3 de abril de 2026. Nº 24
CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR
ANO A – São Mateus – Cor litúrgica: vermelho
Formulário de Missa – MR., p.257-271
A.: No silêncio deste dia, contemplamos o mistério do amor: Jesus doa a sua vida na cruz.
Ajoelhemo-nos e, com profundo silêncio e piedade, acompanhemos a Celebração da Paixão
do Senhor.
(Todos rezam por alguns instantes em silêncio enquanto o sacerdote se prosta diante do
altar).
1. COLETA – Omite-se o Oremos.
P.: Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo destruístes a morte que o primeiro
pecado transmitiu a todo o gênero humano. Concedei que nos tornemos semelhantes ao
vosso Filho e, assim como trouxemos pela natureza a imagem do homem terrestre,
possamos manter pela graça a imagem do homem celeste. Por Cristo, nosso Senhor.
T.: AMÉM.
LITURGIA DA PALAVRA
A.: Escutemos atentamente a Deus que nos fala por meio de sua Palavra.
2. PRIMEIRA LEITURA – Is 52,13-53,12
Leitura do Livro do Profeta Isaías.
13Ei-lo, o meu Servo será bem sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. 14Assim como
muitos ficaram pasmados ao vê-lo – tão desfigurado ele estava que não parecia ser um
homem ou ter aspecto humano –,
15do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os
povos. Diante dele, os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado
e conhecendo coisas que jamais ouviram. 53,1“Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E
a quem foi dado reconhecer a força do Senhor? 2
Diante do Senhor, ele cresceu como
renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o
olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. 3
Era desprezado como o último dos
mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o
rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele. 4
A verdade é que ele tomava sobre si
nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um
chagado, golpeado por Deus e humilhado! 5Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados,
esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e
suas feridas, o preço da nossa cura. 6
Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada
qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós. 7
Foi
maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou
como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. 8
Foi atormentado pela
angústia e foi condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi
eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo foi golpeado até
morrer. 9
Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal, nem se encontrou falsidade em suas palavras. 10O Senhor quis macerá-lo
com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura, e
fará cumprir com êxito a vontade do Senhor. 11Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e
uma ciência perfeita. Meu servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si
suas culpas. 12Por isso, compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com
os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor;
ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores. Palavra
do Senhor.
T.: GRAÇAS A DEUS!
3. SALMO RESPONSORIAL – Salmo 30
R.: Ó PAI, EM TUAS MÃOS EU ENTREGO O MEU ESPÍRITO!/ 1. Senhor, eu ponho em vós
minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Em vossas mãos,
Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel./ 2. Tornei-me o
opróbrio do inimigo, o desprezo e zombaria dos vizinhos, e objeto de pavor para os
amigos; fogem de mim os que me veem pela rua! Os corações me esqueceram como um
morto, e tornei-me como um vaso despedaçado./ 3. A vós, porém, ó meu Senhor, eu me
confio, e afirmo que só Vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo e do opressor!/ 4. Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e
salvai-me pela vossa compaixão! Fortalecei os corações, tende coragem, todos vós que
ao Senhor vos confiais!
4. SEGUNDA LEITURA – Hb 4,14-16; 5,7-9
Leitura da Carta aos Hebreus.
Irmãos: 14Temos um Sumo Sacerdote eminente, que entrou no céu: Jesus, o Filho de Deus.
Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. 15Com efeito, temos um sumo
sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em
tudo como nós, com exceção do pecado. 16Aproximemo-nos, então, com toda a confiança,
do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no
momento oportuno. 5,7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com
forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por
causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a
Deus por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de
salvação eterna para todos os que lhe obedecem. Palavra do Senhor.
T.: GRAÇAS A DEUS!
5. ACLAMAÇÃO
R.: LOUVOR E HONRA A VÓS, SENHOR JESUS./ V.: Jesus Cristo se tornou obediente,
obediente até a morte numa cruz, pelo que o Senhor Deus o exaltou, e deu-lhe um nome
muito acima de outro nome. (Fl 2,8-9)
6. PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO – Jo 18,1-19,42
Diác. ou P.: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João.
