sábado, 28 de fevereiro de 2026

Ano LXI – CAMOCIM-CE, 1 de março de 2026. Nº 18 SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA ANO A – São Mateus – Cor litúrgica: roxo .Formulário de Missa

 

Ano LXI – CAMOCIM-CE, 1 de março de 2026. Nº 18 SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA ANO A – São Mateus – Cor litúrgica: roxo .Formulário de Missa – MR., p.178-179 CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2026: “Fraternidade e Moradia” A.: A Transfiguração de Jesus acontece para manifestar sua glória divina, porém, ao mesmo tempo, indica o caminho da cruz, sem a qual não haverá ressurreição nem glorificação. Assim, Jesus ensina seus discípulos a permanecerem firmes na fé em vista dos sofrimentos da Paixão. Portanto, irmãos e irmãs, nesta Santa Missa, desejamos que a graça divina nos fortaleça diante das tribulações. Iniciemos com o canto de abertura. RITOS INICIAIS 1. CANTO DE ABERTURA – L. e M.: Pe. José Weber, SVD R.: EIS O TEMPO DE CONVERSÃO, EIS O DIA DA SALVAÇÃO: AO PAI VOLTEMOS, JUNTOS ANDEMOS. EIS O TEMPO DE CONVERSÃO!/ 1. Os caminhos do Senhor são verdade, são amor: dirigi os passos meus, em vós espero, ó Senhor! Ele guia ao bom caminho quem errou e quer voltar: Ele é bom, fiel e justo, Ele busca e vem salvar./ 2. Viverei com o Senhor: Ele é o meu sustento. Eu confio, mesmo quando minha dor não mais aguento. Tem valor aos olhos seus meu sofrer e meu morrer: libertai o vosso servo e fazei-o reviver!/ 3. A Palavra do Senhor é a luz do meu caminho; Ela é vida, é alegria: vou guardá-la com carinho. Sua lei, seu mandamento é viver a caridade: caminhemos todos juntos, construindo a unidade! 2. SAUDAÇÃO INICIAL P.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T.: AMÉM. P.: A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco. T.: BENDITO SEJA DEUS, QUE NOS REUNIU NO AMOR DE CRISTO. 3. ATO PENITENCIAL P.: O Senhor Jesus, que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama a segui-lo fielmente. Reconheçamos ser pecadores e invoquemos com confiança a misericórdia do Pai. (breve silêncio) P.: Confessemos os nossos pecados. T.: CONFESSO A DEUS TODO-PODEROSO E A VÓS, IRMÃOS E IRMÃS, QUE PEQUEI MUITAS VEZES POR PENSAMENTOS E PALAVRAS, ATOS E OMISSÕES, e, batendo no peito, dizer: POR MINHA CULPA, MINHA CULPA, MINHA TÃO GRANDE CULPA. E PEÇO À VIRGEM MARIA, AOS ANJOS E SANTOS E A VÓS, IRMÃOS E IRMÃS, QUE ROGUEIS POR MIM A DEUS, NOSSO SENHOR. P.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. T.: AMÉM. P.: Kýrie, eléison. T.: KÝRIE, ELÉISON. P.: Christe, eléison. T.: CHRISTE, ELÉISON. P.: Kýrie, eléison. T.: KÝRIE, ELÉISON. 4. COLETA (Omite-se o Hino do Glória). P.: OREMOS: (breve silêncio) Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai-nos com a vossa palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. T.: AMÉM. LITURGIA DA PALAVRA A.: A Palavra divina nos fortalece em meio às tribulações. Ouçamos com atenção. 5. PRIMEIRA LEITURA – Gn 12,1-4a Leitura do Livro do Gênesis. 1Naqueles dias, o Senhor disse a Abrão: “Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar. 2Farei de ti um grande povo e te abençoarei: engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção. 3Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!”. 4aE Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito. Palavra do Senhor. T.: GRAÇAS A DEUS. 6. SALMO RESPONSORIAL – Salmo 32/33 R.: SOBRE NÓS VENHA, SENHOR, A VOSSA GRAÇA, VENHA A VOSSA SALVAÇÃO!/ 1. Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça./ 2. Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria./ 3. No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos! 7. SEGUNDA LEITURA – 2Tm 1,8b-10 Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo. Caríssimo: 8bSofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus. 9Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não devido às nossas obras, mas em virtude do seu desígnio e da sua graça, que nos foi dada em Cristo Jesus desde toda a eternidade. 10Esta graça foi revelada agora, pela manifestação de nosso Salvador, Jesus Cristo. Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho. Palavra do Senhor. T.: GRAÇAS A DEUS. 8. ACLAMAÇÃO R.: LOUVOR A VÓS, Ó CRISTO, REI DA ETERNA GLÓRIA!/ V.: Numa nuvem resplendente, fez-se ouvir a voz do Pai: eis o meu Filho muito amado, escutai-o, todos vós. (Lc 9,35) 9. EVANGELHO – Mt 17,1-9 P.: O Senhor esteja convosco. T.: ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS. P.