terça-feira, 3 de março de 2026

MISERICÓRDIA SENHOR PIEDADE.VIA SACRA E O TERÇO


















HORA DA MISERICÓRDIA

."Sangue Água / que brotastes do Coração de Jesus / como fonte de Misericórdia para nos, / eu confio em Vós! " (Diário nº 187)
2. "Ao expirardes, ó Jesus, / a Fonte da Vida brotou para acalmas / e abriu se o oceano da Misericórdia / para todo o mundo. Ó Fonte da Vida, / Mísericórdia insondável de Deus,/ abraçai o mundo inteiro / e derramai-Vos sobre nós !" (Diário nº 1319)
3."Ó Jesus crucificado, / suplico-Vos, / concedei-me a graça/ de sempre em toda a parte e em tudo / cumprir fielmente a santíssima Vontade de Vosso Pai. E quando essa, Vontade Divina / me parecer penosa e difícil de realizar, / então suplico-Vós, Jesus, / que das Vossas Chagas desça sobre mim / força e vigor, / e que a minha boca repita: /" Seja feita a Vossa Vontade? Senhor!" ( Diário nº 1265)
4. "Ó Salvador do mundo, / Amante da redenção humana,/ que em tão terríveis; suplícios de dor / não pensais em Vós mesmo, / lembrando-Vos apenas da salvação das almas, / ó Jesus, cheio de compaixão, / concedei-me a graça / de me esquecer de mim mesmo(a) / a fim de viver Inteiramente para as almas, / ajudando-Vos na Obra da Salvação / segundo a SantIssima Vontade, de Vosso pai..." ( Diário nº 1265 )
5. "Ó Jesus, / Verdade eterna, / nossa Vida, / invoco e suplico a Vossa misericórdia / para os pobres pecadores:'Ó dulcíssimo Coração do meu senhor, / cheio de Compaixão e insondável Misericórdia, / imploro-Vos pelos pobres pecadores. Ó Coração Sacratíssima, / fonte de Misericórdia, / do qual bro taro raios de graças incompreensíveis / para todo o gênero humano,/ suplico-vos luz/ para os pobres pecadores. Ó Jesus, / lembrai-Vos da vossa
amarga paixão / e não permitais que se percam almas / remidas com o Vosso preciosíssimo e sacratíssimo Sangue. Ó Jesus, / quando medito sobre o grande mérito do Vosso Sangue, / rejubilo com a sua imensidade, / pois uma só gota teria sido suficiente / para todos os pecadores... Oh, / como se consome de alegria o meu coração, / quando contemplo essa Vossa inconcebível Bondade, / Ó meu Jesus! Desejo trazer a Vossos pés / todos os pecadores, / para que louvem a Vossa Misericórdia / pelos séculos sem fim!" ( Diário nº 72 )
Nosso Senhor Jesus enumera três condições para que a oração feita nessa hora, seja atendida:

1) A prece deve ser dirigida a Jesus-Salvador.

2) A prece deve ser feita às tres horas da tarde.

3) A prece deve recorrer ao valor e aos méritos infinIto da Paixão do Senhor Jesus.

" Nessa hora - prometeu Jesus à santa irmã Faustina - podes requerer tudo o que desejes por ti e pelos outros. Nessa hora realizou-se a Graça para todo o mundo: a misericórdia venceu a Justiça" . (D 1.572)
Minha filha, procura rezar nessa hora a Via-Sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres. E se não puderes fazer a Via Sacra, entra ao menos por um momento na capela e adora o Meu coração que está cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento.

Dirigente: Senhor Jesus, queremos nesta via-sacra seguir vossos passos
no caminho para o Calvário. Neste longo e tenebroso trajeto, suportastes
dores, injúrias e humilhações. Ajudai-nos a meditar estas estações com
muita fé e devoção. Queremos aprender de vós a fidelidade a Deus, mesmo
diante das dificuldades que nos cercam ao longo da vida. A “via dolorosa” é
essencialmente um exercício de piedade e devoção, um caminho que nos
permite purificar nossos passos no vosso seguimento. Que esta via crucis
aumente em nós o amor a Deus e aos irmãos.

PRIvia-sacra_1a_estacaoMEIRA ESTAÇÃO

Jesus é condenado à morte

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Quando o “povo” pediu a crucificação de Jesus, Pilatos pediu água
e lavou as mãos, dizendo: “Não sou responsável pelo sangue deste homem.
É um problema de vocês”. Depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

A morrer crucificado,
Teu Jesus é condenado
por teus crimes, pecador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

SEvia-sacra_2a_estacaoGUNDA ESTAÇÃO

Jesus carrega a sua cruz

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus recebe sobre seus ombros a cruz e se dirige ao monte
Calvário ou Gólgota, onde será crucificado. A cruz era um antigo
instrumento de suplício, usado para executar os condenados à morte.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Com a cruz é carregado
e do peso acabrunhado,
vai morrer por teu amor.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_3a_estacaoTERCEIRA ESTAÇÃO

Jesus cai pela primeira vez

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus caminha cansado e abatido sob o peso da cruz. Seu corpo
está coberto de sangue, suas forças esmorecem, e ele cai. Com chicotes,
os soldados o forçam a se levantar e continuar o caminho para o Calvário.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Pela cruz tão oprimido
cai Jesus desfalecido
pela tua salvação.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_4a_estacaoQUARTA ESTAÇÃO