(Não se diz: “Glória a vós, Senhor”).
Diác. ou outro fiel L1.: Naquele tempo, 1
Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da
torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde Ele entrou com os discípulos. 2
Também Judas,
o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos.
3
Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4
Então Jesus, consciente de tudo o
que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:
P.: “A quem procurais?”
L1.: 5
Responderam:
T.: “A JESUS, O NAZARENO.”
L1.: Ele disse:
P.: “Sou eu.”
L1.: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus disse “sou eu”, eles recuaram e
caíram por terra. 7
De novo lhes perguntou:
P.: “A quem procurais?”
L1.: Eles responderam:
T.: “A JESUS, O NAZARENO.”
L1.: 8
Jesus respondeu:
P.: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem.”
L1.: 9
Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: ‘Não perdi nenhum daqueles que me
confiaste’.
10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do
Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus
disse a Pedro:
P.: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”
L1.: 12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o
amarraram. 13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote
naquele ano. 14Foi Caifás quem deu aos judeus o conselho:
L2.: “É preferível que um só morra pelo povo”.
L1.: 15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do
Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. 16Pedro ficou fora, perto
da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou
com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17A criada que guardava a porta
disse a Pedro:
T.: “NÃO PERTENCES TAMBÉM TU AOS DISCÍPULOS DESSE HOMEM?”
L1.: Ele respondeu:
L2.: “Não”.
L1.: 18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois
fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou
Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20Jesus lhe respondeu:
P.: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os
judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por que me interrogas? Pergunta aos que
ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse.”
L1.: 22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada,
dizendo:
T.: “É ASSIM QUE RESPONDES AO SUMO SACERDOTE?”
L1.: 23Respondeu-lhe Jesus:
P.: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”
L1.: 24Então, Anás enviou Jesus, amarrado, para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25Simão Pedro
continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:
L2.: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?”
L1.: Pedro negou:
L2.: “Não”. L1.: 26Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha
cortado a orelha, disse:
L2.: “Será que não te vi no jardim com ele?”
L1.: 27Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28De Caifás, levaram Jesus ao
palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não
ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
L2.: “Que acusação apresentais contra este homem?”
L1.: 30Eles responderam:
T.: “SE NÃO FOSSE MALFEITOR, NÃO O TERÍAMOS ENTREGUE A TI!”
L1.: 31Pilatos disse:
L2.: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa Lei.”
L1.: Os judeus lhe responderam:
T.: “NÓS NÃO PODEMOS CONDENAR NINGUÉM À MORTE.”
L1.: 32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer.
33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
T.: “TU ÉS O REI DOS JUDEUS?”
L1.: 34Jesus respondeu:
P.: “Estás dizendo isto por ti mesmo, ou outros te disseram isso de mim?”
L1.: 35Pilatos falou:
L2.: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que
fizeste?”
L1.: 36Jesus respondeu:
P.: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas
lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui.
L1.: 37Pilatos disse a Jesus:
L2.: “Então tu és rei?”
L1.: Jesus respondeu:
P.: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da
verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz.”
L1.: 38Pilatos disse a Jesus:
L2.: “O que é a verdade?”
L1.: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:
L2.: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe entre vós um costume, que pela
Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?”
L1.: 40Então, começaram a gritar de novo:
T.: “ESTE NÃO, MAS BARRABÁS!”
L1.: Barrabás era um bandido. 19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2Os soldados teceram
uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto
vermelho, 3
aproximavam-se dele e diziam:
T.: “VIVA O REI DOS JUDEUS!”
L1.: E davam-lhe bofetadas. 4
Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
L2.: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele
crime algum.”
L1.: 5
Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos
disse-lhes:
L2.: “Eis o homem!”
L1.: 6Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
T.: “CRUCIFICA-O! CRUCIFICA-O!” L1.: Pilatos respondeu:
L2.: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum.”