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T.: GLÓRIA A VÓS, SENHOR! P.: Naquele tempo, 1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias”. 5 Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!” 6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7 Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos, e não tenhais medo”. 8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”. Palavra da Salvação. T.: GLÓRIA A VÓS, SENHOR. 10. HOMILIA 11. PROFISSÃO DE FÉ Creio em Deus Pai, todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, (faz-se inclinação nas palavras destacadas) que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. amém. 12. ORAÇÃO DOS FIÉIS P.: Irmãos caríssimos, elevemos nossas preces a Deus, nosso Pai, que nos convida a participar de Sua vida. Digamos confiantes: Ouvi-nos, Senhor! T.: OUVI-NOS, SENHOR! 1) Que, neste tempo quaresmal, os pastores e fiéis de nossa Arquidiocese, possam escutar atentos o apelo à conversão e coloquem em prática as obras de misericórdia, nós Vos pedimos. T.: OUVI-NOS, SENHOR! 2) Por aqueles que nos governam, para que possam defender os direitos dos pobres, com políticas públicas que promovam sua dignidade, nós Vos pedimos. T.: OUVI-NOS, SENHOR! 3) Pelos seminaristas, noviços e noviças, para que sejam formados na alegria do evangelho e no testemunho da santidade, nós Vos pedimos. T.: OUVI-NOS, SENHOR! 4) Por todos nós aqui reunidos em oração, para que, contemplando a face do Cristo transfigurado, encontremos a força necessária para enfrentar as provações do dia a dia, nós Vos pedimos. T.: OUVI-NOS, SENHOR! (preces espontâneas): P.: Tudo isso vos pedimos, ó Pai de bondade, por Vosso Filho Jesus Cristo e Senhor Nosso, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. T.: AMÉM. LITURGIA EUCARÍSTICA 13. APRESENTAÇÃO DOS DONS – Ez 36,26-28 | L. e M.: José Alves R.: O VOSSO CORAÇÃO DE PEDRA SE CONVERTERÁ EM NOVO, EM NOVO CORAÇÃO./ 1. Tirarei de vosso peito/ vosso coração de pedra;/ no lugar colocarei/ novo coração de carne./ 2. Dentro em vós eu plantarei,/ plantarei o meu espírito:/ amareis os meus preceitos,/ seguireis o meu amor./ 3. Dentre todas as nações,/ com amor vos tirarei;/ qual pastor vos guiarei/ para a terra, a vossa Pátria./ 4. Esta terra habitareis:/ foi presente a vossos pais/ e sereis sempre o meu povo,/ e eu serei o vosso Deus. 14. P.: Orai, irmãos e irmãs, para que esta nossa família reunida em nome de Cristo, possa oferecer um sacrifício que seja aceito por Deus Pai todo-poderoso. T.: RECEBA O SENHOR POR TUAS MÃOS ESTE SACRIFÍCIO, PARA GLÓRIA DO SEU NOME, PARA NOSSO BEM E DE TODA A SUA SANTA IGREJA. 15. SOBRE AS OFERENDAS P.: Estas oferendas, Senhor, apaguem os nossos pecados e santifiquem os corpos e as mentes dos vossos fiéis para a celebração da Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. 16. ORAÇÃO EUCARÍSTICA III – MR., p.545 – Prefácio: A transfiguração do Senhor – MR., p.178-179 P.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, nosso Senhor. Tendo predito aos discípulos a própria morte, Jesus lhes mostra, na montanha sagrada, todo o seu esplendor, e com o testemunho da Lei e dos Profetas nos ensina que, pela paixão, chegará à glória da ressurreição. Por isso, com as forças celestiais, vos celebramos sempre aqui na terra e proclamamos sem cessar a vossa grandeza, cantando (dizendo) a uma só voz: T.: SANTO, SANTO, SANTO... P.: Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir para vós um povo que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr do sol, um sacrifício perfeito. Por isso, ó Pai, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas a fim de que se tornem o Corpo e o Sangue de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, que nos mandou celebrar estes mistérios. T.: ENVIAI O VOSSO ESPÍRITO SANTO! P.: Na noite em que ia ser entregue, Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos, dizendo: “TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS”. Do mesmo modo, no fim da Ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, pronunciou a bênção de ação de graças, e o deu a seus discípulos, dizendo: “TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM”. Mistério da fé para a salvação do mundo! T.: SALVADOR DO MUNDO, SALVAI-NOS, VÓS QUE NOS LIBERTASTES PELA CRUZ E RESSURREIÇÃO. P.: Celebrando agora, ó Pai, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua gloriosa ressurreição e ascensão ao céu, e