sexta-feira, 3 de agosto de 2012

PALAVRAS DA BIBLIA

 
                                          PALAVRA DE DEUS
 
Sl 33:4 "A palavra do Senhor é reta, e todas as suas obras são fiéis"


Sl 107:20 "Enviou a sua palavra e nos livrou da destruição"

Sl 119:9 "Como purificará o jovem o seu caminho? Observando segundo a palavra

"Sl 119:11 "Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti"

Sl 119:89 "Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu"

Sl 119:105 "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho"

Lc 8:11 "A semente é a palavra de Deus"

Jo 8:37b "Quem é de Deus, escuta as palavras de Deus"

Jo 17:17 "Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade"

Rm 10:17 "De sorte que a fé vem pelo ouvir, e ouvir a palavra de Deus"

Jo 8:32 "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"

Lc 21:33 "Passarão os céus e a terra, mas a minha palavra não há de passar"

Jo 15:3 "Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado"

Ef 6:17b "...a espada do Espírito que é a palavra de Deus"

BARROQUINHA - FESTA DE NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES


 
Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, de 05 à 15 de agosto de 2012
Tema:MARIA,EXEMPLO DE MULHER SOLIDÁRIA NA UNIDADE DOS POVOS.
Venha participar destes momentos de oração.

Dia 05/08/12(DOMINGO)
Noitários:Homens Marianos-Secretaria de Infraestrutura 
 
4:00 - Despertar com alvorada e procissão luminosa saindo da Escola Francisco Benício de Vasconcelos até a igreja,onde será feita a solenidade de abertura.
6:00 - Café comunitário ao lado da igreja.
18:00 - Procissão saindo do Fórum com a bandeira de Nossa Senhora dos Navegantes
19:00h – Celebração Eucarística
Celebrante:Padre Rocélio
Responsáveis:Paulo Gouveia _ Francisco Pinto Veras


Dia 06/08/12(segunda) Primeira Novena
Noitários: Salineiros - Mãe Rainha 
 
6:00 - Celebração eucarística
18:00 - Terço e Novena
19:00h – Celebração Eucarística
Celebrante:Padre Wilson
Promoção social:Envelopes
Responsáveis:Professor Ademar - Missionários da Mãe Rainha
Dia 07/08/12(terça) Segunda Novena
Noitários:Legião de Maria - Secretaria de Saúde

4:30 - Caminhada saindo da igreja ao bairro Campo do Edmário
 6:00 - Celebração Eucarística
7:00 - Café comunitário(Campo do Edmário)
18:00 - Terço e Novena
19:00h – Celebração Eucarística
Celebrante:Padre Evaldo
Promoção Social: Envelopes
Responsáveis:Rosália Carvalho - Antonio Lisboa

08/08-QUARTA-FEIRA-TERCEIRA NOVENA

NOITÁRIOS:PASTORAL DA CRIANÇA/SECRETARIA DO TRABALHO E
DESENVOLVIMENTO SOCIAL.
06:00-CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
18:00-TERÇO E NOVENA
19:00-CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
CELEBRANTE:PE.SÉRGIO
PROMOÇÃO SOCIAL:BARRACA/BINGO
RESPONSÁVEIS:LIDERES DA PASTORAL DA CRIANÇA/LUCIANO DA COSTA

09/08-QUINTA-FEIRA-QUARTA NOVENA

NOITÁRIOS:RENOVAÇÃO CARISMÁTICA/COMERCIANTES
04:30-CAMINHADA SAINDO DA INGREJA AO BAIRRO COHAB
06:00-CELEBRAÇÃO EUCARISTICA(COHAB)
07:00-CAFÉ COMUNITÁRIO(COHAB)
18:00-TERÇO E NOVENA
19:00-CELEBRAÇÃOEUCARÍSTICA
CELEBRNTE:PE.ERLANDO
PROMOÇÃO SOCIAL:LEILÃO/ENVELOPES
RESPONSÁVEIS:VICENTE FARIAS/MARIA VERAS

EVENTOS

08/08-QUARTA-FEIRA-TERCEIRA NOVENA

NOITÁRIOS:PASTORAL DA CRIANÇA/SECRETARIA DO TRABALHO E
DESENVOLVIMENTO SOCIAL.
06:00-CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
18:00-TERÇO E NOVENA
19:00-CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
CELEBRANTE:PE.SÉRGIO
PROMOÇÃO SOCIAL:BARRACA/BINGO
RESPONSÁVEIS:LIDERES DA PASTORAL DA CRIANÇA/LUCIANO DA COSTA