Jesus se encontra com sua mãe

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Mãe e filho se encontram e se abraçam em meio à dor. Eles tudo
partilham, até a cruz, até o fim. Sem palavras, a dor leva-nos a compartilhar
este momento sofrido, expresso em seus rostos.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

De Maria lacrimosa,
sua mãe tão dolorosa,
vê a imensa compaixão.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_5a_estacaoQUINTA ESTAÇÃO

Simão ajuda Jesus a carregar a sua cruz

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Enquanto levavam Jesus para ser crucificado, Simão de Cirene, que
voltava do campo, foi obrigado a carregar a cruz para que Jesus não
desfalecesse pelo caminho, pois tinha de permanecer vivo até a crucifixão.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Em extremo desmaiado,
deve auxílio tão cansado,
receber do Cirineu.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_6a_estacaoSEXTA ESTAÇÃO

Verônica enxuga o rosto de Jesus

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Uma mulher que assistia à passagem de Jesus se comove ao ver a
cena e decide limpar a face do condenado tingida de sangue. No pano
usado por Verônica ficou gravado o rosto de Jesus.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

O seu rosto ensanguentado,
por Verônica enxugado
eis no pano apareceu.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 


via-sacra_7a_estacaoSÉTIMA ESTAÇÃO

Jesus cai pela segunda vez

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus sabia do fim que o esperava. Seu espírito estava preparado,
mas seu corpo estava esgotado e abatido. Por isso, caminhava com
dificuldade e pela segunda vez cai sob a cruz.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Outra vez desfalecido,
pelas dores abatido,
cai em terra o salvador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_8a_estacaoOITAVA ESTAÇÃO

Jesus consola as mulheres de Jerusalém

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Já estavam próximos do monte Calvário. Jesus, abatido pela dor e
vendo suas forças esgotadas, ainda tem ânimo para consolar as mulheres
que, chorando, lamentavam o sofrimento dele.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Das matronas piedosas,
de Sião filhas chorosas,
é Jesus consolador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 


via-sacra_9a_estacaoNONA ESTAÇÃO

Jesus cai pela terceira vez

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus já não suporta o cansaço e a dor, por isso cai pela terceira
vez sob o peso da cruz. Quiseram dar-lhe vinho misturado com fel para
aliviar a dor, mas ele não quis beber.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Cai, terceira vez, prostrado
pelo peso redobrado,
dos pecados e da cruz.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_10a_estacaoDÉCIMA ESTAÇÃO

Jesus é despojado de suas vestes

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Os soldados tomaram as roupas de Jesus e fizeram um sorteio, para
ver a parte que cabia a cada um. Assim se cumpre a profecia: “Repartiram
entre si minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Dos vestidos despojado,
por verdugos maltratado,
eu vos vejo, meu Jesus.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_11a_estacao
DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO

Jesus é pregado na cruz

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus é crucificado. São cravados pregos de ferro que lhe rasgam a
carne, dilacerando mãos e pés. A cruz é erguida, Jesus fica suspenso entre
o céu e a terra. Agora é o fim, ele está definitivamente condenado.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Sois por mim à cruz pregado,
insultado, blasfemado
com cegueira e com furor.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

via-sacra_12a_estacaoDÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO

Jesus morre na cruz

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Depois de longa agonia, Jesus lança seu último grito do alto da
cruz: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Em seguida, inclinou a
cabeça e entregou o espírito a Deus.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Por meus crimes padecestes,
meu Jesus, por mim morrestes
como é grande a minha dor.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_13a_estacaoDÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO

Jesus é descido da cruz

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Às vésperas do sábado, José de Arimateia foi a Pilatos e pediu o
corpo de Jesus. Com a permissão de Pilatos, José comprou um lençol de
linho, desceu o corpo da cruz e o enrolou no lençol. Maria, sua mãe,
recebeu-o em seus braços.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Do madeiro vos tiraram
e nos braços vos deixaram
de Maria, que aflição.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

via-sacra_14a_estacaoDÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO

Jesus é sepultado

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Depois de envolvê-lo num lençol, José de Arimateia colocou o corpo
de Jesus num túmulo escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido
sepultado, e rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

No sepulcro vos deixaram,
enterrado vos choraram,
magoado o coração.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.

 

 

 

via-sacra_15a_estacaoDÉCIMA QUINTA ESTAÇÃO

A ressurreição de Jesus

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: No Domingo de madrugada, as mulheres foram ao túmulo e viram
que estava vazio. Dois homens com vestes claras e brilhantes lhes
perguntaram: “Por que procuram entre os mortos quem está vivo? Ele não
está aqui, mas ressuscitou”.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.

Meu Jesus, por vossos passos,
recebei em vossos braços,
a mim, pobre pecador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus

…………………………………………………………………
ORAÇÃO FINAL

Dirigente: Senhor Jesus, terminamos o percurso da via-sacra, onde
meditamos e rezamos sobre as principais dificuldades que enfrentastes no
caminho até o Calvário. Sobre vossa cruz resplandece a luz da esperança,
que não nos permite voltar atrás. A vossa cruz se torne para nós sinal de
vitória. Ajudai-nos a abraçá-la com amor para que possamos vislumbrar o
brilho da vossa ressurreição. Vós que viveis e reinais para sempre.