enquanto esperamos sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício vivo e santo. T.: ACEITAI, Ó SENHOR, A NOSSA OFERTA! P.: Olhai com bondade a oblação da vossa Igreja e reconhecei nela o sacrifício que nos reconciliou convosco; concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, repletos do Espírito Santo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito. T.: O ESPÍRITO NOS UNA NUM SÓ CORPO! P.: Que o mesmo Espírito faça de nós uma eterna oferenda para alcançarmos a herança com os vossos eleitos: a santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os vossos santos Apóstolos e gloriosos Mártires, (Santo do dia ou padroeiro) e todos os Santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença. T.: FAZEI DE NÓS UMA PERFEITA OFERENDA! P.: Nós vos suplicamos, Senhor, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja que caminha neste mundo com o vosso servo o Papa Leão e o nosso Bispo , com os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e diáconos, os outros ministros e o povo por vós redimido. Atendei propício às preces desta família, que reunistes em vossa presença. Reconduzi a vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro. T.: LEMBRAI-VOS, Ó PAI, DA VOSSA IGREJA! P.: Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar nos eternamente da vossa glória, por Cristo, Senhor nosso. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça. Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos. T.: AMÉM. 17. RITO DA COMUNHÃO 18. CANTO DE COMUNHÃO – L.: Mt 17,5 e Sl 134 | M.: Pe. José Weber, SVD R.: UMA VOZ DO CÉU RESSOA: “EIS MEU FILHO MUITO AMADO: NELE ESTÁ MEU BEM QUERER, ESCUTAI O QUE ELE DIZ”./ 1. Louvai o Senhor, bendizei-o; louvai o Senhor, servos seus. Louvai o Senhor, porque é bom; cantai ao seu nome suave!/ 2. Eu bem sei que o Senhor é tão grande, que é maior do que todos os deuses. Ele faz tudo quanto lhe agrada, nas alturas dos céus e na terra./ R.: UMA VOZ DO CÉU RESSOA: “EIS MEU FILHO MUITO AMADO: NELE ESTÁ MEU BEM-QUERER, ESCUTAI O QUE ELE DIZ”./ 3. Ó Senhor, vosso nome é eterno; para sempre é a vossa lembrança. O Senhor faz justiça a seu povo e é bondoso com aqueles que o servem. 19. DEPOIS DA COMUNHÃO P.: OREMOS: (breve silêncio) Nós comungamos, Senhor, no mistério da vossa glória, e nos empenhamos em render-vos graças, porque nos concedeis, ainda na terra, participar dos bens do céu. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. 20. ORAÇÃO VOCACIONAL P.: REZEMOS JUNTOS: Nós vos rogamos, ó Bom Jesus: enviai operários para a vossa messe, pois a messe é grande e os operários são poucos. Olhais nossas necessidades e dai-nos religiosos e religiosas dedicados, santos sacerdotes para pastorear o vosso povo e famílias zelosas e generosas. Maria, Mãe e Rainha das vocações, rogai por nós. T.: AMÉM. 21. ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2026 Deus, nosso Pai, em Jesus, vosso Filho, viestes morar entre nós e nos ensinastes o valor da dignidade humana. Nós vos agradecemos por todas as pessoas e grupos que, sob o impulso do Espírito Santo, se empenham em prol da moradia digna para todos. Nós vos suplicamos: dai-nos a graça da conversão, para ajudarmos a construir uma sociedade mais justa e fraterna, com terra, teto e trabalho para todas as pessoas, a fim de, um dia, habitarmos convosco, a casa do Céu. AMÉM. RITOS FINAIS 22. BREVES AVISOS 23. ORAÇÃO SOBRE O POVO E BÊNÇÃO FINAL – MR., p.179 P.: O Senhor esteja convosco. T.: ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS. P. ou Diác.: Inclinai-vos para receber a bênção. P.: Abençoai generosamente, Senhor, os vossos fiéis e fazei-os aderir ao Evangelho do vosso Filho; possam desejar sempre e, um dia, felizes alcançar a mesma glória que ele revelou aos Apóstolos. Por Cristo, nosso Senhor. T.: AMÉM. P.: E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo desça sobre vós e permaneça para sempre. T.: AMÉM. P. ou Diác.: Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe. T.: GRAÇAS A DEUS. LEITURAS DA SEMANA Seg.: Dn 9,4b-10; Sl 78(79), 8.9.11.13; Lc 6,36-38; Ter.: Is 1,10.16-20; Sl 49(50), 8-9.16bc-17.21.23; Mt 23,1-12; Qua.: Jr 18,18-20; Sl 30(31), 5-6.14.15-16; Mt 20,17-28; Qui.: Jr 17,5-10; Sl 1,1-2.3.4 e 6; Lc 16,19-31; Sex.: Gn 37,3-4.12-13a.17b-28; Sl 104(105), 16-17.18-19.20-21; Mt 21,33-43.45-46; Sáb.: Mq 7,14-15.18-20; Sl 102(103), 1-2.3-4.9-10.11-12; Lc 15,1-3.11-32. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