09/08-QUINTA-FEIRA-QUARTA NOVENA
NOITÁRIOS:RENOVAÇÃO CARISMÁTICA/COMERCIANTES
04:30-CAMINHADA SAINDO DA INGREJA AO BAIRRO COHAB
06:00-CELEBRAÇÃO EUCARISTICA(COHAB)
07:00-CAFÉ COMUNITÁRIO(COHAB)
18:00-TERÇO E NOVENA
19:00-CELEBRAÇÃOEUCARÍSTICA
CELEBRNTE:PE.ERLANDO
PROMOÇÃO SOCIAL:LEILÃO/ENVELOPES
RESPONSÁVEIS:VICENTE FARIAS/MARIA VERAS

SEXTA-FEIRA-QUINTA NOVENA

 NOITÁRIOS:APOSTOLADO DA ORAÇÃO
06:00-CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
09:00-CASAMENTOS COMUNITÁRIOS
18:00-TERÇO E NOVENA
19:00-CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
CELEBRANTE:PE.MANOEL RAIMUNDO
PROMOÇÃO SOCIAL:LEILÃO
RESPONSAVEIS:VICENTE FARIAS/MARIA VERAS

LEI MARIA DA PENHA

Lei Maria da Penha

 

A Lei 11.340/06, conhecida com Lei Maria da Penha, ganhou este nome em homenagem à Maria da Penha Maia Fernandes, que por vinte anos lutou para ver seu agressor preso.

Maria da Penha é biofarmacêutica cearense, e foi casada com o professor universitário Marco Antonio Herredia Viveros. Em 1983 ela sofreu a primeira tentativa de assassinato, quando levou um tiro nas costas enquanto dormia. Viveros foi encontrado na cozinha, grtitando por socorro, alegando que tinham sido atacados por assaltantes. Desta primeira tentativa, Maria da Penha saiu paraplégica A segunda tentativa de homicídio aconteceu meses depois, quando Viveros empurrou Maria da Penha da cadeira de rodas e tentou eletrocuta-la no chuveiro.

Apesar da investigação ter começado em junho do mesmo ano, a denúncia só foi apresentada ao Ministério Público Estadual em setembro do ano seguinte e o primeiro julgamento só aconteceu 8 anos após os crimes. Em 1991, os advogados de Viveros conseguiram anular o julgamento. Já em 1996, Viveros foi julgado culpado e condenado há dez anos de reclusão mas conseguiu recorrer.

Mesmo após 15 anos de luta e pressões internacionais, a justiça brasileira ainda não havia dado decisão ao caso, nem justificativa para a demora. Com a ajuda de ONGs, Maria da Penha conseguiu enviar o caso para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA), que, pela primeira vez, acatou uma denúncia de violência doméstica. Viveiro só foi preso em 2002, para cumprir apenas dois anos de prisão.

O processo da OEA também condenou o Brasil por negligência e omissão em relação à violência doméstica. Uma das punições foi a recomendações para que fosse criada uma legislação adequada a esse tipo de violência. E esta foi a sementinha para a criação da lei. Um conjunto de entidades então reuniu-se para definir um anti-projeto de lei definindo formas de violência doméstica e familiar contra as mulheres e estabelecendo mecanismos para prevenir e reduzir este tipo de violência, como também prestar assistência às vítimas.

Em setembro de 2006 a lei 11.340/06 finalmente entra em vigor, fazendo com que a violência contra a mulher deixe de ser tratada com um crime de menos potencial ofensivo. A lei também acaba com as penas pagas em cestas básicas ou multas, além de englobar, além da violência física e sexual, também a violência psicológica, a violência patrimonial e o assédio moral.

 

EDUARDO NORMANDIA

euclides pinto martins

Eduardo normandia de albuquerque           


                                               A Saga de Euclides Pinto Martins e Seus Amigos

Já perguntastes, alguma vez, qual foi o primeiro avião a cruzar o céu do Brasil vindo dos EUA? E  quem pilotava? Pois foi um cearense chamado EUCLIDES PINTO MARTINS. Na verdade, ele era o co-piloto, mas lhe foi cedida a honra de assumir a nave no espaço aéreo brasileiro por seu colega o piloto WALTER HILTON. A aeronave foi um hidroavião biplano cedido pela jornal  "The New York Word"!
A viagem começou em 4 de Setembro de 1922 e terminou a 8 de Fevereiro de 1923. 