L1.: 7Os judeus responderam:
T.: “NÓS TEMOS UMA LEI, E, SEGUNDO ESSA LEI, ELE DEVE MORRER, PORQUE SE FEZ FILHO
DE DEUS.”
L1.: 8
Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9
Entrou outra vez no
palácio e perguntou a Jesus:
L2.: “De onde és tu?”
L1.: Jesus ficou calado. 10Então Pilatos disse:
L2.: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para
te crucificar?”
L1.: 11Jesus respondeu:
P.: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me
entregou a ti, portanto, tem culpa maior.”
L1.: 12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
T.: “SE SOLTAS ESSE HOMEM, NÃO ÉS AMIGO DE CÉSAR. TODO AQUELE QUE SE FAZ REI,
DECLARA-SE CONTRA CÉSAR.”
L1.: 13Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no
lugar chamado “Pavimento”, em hebraico “Gábata”. 14Era o dia da preparação da Páscoa,
por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
L2.: “Eis o vosso rei!”
L1.: 15Eles, porém, gritavam:
T.: “FORA! FORA! CRUCIFICA-O!”
L1.: Pilatos disse:
L2.: “Hei de crucificar o vosso rei?”
L1.: Os Sumos Sacerdotes responderam:
T.: “NÃO TEMOS OUTRO REI SENÃO CÉSAR.”
L1.: 16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a
cruz sobre si e saiu para o lugar chamado “Calvário”, em hebraico “Gólgota”. 18Ali o
crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos mandou ainda
escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: “Jesus Nazareno, o Rei dos
Judeus”. 20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi
crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego.
21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
T.: “NÃO ESCREVAS 'O REI DOS JUDEUS', MAS SIM O QUE ELE DISSE: 'EU SOU O REI DOS
JUDEUS’”.
L1.: 22Pilatos respondeu:
L2.: “O que escrevi, está escrito.”
L1.: 23Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes,
uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única
de alto a baixo. 24Disseram então entre si:
T.: “NÃO VAMOS DIVIDIR A TÚNICA. TIREMOS A SORTE PARA VER DEQUEM SERÁ.”
L1.: Assim se cumpria a Escritura que diz: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram
sorte sobre a minha túnica”. Assim procederam os soldados. 25Perto da cruz de Jesus,
estavam de pé a sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus,
ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:
P.: “Mulher, este é o teu filho.”
L1.: 27Depois disse ao discípulo: P.: “Esta é a tua mãe.”
L1.: Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo
que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
P.: “Tenho sede.”
L1.: 29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida
de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse:
P.: “Tudo está consumado.”
L1.: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
(Todos se ajoelham e faz-se silêncio por alguns instantes).
L1.:
31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos
ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então
pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz.
32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram
crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe
quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue
e água. 35Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que
fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a
Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. 37E outra Escritura ainda diz:
“Olharão para aquele que transpassaram”. 38Depois disso, José de Arimatéia, que era
discípulo de Jesus – mas às escondidas, por medo dos judeus – pediu a Pilatos para tirar o
corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou também
Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta
quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-
no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. 41No lugar onde
Jesus foi crucificado havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém
tinha sido sepultado. 42Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto,
foi ali que colocaram Jesus.
Diác. ou P.: Palavra da Salvação.
T.: GLÓRIA A VÓS, SENHOR!
7. BREVE HOMILIA
8. ORAÇÃO UNIVERSAL – MR., p.258-265
I. Pela Santa Igreja
Oremos, irmãos e irmãs caríssimos, pela santa Igreja de Deus: que o Senhor nosso Deus lhe
dê a paz e a unidade, que Ele a proteja por toda a terra e nos conceda uma vida calma e
tranquila, para sua própria glória.
(breve silêncio)
P.: Deus eterno e todo-poderoso, que em Cristo revelastes a vossa glória a todos os povos,
velai sobre a obra do vosso amor, para que vossa Igreja, presente no mundo inteiro,
persevere inabalável na fé e proclame sempre o vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor.