Todos: Amém.

Dirigente: Louvado será nosso Senhor Jesus Cristo.

Todos: Para sempre seja louvado.

PRIMEIRO MISTÉRIO - Mistérios Gozosos 1- A Anunciação à Nossa Senhora. A humildade 2- A Visitação à Sta. Isabel. A virtude da Caridade 3- O Nascimento de Nosso Senhor. O desapego ao material 4- A Apresentação do Menino. O oferecimento de nosso ser ao Pai 5- A perda no Templo. O Zelo Apostólico
Oração Inicial

Primeiro Mistério Luminoso: Batismo de Jesus no rio Jordão

«Depois que Jesus foi batizado, saiu logo da água. Eis que os céus se abriram e viu descer sobre ele, em forma de pomba, o Espírito de Deus. E do céu baixou uma voz: "Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição"» (Mt 3,16-17).

Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mistério), Glória ao Pai.
 

Segundo Mistério Luminoso: Auto-revelação de Jesus nas Bodas de Caná

«Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: "Eles já não têm vinho". Respondeu-lhe Jesus: "Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou". Disse, então, sua mãe aos serventes: "Fazei o que ele vos disser"». (Jo 2, 1-5)

Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mistério), Glória ao Pai.
 

Terceiro Mistério Luminoso: Anúncio do Reino de Deus

«Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho». (Mc 1, 15)

Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mistério), Glória ao Pai.
 

Quarto Mistério Luminoso: Transfiguração de Jesus

«Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha.Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura» (Mt 17, 1-2).

Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mistério), Glória ao Pai.
 

Quinto Mistério Luminoso: Instituição da Eucaristia

«Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: "Tomai e comei, isto é meu corpo"» (Mt 26, 26).

Pai Nosso, 10 Ave Marias (meditando o mi

Divino Jesus, nós Vos oferecemos este terço que vamos rezar, meditando nos mistérios da Vossa Redenção. Concedei-nos, por intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, as virtudes que nos são necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganharmos as indulgências desta santa devoção.
 Mistérios Dolorosos 1- A Oração no Horto. A Opção pelo sacrifício 2- A Flagelação do Senhor. O domínio corporal 3- A Coroação de espinhos. A retidão mental 4- Jesus carregando a Cruz. A Paciência 5- A Morte de Nosso Senhor. A aceitação da Vontade Divina.

Mistérios Gloriosos 1- A Ressurreição de Jesus. A virtude da Fé 2- A Ascensão do Senhor. A virtude da Esperança 3- O envio do Espírito Santo. O Amor Divino 4- A Assunção de Maria Santíssima. A Boa Morte 5- A Coroação de Nossa Senhora. A intercessão de Nossa Mãe .



Infinitas graças vos damos, Soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos liberais. Dignai-vos agora e para sempre tomar-nos debaixo de vosso poderoso amparo e para mais nos obrigar vos saudamos com uma Salve Rainha….
Salve Rainha
Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.





SIMULADOS DE LP E MATEMÁTICA

 









SIMULADOS 2 DE PORT E MAT





QUÍMICA. PARA NÃO TERMOS ATROPELO CADA ÍTEM SERÁ UM VÍDEO EXPLICATIVO.

 

Química no Enem

Os cálculos são pedidos para quantificar 

A prova de química do Enem é composta de aproximadamente 15 questões e os principais temas cobrados são: química orgânica, fenômenos químicos, estequiometria, eletroquímica, termoquímica, separação de misturas, ligações e interações, estudo das moléculas, radioatividade e química ambiental.

Questão 1

(Enem-2018) O grafeno é uma forma alotrópica do carbono constituído por uma folha planar (arranjo bidimensional) de átomos de carbono compactados e com a espessura de apenas um átomo. Sua estrutura é hexagonal, conforme a figura.Geometria do carbono

Nesse arranjo, os átomos de carbono possuem hibridação

a) sp de geometria linear.
b) sp2 de geometria trigonal planar.
c) sp3 alternados com carbonos com hibridação sp de geometria linear.
d) sp3d de geometria planar.
e) sp3d2 com geometria hexagonal planar.

Alternativa correta: b) sp2 de geometria trigonal planar.

A alotropia do carbono ocorre devido a sua capacidade de formar diferentes substâncias simples.

Por possuir 4 elétrons na camada de valência, o carbono é tetravalente, ou seja, tem a tendência de fazer 4 ligações covalentes. Essas ligações podem ser simples, dupla ou tripla.

Conforme as ligações que o carbono faz, muda-se a estrutura espacial da molécula para o arranjo que melhor acomoda os átomos.

A hibridação ocorre quando há a combinação dos orbitais e para o carbono pode ser: sp, sp2 e sp3, dependendo do tipo de ligações.

Hibridações do carbono
Hibridação e geometria do carbono

O número de orbitais híbridos é a soma das ligações sigma (σ) que o carbono faz, pois a ligação reto pi não hibridiza.

  • sp: 2 ligações sigma
  • sp2: 3 ligações sigma
  • sp3: 4 ligações sigma

A representação do alótropo grafeno em bolas e varetas, como mostra a figura da questão, não demonstra as verdadeiras ligações da substância.

Mas se observarmos uma parte da imagem, vemos que há um carbono, representando por bola, ligando-se a outros três carbonos formando uma estrutura como um triângulo.