Sua Vida

 Euclides  Pinto Martins  nasceu em Camocim, no Ceará, a 15 de abril de 1892. Entretanto, só foi batizado três meses depois, (28 de julho de 1892), na Igreja Matriz de  Macau, Rio Grande do Norte. O fato ocorreu porque seu pai, Antônio Pinto Martins, natural de Mossoró, naquele estado, foi convidado para representar a Companhia de Salinas Mossoró Assú, em Macau. Por isso, Pinto Martins foi batizado na Matriz de Macau e registrado no Cartório Civil daquela cidade. 
 Sua mãe chamava-se Dona Maria Araújo do Carmo Martins e dedicou-lhe muito amor e carinho. Euclides era um menino  bem criado e de inteligência incomum. Aos cinco anos, (1897) já começava a estudar na escola pública local. 
Três anos depois, (agosto de 1900),  seus pais se mudaram para Natal  e o jovem teve que continuar seus estudos primários no Colégio Americano, conhecido como Colégio das Capas Verdes. 
Em 1903, já com 11 anos, se transferiu para o Colégio Atheneu Norte Rio Grandense  e, paralelamente, ingressou num curso noturno de náutica. Observem aí,  o seu gosto pelas viagens e aventuras. 
Quatro anos mais tarde, (1907), embarcou no navio "Maranhão" saindo no ano  seguinte, para ser segundo piloto do navio "Pará". Infelizmente, um acidente de bordo interrompeu esta rápida carreira naval e, Euclides, com problemas na carótida, desembarcou em Natal sendo aconselhado pelos médicos a abandonar a carreira. 
No início de 1909, seu pai mandou-o para os EUA com US$300,00 e uma recomendação para que uma empresa de amigos lhe repassasse uma certa quantia mensal para sua manutenção.   Euclides não perdera tempo, matriculou-se no "Drexell Institute" na Filadélfia onde,  três anos depois se formaria  em Engenharia Mecânica. (1911). Além de estudar, Pinto Martins trabalhava como estagiário na "Baldwin Locomotive", uma fábrica de vagões. Ali, o jovem  aprendeu a falar inglês rapidamente  e se inseriu na sociedade local, conquistou uma namorada e  se casou com a Srta. Gertrudes Mc Mullan. 
Nosso herói regressou ao Brasil logo após a formatura, (1911) desembarcou  do navio "Booth Line", em Fortaleza. Convidado por seu pai, viajou para Natal, onde passou a trabalhar como engenheiro na "Inspetoria Federal de Obras Contra a Seca" e na Estrada de Ferro. 
Como seu pai era maçom, Euclides Pinto Martins acompanhou-o e ingressou na loja maçônica "21 de Março".
Em Natal - Rio Grande do Norte,  nasceu em 1914 sua primeira filha: Ceres, que viria a morrer, tragicamente, aos 31 anos de idade num acidente de avião em Porto Rico, com seu marido. 
A vida de Euclides Pinto Martins foi marcada por constantes viagens e mudanças. No final da 1º Grande Guerra, (1917) ele se mudou para Recife onde viveu por 2 anos. Ali, ingressou na Loja "Segredo e Amor"  (Loja Maçônica). A maçonaria foi outro fato marcante na vida de Pinto Martins e isto será tema de um novo trabalho.
Em 1918, faleceu sua jovem mulher e Euclides, muito sentido,  retornou aos EUA. Apesar da dor da perda, acalentava no peito o desejo de uma grande aventura entre o Brasil e EUA. 
Procurou parcerias e acabou se associando a  Ladislau do Rego, que juntos, compraram um navio com  a idéia de criar, no Brasil, uma companhia de navegação de cabotagem. Lamentavelmente, o negócio não deu certo, pois o navio afundou...  
Euclides permaneceu na América, enquanto seu sócio neste negócio fracassado, voltou ao Brasil terminando assim, sua primeira tentativa de fazer algo grandioso. 
Euclides não esmoreceu, casou-se novamente com uma americana Adelaide Sulivan. Adelaide era advogada e doze anos mais velha que seu marido, tendo lhe dado em 1920, uma filha: Adelaide Lillian. 