MOMENTO DA REDAÇÃO - EXEMPLOS DE REDAÇÕES VENCEDORAS. LEIA ,ESCUTE E FAÇA DO SEU JEITO NO SEU CADERNO.

 


Os candidatos do Enem sabem o quanto é difícil obter a tão sonhada nota 1000 (menos de 1% dos participantes conseguem esse feito). Analisar redações que atingiram essa pontuação máxima é um excelente ponto de partida.

A seguir, você confere exemplos comentados dessas produções de destaque. Mas, mais do que observar, o que realmente faz a diferença é a prática constante aliada a um bom feedback.

Redação nota 1000 do Enem 2021

Tema: Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil
Autor: Gabriel Borges

Norberto Bobbio, cientista político italiano, afirma que a democracia é um processo que tem, em seu cerne, o objetivo de garantia a representatividade política de todas as pessoas. Para que o mecanismo democrático funcione, então, é fundamental apresentar uma rede estatal que dê acesso a diversos recursos, como alimentação, moradia, educação, segurança, saúde e participação eleitoral. Contudo, muitos brasileiros, por não terem uma certidão de nascimento, são privados desses direitos básicos e têm seus próprios papéis de cidadãos invisibilizados. Logo, deve-se discutir as raízes históricas desse problema e as suas consequências nocivas.

Primeiramente, vê-se que o apagamento social gerado pela falta de registro civil apresenta suas origens no passado. Para o sociólogo Karl Marx, as desigualdades são geradas por condições econômicas anteriores ao nascimento de cada ser, de forma que, infelizmente, nem todos recebam as mesmas oportunidades financeiras e sociais ao longo da vida. Sob esse viés, o materialismo histórico de Marx é válido para analisar o drama dos que vivem sem certificado de nascimento no Brasil, pois é provável que eles pertençam a linhagens familiares que também não tiveram acesso ao registro. Assim, a desigualdade social continua sendo perpetuada, afetando grupos que já foram profundamente atingidos pelas raízes coloniais e patriarcais da nação. Dessa forma, é essencial que o governo quebre esse ciclo que exclui, sobretudo, pobres, mulheres, indígenas e pretos.