Se o carbono precisa de 4 ligações e está ligado a outros 3 carbonos, então quer dizer que uma dessas ligações é dupla.

Por possuir uma ligação dupla e duas simples, o grafeno possui hibridação sp2 e, consequentemente, geometria trigonal planar.

As outras formas alotrópicas do carbono conhecidas são: grafite, diamante, fulereno e nanotubo. Embora todos sejam formados por carbono, os alótropos possuem propriedades distintas, provenientes das suas diferentes estruturas.

Ainda com dúvidas? Pergunta ao Ajudante IA do Toda Matéria
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Questão 2

(Enem-2017) O ácido acetilsalicílico, AAS (massa molar igual a 180 g/mol), é sintetizado a partir da reação do ácido salicílico (massa molar igual a 138 g/mol) com anidrido acético, usando-se ácido sulfúrico como catalisador, conforme a equação química:

Ácido acetilsalicílico

Após a síntese, o AAS é purificado e o rendimento final é de aproximadamente 50%. Devido às suas propriedades farmacológicas (antitérmico, analgésico, anti-inflamatório e antitrombótico), o AAS é utilizado como medicamento na forma de comprimidos, nos quais se emprega tipicamente uma massa de 500 mg dessa substância.

Uma indústria farmacêutica pretende fabricar um lote de 900 mil comprimidos, de acordo com as especificações do texto. Qual é a massa de ácido salicílico, em kg, que deve ser empregada para esse fim?

a) 293
b) 345
c) 414
d) 690
e) 828

Alternativa correta: d) 690.

1º passo: converter os números para facilitar os cálculos.

Massa de AASComprimidos fabricados
500 espaço mg igual a 500 espaço reto x espaço 10 à potência de menos 3 fim do exponencial espaço reto g igual a 0 vírgula 5 espaço reto g900.000 igual a 900 espaço x espaço 10 ao cubo

2º passo: com base no dado de quanto AAS é empregado em um comprimido, encontrar a massa total desse composto utilizada para fabricar 900 mil comprimidos.

espaço numerador 1 espaço comprimido sobre denominador 900 espaço reto x espaço 10 à potência de 3 espaço fim do exponencial comprimidos fim da fração igual a numerador 0 vírgula 5 espaço reto g espaço de espaço AAS sobre denominador reto m com 1 subscrito fim da fração reto m com 1 subscrito igual a numerador 0 vírgula 5 espaço reto g espaço de espaço AAS espaço x espaço 900 espaço reto x espaço 10 ao cubo espaço comprimidos espaço sobre denominador 1 espaço comprimido fim da fração reto m com 1 subscrito igual a 450 espaço reto x espaço 10 ao cubo reto g espaço de espaço AAS

O valor encontrado anteriormente refere-se a quantidade de AAS utilizada, mas pelo enunciado vemos que a quantidade produzida corresponde a um rendimento de 50%.

Por isso, antes de prosseguir com os cálculos, precisamos saber qual a massa de AAS produzida se todos os reagentes tivessem sido convertidos em produtos e o rendimento da reação fosse de 100%.

3º passo: calcular a massa de AAS para um rendimento de 100%.

numerador espaço 450 espaço reto x espaço 10 ao cubo reto g espaço de espaço AAS sobre denominador reto m com 2 subscrito fim da fração igual a numerador 50 ⁒ sobre denominador 100 ⁒ fim da fração reto m com 2 subscrito igual a numerador 450 espaço reto x espaço 10 ao cubo reto g espaço de espaço AAS espaço reto x espaço 100 ⁒ sobre denominador 50 ⁒ fim da fração reto m com 2 subscrito igual a espaço 900 espaço reto x espaço 10 ao cubo reto g espaço de espaço AAS

Observando a proporção estequiométrica da reação, vemos que 1 mol de ácido salicílico reage para formar 1 mol de AAS.

Com base nessa informação, calculamos a quantidade de ácido utilizada de acordo as massas molares apresentadas na questão.

4º passo: calcular a massa de ácido salicílico empregada na reação.

espaço 1 espaço mol espaço de espaço ácido espaço menos espaço espaço espaço espaço espaço espaço 1 espaço mol espaço de espaço AAS numerador 138 espaço reto g espaço de espaço ácido sobre denominador reto m com 3 subscrito fim da fração igual a numerador 180 espaço reto g espaço de espaço AAS sobre denominador 900 espaço reto x espaço 10 ao cubo espaço reto g espaço de espaço AAS fim da fração reto m com 3 subscrito igual a numerador 138 espaço reto g espaço de espaço ácido espaço reto x espaço 900 espaço reto x espaço 10 ao cubo espaço reto g espaço de espaço AAS sobre denominador 180 espaço reto g espaço de espaço AAS fim da fração reto m com 3 subscrito igual a 690 espaço reto x espaço 10 ao cubo espaço reto g espaço ou espaço 690 espaço kg espaço de espaço ácido espaço salicílico