O Avião

Euclides Pinto Martins não se conformou apenas com a navegação marítima. Colocou seu foco na aviação que se desenvolvia de forma espetacular por causa da guerra. Como parte desta idéia,  Euclides entrou num curso de aviação e conseguiu o "brevet" de piloto em 1921. Com sua entrada no meio aeronáutico, conheceu  um veterano na área: Walter Hilton, instrutor de vôo na Flórida. Com este novo amigo e a afinidade de idéias, Euclides resolveu confidenciar a respeito de um velho sonho: Atravessar o Atlântico numa viagem de avião Nova Iorque-Rio de Janeiro desbravando assim, essa rota aérea. A idéia encontrou eco na mente de seu colega e, juntos, começaram a trabalhar. Lutaram com força de vontade e, finalmente, conseguiram um banqueiro: Andrew Smith Jr. que asseguraria verbas para o atrevido projeto.  Assim, contrataram da Fábrica Curtis  um hidroavião biplano com 28 metros de envergadura e dois motores "liberty" de 400 hp, cada.  A máquina voadora pesava oito mil quilos! Depois do avião pronto decidiram batizá-lo de "Sampaio Corrêa" em homenagem  ao Senador e Presidente do Aeroclube do Rio de Janeiro.      
Tudo pronto, avião novinho em folha! A tripulação: Piloto Walter Hinton, co-piloto -  Euclides Pinto Martins, mecânico de bordo - Jonh Edward Wilshusen da Fábrica Curtiss e para retratar a travessia George Thomas Bye,  jornalista do "New York Word" e o cinegrafista John Thomas Baltzel da Pathé News.


A Viagem

O hidroavião com sua equipe deveria decolar no dia 16/08/1922, mas ao colocá-lo no Rio Hudson, houve uma pequena avaria na asa esquerda, adiando então sua partida. Por fim, no dia 17 de agosto de 1922, decolou do estuário do Hudson o majestoso "Sampaio Corrêa", aplaudidos por milhares de pessoas! 
A meteorologia que iniciava seus estudos, previa riscos de tempestades mas a equipe, afoita, não se importou e decolou  sumindo no horizonte, assistidos das margens do Rio Hudson entre as ilhas de Manhatam e New Jersey. Vamos ver o depoimento da "Revista Semana" do Rio de Janeiro, sobre a decolagem:
" A Doca do North River, diante da Rua 86, parecia mais um formigueiro humano. Mais de um milhão de pessoas havia se aglomerado de encontro ao cais com os olhos fixos no grande pássaro mecânico. O hidroavião Sampaio Corrêa, pintado de novo, ostentava nos flancos as bandeiras   consteladas    das   duas   grandes  repúblicas irmãs. Às 15:00 horas contadas uma  por uma nos relógios da cidade, os possantes motores começaram a roncar  soturnamente. Com quatro  ou cinco manobras hábeis o aparelho movia-se, evoluía entre embarcações apinhadas de gente, procurando a parte mais ampla e livre do rio. Houve então  um prodígio. Erguendo-se daquele milhão de almas em desatino, dez talvez cem milhões de vivas atroaram os ares. Concentraram-se neles, durante largo tempo, todos  os rumores da metrópole tumultuosa e fervilhante. Nova Iorque que palpitou naquele brado, partido daquelas bocas de todas as idades, de todos os feitios, de todas as condições.
Dir-se-ia que era a boca da cidade que gritava".    