T.: AMÉM.
II. Pelo Papa
Oremos pelo nosso Santo Padre, o Papa Leão, para que Deus nosso Senhor, que o escolheu
para o episcopado, o conserve são e salvo à frente da sua Igreja, para governar o povo
santo de Deus.
(breve silêncio) P.: Deus eterno e todo-poderoso, em cuja sabedoria tudo tem seu fundamento, dignai-vos
escutar nossos pedidos e protegei com amor o Pontífice que escolhestes, para que o povo
cristão, que governais por meio dele, possa crescer em sua fé. Por Cristo, nosso Senhor.
T.: AMÉM.
III. Por todos os membros da Igreja
Oremos pelo nosso Bispo Paulo Cezar, por todos os bispos, presbíteros e diáconos da Igreja
e por todo o povo fiel.
(breve silêncio)
P.: Deus eterno e todo-poderoso, que santificais e governais pelo vosso Espírito todo o
corpo da Igreja, escutai as súplicas que vos dirigimos pelos vossos ministros, e fazei que
todos, pelo dom da vossa graça, vos sirvam com fidelidade. Por Cristo, nosso Senhor.
T.: AMÉM.
IV.: Pelos Catecúmenos
Oremos pelos (nossos) catecúmenos: que o Senhor e nosso Deus abra os ouvidos dos seus
corações e a porta da misericórdia, para que, tendo recebido nas águas do batismo o
perdão de todos os seus pecados, sejam incorporados no Cristo Jesus, nosso Senhor.
(breve silêncio)
P.: Deus eterno e todo-poderoso, que por novos filhos e filhas tornais fecunda a vossa
Igreja, aumentai a fé e o entendimento dos (nossos) catecúmenos, para que, renascidos na
fonte do batismo, sejam contados entre os vossos filhos adotivos. Por Cristo, nosso Senhor.
T.: AMÉM.
V.: Pela unidade dos Cristãos
Oremos por todos os nossos irmãos e irmãs que creem no Cristo, para que nosso Deus e
Senhor se digne reunir e conservar na unidade da sua Igreja todos os que vivem segundo a
verdade.
(breve silêncio)
P.: Deus eterno e todo-poderoso, que reunis o que está disperso e conservais o que está
unido, velai sobre o rebanho do vosso Filho. Que a integridade da fé e os laços da caridade
unam os que foram consagrados por um só Batismo. Por Cristo, nosso Senhor.
T.: AMÉM.
VI. Pelos Judeus
Oremos pelos Judeus, aos quais o Senhor nosso Deus falou em primeiro lugar, para que lhes
conceda crescer na fidelidade de sua aliança e no amor do seu nome.
(breve silêncio)
P.: Deus eterno e todo-poderoso, que fizestes vossas promessas a Abraão e seus
descendentes, escutai benigno as preces da vossa Igreja. Que o povo da primeira aliança
chegue à plenitude da redenção. Por Cristo, nosso Senhor.
T.: AMÉM.
VII. Pelos que não creem em Cristo
Oremos pelos que não creem em Cristo, para que, iluminados pelo Espírito Santo, possam
também eles ingressar no caminho da salvação.
(breve silêncio) P.: Deus eterno e todo-poderoso, dai aos que não creem em Cristo, que, caminhando sob o
vosso olhar com sinceridade de coração, encontrem a verdade. E nós, amando-nos melhor
uns aos outros, participando com maior solicitude do mistério da vossa vida, sejamos no
mundo testemunhas mais fiéis da vossa bondade, Por Cristo, nosso Senhor.
T.: AMÉM.
VIII. Pelos que não creem em Deus
Oremos pelos que não reconhecem a Deus, para que, buscando de coração sincero o que é
reto, mereçam chegar ao Deus verdadeiro.