Questão 3

(Enem-2018) Em 1938 o arqueólogo alemão Wilhelm König, diretor do Museu Nacional do Iraque, encontrou um objeto estranho na coleção da instituição, que poderia ter sido usado como pilha, similar às utilizadas em nossos dias. A suposta pilha, datada de cerca de 200 a.C., é constituída de um pequeno vaso de barro (argila) no qual foram instalados um tubo de cobre, uma barra de ferro (aparentemente corroída por ácido) e uma tampa de betume (asfalto), conforme ilustrado. Considere os potenciais-padrão de redução:

reto E à potência de reto teta espaço parêntese esquerdo Fe à potência de 2 mais fim do exponencial linha vertical Fe parêntese direito espaço igual a espaço menos 0 vírgula 44 espaço reto V ponto e vírgula espaço espaço reto E à potência de reto teta espaço parêntese esquerdo reto H à potência de mais linha vertical reto H com 2 subscrito parêntese direito espaço igual a espaço 0 vírgula 00 espaço reto V ponto e vírgula espaço reto e espaço reto E à potência de reto teta espaço parêntese esquerdo Cu à potência de 2 mais fim do exponencial linha vertical Cu parêntese direito espaço igual a espaço mais 0 vírgula 34 espaço reto V.Pilha
As pilhas de Bagdá e a acupuntura. Disponível em: http://jornalggn.com.br. Acesso em: 14 dez. 2014 (adaptado).

Nessa suposta pilha, qual dos componentes atuaria como cátodo?

a) A tampa de betume.
b) O vestígio de ácido.
c) A barra de ferro.
d) O tubo de cobre.
e) O vaso de barro.

Alternativa correta: d) O tubo de cobre.

Uma pilha é um dispositivo que transforma energia química em elétrica através de reações espontâneas.

Essa energia química é proveniente de reação de oxirredução, ou seja, há a transferência de elétrons.

O fluxo de elétrons ocorre quando uma substância é oxidada, cedendo elétrons, e outra substância é reduzida, recebendo os elétrons.

A reação de oxirredução mencionada na questão é a corrosão: uma barra de ferro foi aparentemente corroída por ácido.

Quem é corroído sofre oxidação. Dessa forma, temos que:

  • Barra de ferro: sofreu oxidação, cedendo elétrons ao ácido.
  • Ácido: sofreu redução, recebendo elétrons da barra de ferro.

Observe a figura abaixo:

pilha
Representação de uma pilha

Como vemos na imagem, uma pilha é formada por:

  • Ânodo: polo negativo da pilha, onde ocorre a oxidação e os elétrons migram a partir dele.
  • Cátodo: polo positivo da pilha, onde ocorre a redução e os elétrons serão recebidos.

Os potenciais-padrão de redução dados na questão nos dizem qual substância tem a maior facilidade em reduzir (ganhar elétrons) entre os metais ferro e cobre:

  • reto E à potência de reto teta espaço parêntese esquerdo Cu à potência de 2 mais fim do exponencial linha vertical Cu parêntese direito espaço igual a espaço mais 0 vírgula 34 espaço reto V.
  • reto E à potência de reto teta espaço parêntese esquerdo Fe à potência de 2 mais fim do exponencial linha vertical Fe parêntese direito espaço igual a espaço menos 0 vírgula 44 espaço reto V.

Quem possui o maior potencial de redução é o cobre, ou seja, espontaneamente tem a tendência de receber elétrons.

Se o cobre tem a tendência em receber elétrons, ele atua como cátodo (local onde ocorre a redução), e o ácido, por estar perto do cobre, irá receber os elétrons provenientes do ferro.

Como ocorreu um fluxo de elétrons, formou-se uma pilha.

Questão 4

(Enem-2018) Por meio de reações químicas que envolvem carboidratos, lipídeos e proteínas, nossas células obtêm energia e produzem gás carbônico e água. A oxidação da glicose no organismo humano libera energia, conforme ilustra a equação química, sendo que aproximadamente 40% dela é disponibilizada para atividade muscular.

reto C com 6 subscrito reto H com 12 subscrito reto O com 6 parêntese esquerdo reto s parêntese direito espaço subscrito fim do subscrito espaço mais espaço 6 reto O com 2 parêntese esquerdo reto g parêntese direito subscrito fim do subscrito espaço seta para a direita espaço 6 CO com 2 parêntese esquerdo reto g parêntese direito subscrito fim do subscrito espaço mais espaço 6 reto H com 2 subscrito reto O com parêntese esquerdo reto l parêntese direito subscrito fim do subscrito espaço espaço espaço espaço incremento com reto c subscrito reto H espaço igual a espaço menos 2800 espaço kJ

Considere as massas molares em (em g mol-1): reto H igual a 1 ponto e vírgula espaço reto C igual a 12 ponto e vírgula espaço reto O igual a 16.

LIMA, L.M.; FRAGA, C.A.M; BARREIRO, E.J. Química na saúde. São Paulo: Sociedade Brasileira de Química, 2010 (adaptado).

Na oxidação de 1,0 grama de glicose, a energia obtida para atividade muscular, em quilojoule, é mais próxima de

a) 6,2.
b) 15,6.
c) 70,0.
d) 622,2.
e) 1120,0.

Alternativa correta: a) 6,2.