 A verdade é que, apesar de saberem estar na época de grandes temporais, nossos afoitos aventureiros, se atreveram a iniciar a viagem. Neste mesmo dia, 17 de agosto,  o avião foi obrigado a pousar em Nanten, por causa de um forte temporal. Pernoitaram ali, e decolaram de manhã com destino a Southport,  onde chegaram dia 19/08.   Prosseguiram viagem e dia 20 chegaram em Charlston,  sem dificuldades. Reiniciaram a viagem e tiveram que pousar em West  Palm Beach devido a outro temporal. Partiram dia 21 às 11:00 horas e amerissaram em Nassau, onde pernoitaram,  seguindo de manhã com destino a Porto Príncipe no  Haiti. Neste trecho foram  surpreendidos por forte borrasca, perderam altitude e caíram no mar por volta das 20:00 horas, ao leste da ilha de Cuba, além do Cabo Maisi. 
As coisas nesta noite ficaram pretas! Nossos aventureiros estavam em pleno Atlântico, escuridão total, riscos de tubarões e afogamento. Felizmente, não ficaram feridos na queda. O "Sampaio Corrêa" ainda flutuava e eles localizaram as pistolas sinalizadoras, encontradas com dificuldades no escuro. Assim os fogos de artifícios  iluminaram os céus do oceano, naquela noite, num desesperado pedido de socorro! Lamentavelmente, estes  sinais não foram vistos...  A situação tendia a complicar, pois no avião entrava água por buracos feito pela colisão com o mar. Foi neste clima de preocupação, que Pinto Martins com seus bons conhecimentos de náutica, lembrou-se que tinham uma lanterna grande, a qual achou numa parte do avião, ainda seca. O jovem intrépido  subiu no nariz da nave naufragando e passou a  fazer sinais luminosos de socorro. Não demorou muito, pois perto dali, a Canhoneira da Marinha Americana "Denver", viu os sinais luminosos e apitou, seguindo em socorro dos náufragos. Foram feitas tentativas, em vão, de rebocar o "Sampaio Corrêa" que acabou indo para o fundo do mar sob os olhares tristes de nossos aventureiros...
O próprio Pinto Martins deu a seguinte declaração ao Jornal do Brasil:  "...sendo piores possíveis as condições atmosféricas, os aparelhos de altitude perderam a precisão. Reinava  forte cerração e quando acreditávamos estar muito acima do nível das águas, nela batemos com violência. Com a força do choque o aparelho furou e foi invadido pela água..."   
   Avião perdido. Os náufragos foram levados para a Base Naval de Guantânamo,  em Cuba. 
Pinto Martins e seus amigos não enfraqueceram, continuaram com a idéia de provar que uma rota aérea ligando as Américas (norte e sul) era viável. Assim,  acabaram conseguindo que o Jornal  "The New York Word" lhes dessem um outro avião para continuação da viagem. Viajaram para Flórida, Escola Naval de Pensacola, onde outro avião adquirido pelo Jornal os esperava. Era um hidroavião  com seis anos de uso, que pertencera a Base. Graças a esta doação, em 04 de Setembro do mesmo ano, em São Petersburgo,  na Flórida receberam a nave e batizaram-na de Sampaio Corrêa II. 
Nossos aventureiros continuavam afoitos e logo decolaram da Flórida, pousando  em Porto Príncipe no Haiti em 07/09. Ali, com problemas  no sistema de  refrigeração do avião ficaram 30 dias parados, até que peças de reposição chegassem de navio dos EUA.  Aos sete dias do mês de outubro, decolam novamente com destino a  São Domingos, República Domenicana, onde pernoitam, seguindo para Porto Rico. Continuaram a viagem, chegando em Guadalupe e partiram para Martinica onde pousaram em  12 de outubro. Avião no ar novamente, com muitas  dificuldades causadas por chuvas, chegam em  Port Spain, Trindad e Tobago, dia 15 de outubro. Ali, perderam mais 30 dias com troca de hélices e outros consertos. Em 21 de novembro, decolam para Georgetown  na Guiana Inglesa, dali para Paramaribo, Guiana Holandesa, Caiena , Guiana Francesa e, finalmente em  1º de Dezembro, pousam no Brasil, Estado do Pará, no Rio Cunani, ao norte da foz do Rio Amazonas. 
Os rapazes ávidos por aventuras e estas não faltavam, prosseguem para a Ilha de Maracá, Belém, e Bragança onde  obrigados por um temporal pousam no Rio Caeté. Passaram três dias em Bragança seguido viagem para São Luis. Às 12:00 horas do dia 14 de Dezembro, o Sampaio Correia  desce na Baia de São Marcos desembarcando na ilha de São Luis, no Maranhão, dia 14, onde ficaram até dia 19. 
Finalmente, quatro horas e meia depois da decolagem,  (dia 19 de Dezembro) pousam em Camocim, terra natal de Pinto  Martins. Depois das muitas já conhecidas homenagens, partem no dia seguinte para  Aracati, sem pousar em Fortaleza por dificuldades de amerissagem nas águas agitadas da enseada do Mucuripe. Pernoitaram em Aracati e voaram para Natal onde dormiram um sono reparador. Logo bem cedinho, decolavam em direção ao sul. Mal viajaram 50 milhas quando o motor de bombordo apresentou um problema. Estavam sobrevoando ainda o território Potiguar, perto de Conguaretama, Bahia Formosa, e uma grave pane no motor esquerdo  que forçou-os a amerissar na citada Baía. Analisado o motor descobriram que algumas engrenagens estavam irremediavelmente danificadas e tinham que ser substituídas. Só conseguiram o conserto das peças em Pernambuco, mais exatamente em Recife. Pinto Martins, que havia viajado  para resolver o problema   retornou, dias depois, com as peças para reparar o motor.
Foi com muita dificuldades que decolaram de Bahia Formosa, rumo  a Recife. Nova pane os forçou descer em Cabedelo, sendo que desta vez a coisa era bem pior.  A viagem quase terminou por ali, não fosse  o Comandante da Aviação Naval, Capitão de Mar e Guerra, Protógenes Guimarães que, vendo a situação desesperadora dos viajantes com o motor irrecuperavelmente danificado, doou-lhes um novo! Esta simpática doação possibilitou a continuação da viagem. 
O futuro mostraria que este Comandante teria pela frente uma bela carreira e chegaria a ser Ministro da Marinha. 
Trocado o malfadado motor, eles decolam de Cabedelo e pousam no Recife. Ali, como em todos os lugares que pararam, foram muito bem recebidos, com festas, visita ao Governador enfim, todas as honrarias de heróis. Euclides, em Recife, teve a alegria de abraçar seu pai e suas duas irmãs, Abgail e Carmen. Daí para frente, a viagem seria tranqüila pois estavam no nordeste e a possibilidade de mal tempo era mínima. 
Ficaram em Recife por 3 dias e seguiram viagem às 11:00 horas  rumo as Alagoas, pousando em Maceió onde permaneceram até o dia seguinte. Dali até Salvador, após as festas costumeiras, foram apenas 3 horas e 50 minutos. Na capital baiana, as festas e homenagens foram muitas. Autoridades diversas, inclusive o Cônsul Americano  que prestigiou  as cerimônias de saudações aos conquistadores da travessia!
Partiram no final da semana, 04 de fevereiro, às 12:55  pousando em Porto Seguro às 16:30h. Após reabastecer o avião e tendo tido uma noite tranqüila, partem de manhã, 8:50h para Vitória no Espírito Santo. Eram  12 horas e 12 minutos quando tem inícios as festividades de  recepção aos "viajores" do ar!