(breve silêncio)
P.: Deus eterno e todo-poderoso, vós criastes todos os seres humanos e pusestes em seu
coração o desejo de procurar-vos para que, tendo-vos encontrado, só em vós achassem
repouso. Concedei que, entre as dificuldades deste mundo, discernindo os sinais da vossa
bondade e vendo o testemunho das boas obras daqueles que creem em vós, tenham a
alegria de proclamar que sois o único Deus verdadeiro e Pai de todos os seres humanos. Por
Cristo, nosso Senhor.
T.: AMÉM.
IX. Pelos Governantes
Oremos por todos os governantes: que Deus nosso Senhor, segundo sua vontade, lhes dirija
o espírito e o coração, para a verdadeira paz e liberdade de todos.
(breve silêncio)
P.: Deus eterno e todo-poderoso, que tendes na mão os corações dos seres humanos e os
direitos dos povos, olhai com bondade aqueles que nos governam. Que por vossa graça se
consolidem por toda a terra a prosperidade das nações, a segurança da paz e a liberdade
religiosa. Por Cristo, nosso Senhor.
T.: AMÉM.
X. Por todos os que sofrem
Oremos, amados irmãos e irmãs, a Deus Pai todo-poderoso, que livre o mundo de todo
erro, expulse as doenças e afugente a fome, abra as prisões e liberte os cativos, vele pela
segurança dos viajantes, repatrie os exilados, dê saúde aos doentes e a salvação aos que
agonizam.
(breve silêncio)
P.: Deus eterno e todo-poderoso, sois a consolação dos aflitos e a força dos que labutam.
Cheguem até vós as preces dos que clamam em sua aflição, sejam quais forem os seus
sofrimentos, para que em suas provações se alegrem com o socorro da vossa misericórdia.
Por Cristo, nosso Senhor.
T.: AMÉM.
9. APRESENTAÇÃO E ADORAÇÃO DA CRUZ
(Neste momento faz-se a solene Adoração da Santa Cruz segundo uma das formas
propostas no Missal Romano p.266).
P.: Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo!
T.: VINDE, ADOREMOS!
10. CANTO PARA ADORAÇÃO DA CRUZ – Canto 1 – L. e M.: D.R. R.: FIEL MADEIRO DA SANTA CRUZ Ó ÁRVORE SEM RIVAL. QUE SELVA OUTRO LENHO
PRODUZ, QUE TRAGA EM SI FRUTO IGUAL? QUÃO DOCE PESO CONDUZ, Ó LENHO
CELESTIAL! FIEL MADEIRO DA SANTA CRUZ, Ó ÁRVORE SEM RIVAL!/ 1. Cantem meus lábios
a luta, que sobre a cruz se travou; cantem o nobre triunfo que no madeiro alcançou o
Redentor do Universo, quando por nós se imolou./ 2. O Criador teve pena do primitivo
casal, que foi ferido de morte, comendo o fruto fatal, e marcou logo outra árvore, para
curar-nos do mal./ 3. Tal ordem foi exigida na obra da salvação: cai o inimigo no laço de sua
própria invenção. Do próprio lenho da morte Deus fez nascer redenção./ 4. Na plenitude
dos tempos, a hora santa chegou e, pelo Pai enviado, nasceu do mundo o autor; e duma
Virgem no seio a nossa carne tomou./ 5. Seis lustros tendo passado, cumpriu a sua missão.
Só para ela nascido, livre se entrega à Paixão. Na cruz se eleva o Cordeiro, como perfeita
oblação.
11. CANTO PARA ADORAÇÃO DA CRUZ – Canto 2 – L.: Missal Romano | M.: José Alves
1. Que te fiz, meu povo eleito? Dize em que te contristei! Que mais podia ter feito, em que
foi que eu te faltei?/ R.: DEUS SANTO, DEUS FORTE, DEUS IMORTAL, TENDE PIEDADE DE
NÓS!/ 2. Eu te fiz sair do Egito, com maná te alimentei: preparei-te bela terra; tu, a cruz
para o teu rei!/ 3. Bela vinha eu te plantara, tu plantaste a lança em mim; águas doces eu te
dava, foste amargo até o fim!/ 4. Flagelei por ti o Egito, primogênitos matei; tu porém, me
flagelaste, entregaste o próprio Rei!