A quantidade de energia envolvida depende das quantidades de reagentes e produtos que participam da reação.

reto C com 6 subscrito reto H com 12 subscrito reto O com 6 parêntese esquerdo reto s parêntese direito espaço subscrito fim do subscrito espaço mais espaço 6 reto O com 2 parêntese esquerdo reto g parêntese direito subscrito fim do subscrito seta para a direita espaço 6 CO com 2 parêntese esquerdo reto g parêntese direito subscrito fim do subscrito espaço mais espaço 6 reto H com 2 subscrito reto O com parêntese esquerdo reto l parêntese direito subscrito fim do subscrito espaço espaço espaço espaço incremento com reto c subscrito reto H espaço igual a espaço menos 2800 espaço kJ

Ou seja, a equação química indica que há a liberação de 2800 kJ quando:

1 mol de glicose reage com 6 mols de oxigênio e produzem 6 mols de gás carbônico e 6 mols de água.

Por isso, a variação de entalpia pode ser relacionada com qualquer componente da reação, desde que a equação esteja devidamente balanceada.

A questão pede que seja relacionado 1 g de glicose com a energia liberada.

Sendo assim, precisamos calcular a massa, em gramas, que está contida em 1 mol de glicose.

1º passo: calcular a massa molar da glicose.

Carbono (MM = 12 g/mol)6 x 12 igual a 72 espaço reto g dividido por mol
Hidrogênio (MM = 1 g/mol)12 x 1 igual a 12 espaço reto g dividido por mol
Oxigênio (MM = 16 g/mol)6 reto x 16 igual a 96 espaço reto g dividido por mol
Glicose: C6H12O672 mais 12 mais 96 igual a 180 espaço reto g dividido por mol

Usamos então a massa correspondente a 1 mol para encontrar a energia liberada em 1 g.

2º passo: relacionar a energia liberada com a quantidade de glicose em gramas.

numerador 180 espaço reto g espaço de espaço glicose sobre denominador 1 espaço reto g espaço de espaço glicose fim da fração igual a numerador 2800 espaço kJ sobre denominador reto E com 1 subscrito fim da fração reto E com 1 subscrito espaço igual a numerador 2800 espaço kJ espaço reto x espaço 1 espaço reto g espaço de espaço glicose sobre denominador 180 espaço reto g espaço de espaço glicose fim da fração reto E com 1 subscrito espaço aproximadamente igual espaço 15 vírgula 6 espaço kJ

Note que a questão se refere à energia utilizada para atividade muscular.

A energia encontrada anteriormente é a total, então, calculamos quanto representa 40% desse valor.

3º passo: calcular a energia obtida para atividade muscular.

numerador 15 vírgula 55 espaço kJ sobre denominador reto E com 2 subscrito fim da fração igual a numerador 100 ⁒ sobre denominador 40 ⁒ fim da fração reto E com 2 subscrito igual a numerador 15 vírgula 55 espaço kJ espaço reto x espaço 40 ⁒ sobre denominador 100 ⁒ fim da fração reto E com 2 subscrito aproximadamente igual espaço 6 vírgula 2 espaço kJ

Questão 5

(Enem-2017) A farinha de linhaça dourada é um produto natural que oferece grandes benefícios para o nosso organismo. A maior parte dos nutrientes da linhaça encontra-se no óleo desta semente, rico em substâncias lipossolúveis com massas moleculares elevadas. A farinha também apresenta altos teores de fibras proteicas insolúveis em água, celulose, vitaminas lipossolúveis e sais minerais hidrossolúveis.

Considere o esquema, que resume um processo de separação dos componentes principais da farinha de linhaça dourada. Separação de mistura

O óleo de linhaça será obtido na fração

a) Destilado 1.
b) Destilado 2.
c) Resíduo 2.
d) Resíduo 3.
e) Resíduo 4.

Alternativa correta: e) Resíduo 4.

Os componentes da farinha de linhaça que serão separados são:

  • óleo da semente (rico em substâncias lipossolúveis com massas moleculares elevadas)
  • vitaminas lipossolúveis
  • fibras proteicas insolúveis em água
  • celulose
  • sais minerais hidrossolúveis

A primeira etapa do processo de separação é a dissolução: adição de éter etílico, seguido de agitação.

O éter etílico é um solvente apolar e com a agitação ocorrerá a separação entre substâncias solúveis no solvente orgânico e resíduos que não solubilizaram.

filtração fez com que essa mistura heterogênea fosse separada em resíduo 1 e extrato etéreo.

Resíduo 1Fase orgânica (apolar)
Fibras proteicasÓleo da semente
CeluloseVitaminas lipossolúveis
Sais hidrossolúveis

As fibras proteicas e celulose são insolúveis em água, mas devido as suas grandes cadeias carbônicas não tem interação forte com o solvente orgânico, por isso saíram no resíduo 1.

Pela destilação, o extrato etéreo tem seus componentes separados pelo ponto de ebulição. Através do aquecimento, a substância de menor ponto de ebulição é vaporizada e depois condensada.

Quanto maior a massa molecular de um composto, maior o seu ponto de ebulição. Por isso, nessa etapa:

  • O solvente éter etílico é recuperado como destilado 1
  • O óleo de linhaça é separado como resíduo 4 (por ter massa molecular elevada)

Para as outras etapas, temos que:

A adição de água, seguida de agitação, fez com que os compostos presentes no resíduo 1 e solúveis em água fossem dissolvidos, que são os sais hidrossolúveis.

Pela filtração, o resíduo 2 é separado, contendo fibras proteicas e celulose.