A Chegada

Faltava pouco para a chegada ao Rio  de Janeiro e era necessário programar pois, uma esquadrilha da Aviação Naval, planejava escolta-los  ao local da chegada!! Autoridades estariam presentes, afinal seria a grande conquista de uma rota que viria a ser explorada, no porvir, por grandes empresas de aviação mundial!!
Partiram, ansiosos, às 12:30 h., com destino a Cabo Frio e depois Rio de Janeiro! Amerissaram em Cabo Frio às 15:15 horas em 7 de fevereiro onde pernoitaram.
Às 10:35 h. decolaram voando sobre Araruama, Saquarema, Maricá e demais localidades costeiras fluminenses. Finalmente, às 11:32 horas do dia 8 de fevereiro de 1923. o avião é avistado sobrevoando a  Baía da Guanabara! Ao pousar foram recebidos na lancha "Independência"  do Ministério da Marinha onde o primeiro a ser abraçado pelo Senador  Sampaio Correia  foi Pinto Martins seguido por Hilton, o piloto, George Thomas, o jornalista e por fim o cinegrafista, John Thomas que, afinal, filmava o evento!!    
Vários dias de festas e glórias  aconteceram no Rio de Janeiro.


Sua Morte

Apesar de tantas glórias, Euclides Pinto Martins teve muitas dificuldades conseqüentes de suas aventuras. Dívidas adquiridas precisavam ser pagas. Após o "Raid", a fama e a glória, ele sentia o peso de ser um homem comum e com pouco dinheiro. Sua mulher se recusava a morar no Brasil e entrara com a ação e divórcio. Estava sendo pressionado para pagar o dinheiro emprestado para financiar o evento (U$19.000). Foi neste clima que, tristemente, encontraram  Pinto Martins  morto em seu quarto com um tiro na cabeça vitimado talvez por uma crise de depressão. Era o dia 12 de abril de 1924, pouco mais de um ano depois de tão glorioso feito.
Nada mais se sabe a respeito de sua morte dada oficialmente como suicídio. Em profundo respeito a este grande conquistador nos limitaremos a reproduzir as palavras de seu pai sobre seu desaparecimento:
"Está provado que ele chegou a este estado de desespero levado por privações muito cruéis... Sua morte foi conseqüência da dignidade e altivez de seu caráter. .."
 Nossos profundos respeitos, aviador!!!
                                                                   
                                                                    







quinta-feira, 2 de agosto de 2012

NORMAS DO LABÓRATORIO

MONITOR DO LEI:DENILSON SILVA



MONITOR DA ESCOLA EDUARDO NORMANDIA DO TURNO DA MANHÃ:               DENILSON SILVA ALUNO DO 6º ANO (A) UM DOS ALUNOS QUE POSTAM NO BLOG DA ESCOLA,CONTEUDOS DAS PESQUISAS DOS ALUNOS E ALGUMAS FOTOS DE EVENTOS DA ESCOLA,ETC.