12. SAGRADA COMUNHÃO – MR., p.270
P.: Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos
dizer:
T.: PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS, SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME; VENHA A NÓS O
VOSSO REINO, SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU. O PÃO
NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE; PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO
NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO, E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO,
MAS LIVRAI-NOS DO MAL.
P.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa
misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto
aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
T.: VOSSO É O REINO, O PODER E A GLÓRIA PARA SEMPRE.
P.: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado
do mundo.
T.: SENHOR, EU NÃO SOU DIGNO(A) DE QUE ENTREIS EM MINHA MORADA, MAS DIZEI
UMA PALAVRA E SEREI SALVO(A).
13. CANTO DE COMUNHÃO – Canto 1 – L. e M.: Pe. José Weber, SVD
R.: PROVA DE AMOR MAIOR NÃO HÁ, QUE DOAR A VIDA PELO IRMÃO./ 1. Eis que Eu vos
dou o Meu Novo Mandamento: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado!”/
2. Vós sereis os meus amigos, se seguirdes Meu preceito: “Amai-vos uns aos outros, como
Eu vos tenho amado!”/ 3. Como o Pai sempre Me ama, assim também, Eu vos amei: “Amai-
vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado!”/ 4. Permanecei em Meu amor e segui Meu
mandamento: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado!”/ 5. E chegando a
Minha Páscoa, vos amei até o fim: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado!”/
6. Nisto todos saberão que vós sois os Meus discípulos: “Amai-vos uns aos outros, como Eu
vos tenho amado!” 14. CANTO DE COMUNHÃO – Canto 2 – L. e M.: Pe. José Weber, SVD
R.: EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA, QUE TODOS TENHAM VIDA PLENAMENTE./
1. Reconstrói a tua vida em comunhão com teu Senhor; Reconstrói a tua vida em comunhão
com teu irmão: onde está o teu irmão, eu estou presente nele./ 2. “Eu passei fazendo o
bem, eu curei todos os males”. Hoje és minha presença junto a todo sofredor: onde sofre o
teu irmão, eu estou sofrendo nele./ 3. “Entreguei a minha vida pela salvação de todos”.
Reconstrói, protege a vida de indefesos e inocentes: onde morre o teu irmão, eu estou
morrendo nele./ 4. “Vim buscar e vim salvar o que estava já perdido.” Busca, salva e
reconduze a quem perdeu toda a esperança: onde salvas teu irmão, tu me estás salvando
nele./ 5. “Este pão, meu corpo e vida para a salvação do mundo.” É presença e alimento
nesta santa comunhão: onde está o teu irmão, eu estou, também, com ele.
15. DEPOIS DA COMUNHÃO
P.: OREMOS: (breve silêncio) Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos renovastes pela
santa morte e ressurreição do vosso Cristo, conservai em nós a obra da vossa
misericórdia, para que, pela participação neste mistério, vos consagremos sempre a nossa
vida. Por Cristo, nosso Senhor.
T.: AMÉM.
16. BREVES AVISOS
17. ORAÇÃO SOBRE O POVO
Diác. ou P.: Inclinai-vos para receber a bênção.
P.: Que a vossa bênção, Senhor, desça copiosa sobre o vosso povo, que acaba de celebrar a
morte de vosso Filho, na esperança da sua ressurreição. Venha o vosso perdão, seja dado o
vosso consolo, cresça a fé verdadeira e a redenção eterna se confirme. Por Cristo, nosso
Senhor.
T.: AMÉM.
(Todos se retiram em silêncio).
FOLHETO LITÚRGICO DA ARQUIDIOCESE DE BRASÍLIA
Arcebispo: D. Paulo Cezar Costa. Editor Geral: Pe. Paulo Alves; repertório musical: Pe.
Justino Silva, OSB; preces: Diácono Marcos Soares; revisores: Sandra P. e Oliveira; Bráulio
de Oliveira; Lúcia de Fátima; diag
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