. Um conhecimento dado gratuitamente pela doação DELE e dos seus discípulos. No Talmud, livro de interpretação bíblico-judaica, encontra-se a afirmação de que "Não há outro pobre senão aquele que é pobre de saber", frase que servia de orgulho para quem tinha condições de sair dessa "pobreza" financeiramente.

3. Jesus sabe que o verdadeiro conhecimento é o conhecimento de Deus, dado agora, nos últimos tempos, através DELE, que está próximo a todos, como o DOM salvífico, revelador da Verdade de Deus e do mistério da salvação de todos. Por meio DELE se cumprem todas as promessas. Ele próprio se apresenta como o Caminho, a Verdade e a Vida, condição absoluta de retorno à casa do Pai, ao encontro definitivo com Deus. Esse conhecimento deve ser dado aos pequeninos, ao que acolhem o projeto de Deus, aos que encontraram no Filho de Deus a razão absoluta de suas vidas. É um conhecimento que parte de Deus, pois a iniciativa é DELE, e conta com a resposta dos simples e humildes, daqueles que não têm em quem confiar, que não têm escórias, mas tão somente vontade de viver a alegria de ser alguém em Deus.

Um forte e carinhoso abraço.


Pe. José Erinaldo 

Escrito por Pe. José Erinaldo às 09h10
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28/11/2016

Segunda-feira, 28 de novembro de 2016 - Mt 8,5-11

Segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Mt 8,5-11

1. Um oficial romano, pagão, excluído do povo de Deus, manifesta duas coisas importantes: o amor ao próximo e uma fé jamais vista em Israel. Diante de uma situação irreversível para a realidade contextual daquele romano, vendo seu empregado sofrendo com uma paralisia, talvez o melhor ou um dos melhores funcionários, coloca-se à sua disposição para vê-lo curado. Tal atitude revela um homem bom, digno. Fazer o bem não depende de instituições, grupos, movimentos, entidades, mas tão somente de um coração que reconhece a própria limitação e a necessidade do outro. O amor é universal, não se prende a nada, é livre nas mentes e corações no mundo inteiro. Ele somente deve ser exercitado, posto em prática continuamente. No mundo religioso a exigência ainda é maior. E para um discípulo, ainda mais, pois o amor encontra seu mais perfeito significado em Jesus Cristo. É Cristo quem define o amor como sendo entrega total de si para o bem do outro. Nesse sentido, o amor é oblatividade. 

2. O segundo ponto é o da fé. Aquele oficial acreditou verdadeiramente em Jesus Cristo. O detalhe é que ele sabia de sua indignidade, do seu ser pecador, que, na sua visão, impossibilitaria Jesus de se fazer presente na sua casa, pois para ele seria suficiente a Palavra de Jesus e o milagre seria realizado. Para ele, a Palavra de Jesus era Palavra de Salvação. No modo como se desenrola o texto, evidencia-se que o Oficial demonstra um reconhecimento divino em Jesus Cristo, que dando ordens, sua vontade será cumprida. Até então, ninguém acreditava dessa forma em Israel. Aquele romano, ultrapassou as expectativas, os conceitos do paganismo e mundo israelense, do modo de pensar da cultura grega e da política romana, indo além das definições científicas de sua época, quando simplesmente abandonou sua causa, seu objetivo, seu ato de amor, nas mãos de Jesus. 

3. A salvação não está presa a Israel, não se limita aos conceitos humanos de religião. Só existe salvação onde se vive o amor, a verdade, a vida, mediante uma fé madura, profunda, como adesão total a Deus e à sua obra. A plenitude do amor e da vida é encontrada em Jesus Cristo, a Verdade do Pai para a salvação do mundo. A presença do amor em qualquer pessoa, a busca pelo absoluto em todos os povos, o interesse pela verdade no universo inteiro e a manifestação religiosa nos povos, tudo isso demonstra que a criação é obra das mãos de Deus; que tudo foi criado por meio de Jesus Cristo no Espírito Santo. As sementes do Verbo do Pai estão presentes em todos os povos, línguas e nações. Esse Verbo se fez carne e por Ele agora toda a obra de Deus encontra sua plenitude. Encontrar Cristo, portanto, o Verbo do Pai feito carne, é encontrar a Deus, a si mesmo, o outro e a natureza; é encontrar o verdadeiro sentido da existência; é descobrir o desejo de Deus sobre sua criação, especialmente, o ser humano.

4. Depois de curar o servo do oficial romano, Jesus toma a iniciativa da libertação da sogra de Pedro e de muitos outros que foram até Ele naquela tarde. O gesto de Jesus O revela como o Servo, Aquele que se coloca à disposição dos  sofredores, libertando-os de suas mazelas e dando-lhes um horizonte novo de vida. A todos se mistura, mesmo num final de tarde, depois de uma longa caminhada, desgasta-se ainda mais no serviço aos necessitados. Por outro lado, Sua ação exige uma resposta decisiva do outro. A sogra de Pedro, por exemplo, uma vez curada, ergue-se e põe-se a servir também. "O que de graça recebeste, de graça deves dar". Assim, percebe-se a continuidade do Evangelho na vida de quem se encontra com Jesus. O gesto de erguer-se, levantar-se indica a realidade do homem novo, ressuscitado. Nessa nova condição, torna-se reflexo do Servo, Jesus Cristo, o Senhor.

Um forte e carinhoso abraço.


Pe. José Erinaldo