Regras do Laboratório

Para manter os laboratórios em bom funcionamento, as seguintes orientações devem ser respeitadas, sendo terminantemente proibido:

- Usar o equipamento de forma inadequada como:colar adesivos, dar socos nos computadores, desligar os computadores de forma errada;
- Modificar a localização de periféricos e componentes dos computadores de onde estão instalados, tais como monitor, teclado e mouse;
- Fazer download e instalação de qualquer tipo de arquivo não relacionado às atividades escolares e sem permissão;
- Limpar os computadores com materiais inadequados que possam danificar os mesmos;
- Imprimir arquivos excessivamente grandes, com fundos coloridos;
- Imprimir textos e/ou figuras que não estejam diretamente relacionados com as atividades da Escola;
- Abrir arquivos que podem conter VÌRUS;
- Consumir ou portar alimentos e bebidas nas dependências dos laboratórios;
- Alterar as configurações dos computadores e programas;
- Trocar os papéis de parede;
- Colocar os dedos na tela, ou objetos como por exemplo: caneta, lápis...;
- Imprimir arquivos sem a autorização do professor;
- Acessar chats, páginas de relacionamentos ou de conteúdos impróprios ou outras não relacionadas às atividades escolares;
- Usar celular no laboratório;

- Deixar de realizar os trabalhos que a professora solicitar;
- Brigar com os colegas no laboratório, correr no laboratório;
- Ter atitudes desrespeitosas com os professores e colegas;
- Desobedecer ao professor ou a professora do laboratório;


Obs. Cada aluno é responsável pelo equipamento no período em que estiver fazendo uso desse.
Agradece- O Núcleo Gestor.

HISTORIA DE CAMOCIM

História de Camocim

Patrimonios Historicos

Antiga Estação Ferroviária

Arquitetura de estilo eclético, datada de 1881. Obra tombada pelo Patrimônio Estadual. Em administrações anteriores abrigou a Casa de Cultura e Desporto do município, o Campus de Difusão Tecnológica da Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA, e atualmente abriga a Prefeitura Municipal de Camocim.
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Com apenas 128 anos de independência política, comemorados no dia 29 de setembro de 2007, a história de Camocim remonta ao ano de 1614, quando Jerônimo de Albuquerque instalou na embocadura de seu rio o quartel general para expulsar os franceses do Maranhão, comandados por La Ravardière.

Originalmente era apenas uma aldeia de índios e só em 1878 a povoação teve crescimento significativo, com a vinda de famílias de localidades próximas a fim de trabalhar na construção da estrada de ferro para Sobral.
Em meados de 1900 o Capitão norueguês M. L. Lorentzen aportou em Camocim com um carregamento de mercadorias e daí em diante o porto local desenvolveu-se com importação variada e exportação de produtos da região, especialmente de bois e alimentos para Belém e Manaus, durante o ciclo da borracha amazônica, até o começo da primeira guerra mundial em 1914.

Terra de muitos generais do Exército Brasileiro, Camocim tem em seu filho EUCLYDES PINTO MARTINS o nome mais expressivo, por seu pioneirismo, quando participou de famoso vôo New York – Rio de Janeiro, em 1922, amerissando em Camocim.

A literatura, as artes, o artesanato e as tradições populares de CAMOCIM são muito ricas, destacando-se os escritores RBSOTERO, CARLOS CARDEAL e ARTUR QUEIROZ; os pintores TOTÕE e EGLAUBER; o violonista BENONE e outros.

O Aviador Visionário


Pinto Martins Euclydes Pinto Martins (Camocim, 15 de abril de 1892 - Rio de Janeiro, 12 de abril de 1924) foi um aviador camocinense, que ainda jovem e no fim do ano 1922 foi escolhido como parte da tripulação de um avião fretado pelo jornal "The New York World", que patrocinava a tentativa de uma viagem aérea pioneira entre as Américas do Norte e do Sul. Aquela foi uma época de grandes raides mas se hoje é ainda temerário sobrevoar a Amazônia em aeronaves pequenas, na década de 1920 isso quase beirava a loucura.

A viagem começou em Nova Iorque, em novembro de 1922, e terminou no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1923, após terem sido cobertos os 5678 km do percurso com cem horas de vôo interrompidas a cada instante pelos mais variados problemas. O primeiro pouso em águas brasileiras ocorreu no dia 17 de novembro de 1922, quando Pinto Martins e seus colegas americanos amerrisaram na foz do rio Cunani, no Pará.



O episódio foi posteriormente narrado pelo próprio Pinto Martins a um repórter do Jornal O Estado do Pará: "Quando levantamos vôo de Caiena encontramos forte temporal pela proa. Rompemos o mau tempo com dificuldade, mas tivemos de procurar abrigo. Tomei a direção do aparelho (era o co-piloto da viagem) e depois de reconhecer o Rio Cunani aí descemos às 3h30min. O tempo lá fora era impetuoso e ameaçador. Não nos foi possível prosseguir e passamos a noite matando mosquitos e com bastante fome, pois não contávamos interromper a rota..."

Essa e outras aventuras tornaram a viagem New York-Rio uma terrível aventura de obstáculos, só superados pela coragem dos tripulantes.