O extrato aquoso, ao passar por destilação, separou os componentes por ponto de ebulição:

  • A água (menor ponto de ebulição) evapora e é condensada como destilado 2
  • O resíduo 3 é composto por sais
separação do óleo de linhaça
Componentes extraídos da farinha de linhaça

Questão 6

(Enem-2017) Partículas microscópicas existentes na atmosfera funcionam como núcleos de condensação de vapor de água que, sob condições adequadas de temperatura e pressão, propiciam a formação das nuvens e consequentemente das chuvas. No ar atmosférico, tais partículas são formadas pela reação de ácidos parêntese esquerdo HX parêntese direito com a base NH com 3 subscrito, de forma natural ou antropogênica, dando origem a sais de amônio parêntese esquerdo NH com 4 subscrito reto X parêntese direito, de acordo com a equação química genérica:

HX com parêntese esquerdo reto g parêntese direito espaço subscrito fim do subscrito mais espaço NH com 3 parêntese esquerdo reto g parêntese direito subscrito fim do subscrito espaço seta para a direita espaço NH com 4 subscrito reto X com parêntese esquerdo reto s parêntese direito subscrito fim do subscrito

FELIX, E.P.; CARDOSO, A.A. Fatores ambientais que afetam a precipitação úmida. Química Nova na Escola, n. 21, maio 2015 (adaptado).

A fixação das moléculas de vapor de água pelos núcleos de condensação ocorre por:

a) ligações iônicas.
b) interações dipolo-dipolo.
c) interações dipolo-dipolo induzido.
d) interações íon-dipolo.
e) ligações covalentes.

Alternativa correta: d) interações íon-dipolo.

A chuva se forma quando há condensação do vapor de água, e essa condensação ocorre em superfícies chamadas de núcleos de condensação, que são os sais de amônio.

Esses núcleos fazem as moléculas de água ficarem juntas ao ponto de ocorrer precipitação na forma de chuva.

Sais de amônio são compostos formados por íons, cátions (NH4+) e ânions (X-), unidos por ligações iônicas.

A água é uma molécula unida por ligação covalente que contém:

  • Dois átomos de hidrogênio (polos positivos)
  • Um átomo de oxigênio (polo negativo)

A geometria angular da água faz com que o lado dos hidrogênios seja o mais eletropositivo e o lado do oxigênio seja o mais eletronegativo, tornando a molécula um dipolo elétrico permanente.

Quando o lado positivo da água passa a atrair o lado negativo de uma molécula de água vizinha ocorre interações dipolo-dipolo.

Mas, quando a água interage com os núcleos de condensação, o composto iônico dissocia-se e seus íons são solvatados pelas moléculas de água.

solvatação de sais de amônio
Interação da água com sais de amônio

O polo negativo da água interage com o íon positivo (cátion) e o polo positivo da água interage com o íon negativo (ânion).

Dessa forma, a fixação das moléculas de vapor de água pelos núcleos de condensação ocorre devido a interação íon-dipolo.

Questão 7

(Enem-2018) As abelhas utilizam a sinalização química para distinguir a abelha-rainha de uma operária, sendo capazes de reconhecer diferenças entre moléculas. A rainha produz o sinalizador químico conhecido como ácido 9-hidroxidec-2-enoico, enquanto as abelhas-operárias produzem o ácido 10-hidroxidec-2-enoico. Nós podemos distinguir as abelhas-operárias e rainhas por sua aparência, mas, entre si, elas usam essa sinalização química para perceber a diferença. Pode-se dizer que veem por meio da química.

LE COUTEUR, P.; BURRESON, J. Os botões de Napoleão: as 17 moléculas que mudaram a história. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006 (adaptado).

As moléculas dos sinalizadores químicos produzidas pelas abelhas rainha e operária possuem diferença na

a) fórmula estrutural.
b) fórmula molecular.
c) identificação dos tipos de ligação.
d) contagem do número de carbonos.
e) identificação dos grupos funcionais.

Alternativa correta: a) fórmula estrutural.

Analisando o nome dos compostos, temos:

9-hidroxidec-2-enoico10-hidroxidec-2-enoico
9-hidroxihidroxila no carbono 910-hidroxihidroxila no carbono 10
dec10 carbonosdec10 carbonos
2-enligação dupla no carbono 22-enligação dupla no carbono 2
oicoterminação para ácido carboxílicooicoterminação para ácido carboxílico

Desenhando os compostos, chegamos as seguintes estruturas:

Abelhas
RainhaOperárias
sinalizador químico da abelha rainhasinalização de abelha operária

Com isso, podemos observar que as duas estruturas:

Possuem o mesmo número de carbonos10 carbonos
Possuem o mesmo tipo de ligaçãoligação covalente
Possuem os mesmos grupos funcionaisálcool (OH) e ácido carboxílico (COOH)
Possuem a mesma fórmula molecularC10H18O3

A diferença entre os sinalizadores está na posição da hidroxila (OH), pois para a rainha está no carbono 9 e para as operárias está no carbono 10.

Esses dois compostos são isômeros estruturais, possuem a mesma fórmula molecular, mas as formas como os átomos se ligam são diferentes.

Dessa forma, ocorre então uma diferença estrutural que distingue umas das outras.

Questão 8

(Enem-2017) A técnica do carbono-14 permite a datação de fósseis pela medição dos valores de emissão beta desse isótopo presente no fóssil. Para um ser em vida, o máximo são 15 emissões beta/(min g). Após a morte, a quantidade de 14C se reduz pela metade a cada 5 730 anos.