Às 12h20min do dia 19 de dezembro de 1922, um grande pássaro de asas abertas, emitindo estranhos sons, chegava a Camocim. Era ele! O audacioso aviador que pousava em sua cidade natal, motivo de imensa festa e alegria para os camocinenses que participaram daquele momento histórico e do banquete, que lhe foi oferecido às 14h.

Pinto Martins foi também recepcionado pelo Presidente Artur Bernardes e recebeu um prêmio de 200 contos de réis por seu feito histórico. Viajou à Europa, voltou ao Rio e iniciou negociações para explorar petróleo. Foi quando ocorreu sua morte brutal, no dia 12 de abril de 1924. Até hoje o episódo não está bem explicado, mas Monteiro Lobato, em seu livro "Escândalo do Petróleo e do Ferro", sustenta que Pinto Martins foi vítima dos poderosos lobbies interessados em atrasar o desenvolvimento brasileiro.

A verdade talvez nunca venha a ser conhecida. Uma versão para a sua morte é a de que, após discutir com seu companheiro de viagem Walter Hinton, ele sacou de uma arma e suicidou-se na frente de sua amante.
Em 1952, atendendo às aspirações dos seus conterrâneos, o Presidente Café Filho sancionou Lei no Congresso oficializando o nome de Pinto Martins para o aeroporto da capital cearense. Justiça, mas ainda pequena, para o homem dinâmico que na década de 1920 soube antever a importância econômica da ligação aérea regular entre os Estados Unidos e o Brasil. E que teve ainda a coragem de investir na exploração de petróleo no país, quando isso era por todos apontado como uma loucura. A viagem New York-Rio de Janeiro também era insana, mas ele a concluiu. O Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, hoje leva seu nome, assim como o Campo de Pouso de Camocim.


Antiga Estação Ferroviária  

Antiga Estação Ferroviária

Arquitetura de estilo eclético, datada de 1881. Obra tombada pelo Patrimônio Estadual. Em administrações anteriores abrigou a Casa de Cultura e Desporto do município, o Campus de Difusão Tecnológica da Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA, e atualmente abriga a Prefeitura Municipal de Camocim.
     
Igreja Matriz de Bom Jesus dos Navegantes  

Igreja Matriz de Bom Jesus dos Navegantes

Construída pelo Padre José Augusto da Silva. Templo moderno, arejado e de acústica muito boa foi inaugurada e abençoada pelo então bispo de Sobral D. José Tupinambá da Frota no ano de 1919. A estátua do Bom Jesus dos Navegantes é uma linda imagem de tamanho natural. Na igreja jazem os restos mortais do Dr. José Privat, engenheiro, que construiu a estrada de ferro e a Igreja Matriz. Fica situada na Praça Severino Morel.
     
Praça do Amor  

Praça do Amor

Situada à margem do Rio Coreaú, a “Pracinha do Amor” recebeu esse nome por ter um clima propício para os namorados trocarem juras de amor. No período de Carnaval, o tradicional “mela-mela” acontece aqui. Construída em 1971, fica situada a Rua Engenheiro Privat com a Av. Beira Mar.
     
Praça Pinto Martins  

Praça Pinto Martins

Construída em homenagem ao aviador Euclydes Pinto Martins, filho de Camocim, em comemoração ao centenário de Camocim, em 29/09/1979.
Praça recém reformada para comemorar a cada dia 15 de Abril o Dia Municipal do Aviador Euclydes Pinto Martins situada a Rua 24 de maio, esquina com Alcindo Rocha.
     
Praça Sinhá Trévia ou Praça da Rodoviária  

Praça Sinhá Trévia ou Praça da Rodoviária

Construída entre os anos de 1978 e 1981, está localizada sobre um antigo cemitério e na sua reforma foram descobertos restos mortais que foram transladados para o monumento central situado naquela praça, fato que trouxe grande comoção para a população. Em 2006 passou por mais uma reforma, onde ficaram mais evidenciados os aspectos de modernidade e estética.
     
Mercado Central  

Mercado Central

Construído na década de 20 é considerado umas das mais belas obras de arquitetura original,atualmente em fase de reforma. Abriga comerciantes que vendem carnes, peixes, ovos, frutas e verduras, artesanato em barro, entre outras mercadorias. É o coração do centro da cidade.
     
Casa do Engenheiro da Ferrovia  

Casa do Engenheiro da Ferrovia

De arquitetura eclética, data da mesma época da Estação Ferroviária, 1881, foi testemunha do período áureo do município, onde se evidenciou um forte movimento na área de importação e exportação de produtos que chegavam através do Porto. Hoje abriga a Academia Camocinense de Letras.