A prova do carbono 14. Disponível em: http://noticias.terra.com.br. Acesso em: 09 nov. 2013 (adaptado).

Considere que um fragmento fóssil de massa igual a 30 g foi encontrado em um sítio arqueológico, e a medição de radiação apresentou 6 750 emissões beta por hora. A idade desse fóssil, em anos, é

a) 450.
b) 1 433.
c) 11 460.
d) 17 190.
e) 27 000.

Alternativa correta: c) 11 460.

O fragmento de fóssil encontrado possui massa igual a 30 g e 6750 emissões beta por hora.

1º passo: calcular as emissões beta para cada grama do fóssil.

numerador 6750 espaço começar estilo mostrar tipográfico reto beta sobre reto h fim do estilo sobre denominador 30 espaço reto g fim da fração igual a 225 espaço tipográfico numerador reto beta sobre denominador parêntese esquerdo reto h espaço reto g parêntese direito fim da fração

2º passo: calcular as emissões por minuto.

225 espaço tipográfico numerador reto beta sobre denominador parêntese esquerdo reto h espaço reto g parêntese direito fim da fração espaço menos espaço 1 reto h espaço espaço espaço espaço espaço espaço espaço espaço reto E com reto beta subscrito espaço espaço espaço espaço espaço espaço espaço espaço espaço espaço espaço menos espaço espaço 60 espaço min espaço reto E com reto beta subscrito espaço igual a espaço numerador 225 espaço tipográfico numerador reto beta sobre denominador parêntese esquerdo reto h espaço reto g parêntese direito fim da fração espaço sinal de multiplicação espaço 60 espaço min sobre denominador 1 espaço reto h fim da fração espaço reto E com reto beta subscrito espaço igual a 3 vírgula 75 espaço tipográfico numerador reto beta sobre denominador parêntese esquerdo min espaço reto g parêntese direito fim da fração

A quantidade de emissões beta de um organismo vivo é de 15 emissões beta/(min g), mas se reduz pela metade a cada 5 730 anos.

Devemos, então, contar quantas vezes ocorreu a redução da atividade radioativa, partindo de 15 emissões beta/(min g), até chegar em 3,75 emissões beta/(min g).

3º passo: calcular a quantidade de reduções pela metade das emissões beta.

numerador 15 espaço tipográfico numerador reto beta sobre denominador parêntese esquerdo min espaço reto g parêntese direito fim da fração sobre denominador 2 fim da fração seta para a direita com espaço em branco sobrescrito numerador 7 vírgula 5 espaço tipográfico numerador reto beta sobre denominador parêntese esquerdo min espaço reto g parêntese direito fim da fração sobre denominador 2 fim da fração seta para a direita com espaço em branco sobrescrito 3 vírgula 75 espaço tipográfico numerador reto beta sobre denominador parêntese esquerdo min espaço reto g parêntese direito fim da fração

Como a radiação emitida caiu pela metade duas vezes, calcular quantos anos se passou para que isso ocorresse, sabendo que as emissões caem pela metade a cada 5 730 anos.

4º passo: calcular a idade do fóssil.

stack attributes charalign center stackalign right end attributes 5730 row reto x nada 2 end row horizontal line 11460 end stack

A idade do fóssil é de 11 460 anos.

Questão 9

(Enem-2018) Companhias que fabricam jeans usam cloro para o clareamento, seguido de lavagem. Algumas estão substituindo o cloro por substâncias ambientalmente mais seguras como peróxidos, que podem ser degradados por enzimas chamadas peroxidases. Pensando nisso, pesquisadores inseriram genes codificadores de peroxidases em leveduras cultivadas nas condições de clareamento e lavagem dos jeans e selecionaram as sobreviventes para produção dessas enzimas.

TORTORA, G.J.; FUNKE, B.R.; CASE, C.L. Microbiologia. Rio de Janeiro: Artmed, 2016 (adaptado).

Nesse caso, o uso dessas leveduras modificadas objetiva

a) reduzir a quantidade de resíduos tóxicos nos efluentes da lavagem.
b) eliminar a necessidade de tratamento da água consumida.
c) elevar a capacidade de clareamento dos jeans.
d) aumentar a resistência do jeans a peróxidos.
e) associar ação bactericida ao clareamento.

Alternativa correta: a) reduzir a quantidade de resíduos tóxicos nos efluentes da lavagem.

O cloro tem grande aplicação industrial como branqueador por causa de seu custo e eficiência.

Entretanto, novas alternativas estão sendo buscadas devido a formação de compostos organoclorados nos efluentes industriais quando os íons de cloro entram em contato com matéria orgânica.

Elevadas concentrações desse elemento podem ter efeitos tóxicos, por exemplo:

  • O acúmulo dos íons cloro, transportados pela água, podem causar queimaduras nas folhas das plantas
  • Os efluentes podem se tornar geradores de mutagenicidade

A vantagem de substituir o cloro por peróxidos é que os peróxidos são degradados por enzimas e, assim, diminui-se a quantidade de resíduos tóxicos nos efluentes de lavagem.

Além do peróxido, outros compostos químicos e microrganismos podem estar presentes nos efluentes, então, o uso de peroxidases não elimina o tratamento da água.