Além disso, nota-se que esse processo injusto cria chagas profundas na democracia nacional. No livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, é apresentada a história de uma família sertaneja que luta para sobreviver sem apoio estatal. Nesse contexto, os personagens Fabiano e Sinhá Vitória têm dois filhos que não possuem certidão de nascimento. Por conta dessa situação de registro irregular, os dois meninos sequer apresentam nomes, o que é impensável na sociedade contemporânea, uma vez que o nome de um indivíduo faz parte da construção integral da sua identidade. Ademais, as crianças retratadas na obra são semelhantes a muitas outras do Brasil que não usufruem de políticas públicas da infância e da adolescência devido à falta de documentos, o que precisa ser modificado urgentemente para que se estabeleça uma democracia realmente participativa tal qual aquela prevista por Bobbio.

Portanto, o registro civil deve ser incentivado de maneira mais efetiva no país. O Estado criará um mutirão nacional intitulado “Meu Registro, Minha Identidade”. Esse projeto funcionará por meio da união entre movimentos sociais, comunidades locais e órgãos governamentais municipais, estaduais e federais, visto que é necessária uma ação coletiva visando a consolidação da cidadania brasileira. Com o trabalho desses agentes, serão enviados profissionais a todas as cidades em busca de pessoas que, finalmente, terão suas certidões de nascimento confeccionadas, além de receberem acompanhamento e incentivo para a realização de cadastro em outros serviços importantes do sistema nacional. Por conseguinte, o Brasil estará agindo ativamente para reparar suas injustiças históricas e para solidificar sua democracia, de maneira que os seus cidadãos sejam vistos igualmente.

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Redação nota 1000 do Enem 2020

Tema: O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Autor: Julia Vieira

No filme estadunidense “Coringa”, o personagem principal, Arthur Fleck, sofre de um transtorno mental que o faz ter episódios de riso exagerado e descontrolado em público, motivo pelo qual é frequentemente atacado nas ruas. Em consonância com a realidade de Arthur, está a de muitos cidadãos, já que o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira ainda configura um desafio a ser sanado. Isso ocorre, seja pela negligência governamental nesse âmbito, seja pela discriminação desta classe por parcela da população verde-amarela. Dessa maneira, é imperioso que essa chaga social seja resolvida, a fim de que o longa norte-americano não mais reflita o contexto atual da nação.

Nessa perspectiva, acerca da lógica referente aos transtornos da mente, é válido retomar o aspecto supracitado quanto à omissão estatal neste caso. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país que apresenta o maior número de casos de depressão da América Latina e, mesmo diante desse cenário alarmante, os tratamentos às doenças mentais, quando oferecidos, não são, na maioria das vezes, eficazes. Isso acontece pela falta de investimento público em centros especializados no cuidado para com essas condições. Consequentemente, muitos portadores, sobretudo aqueles de menor renda, não são devidamente tratados, contribuindo para sua progressiva marginalização perante o corpo social. Este quadro de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, mas que não cumprem seu papel com eficácia. Desse modo, é imprescindível que, para a refutação da teoria do estudioso polonês, essa problemática seja revertida.

Paralelamente ao descaso das esferas governamentais nessa questão, é fundamental o debate acerca da aversão de parte dos civis ao grupo em pauta, uma vez que ambos são impasses para sua completa socialização. Esse preconceito se dá pelos errôneos ideais de felicidade disseminados na sociedade como metas universais. Entretanto, essas concepções segregam os indivíduos entre os “fortes” e os “fracos”, em que tais fracos, geralmente, integram a classe em discussão, dado que não atingem essas metas estabelecidas, como a estabilidade emocional. Por conseguinte, aqueles que não alcançam os objetivos são estigmatizados e excluídos do tecido social. Tal conjuntura segregacionista - os que possuem algum tipo de transtorno, nesse caso - na teia social. Dessa maneira, essa problemática urge ser solucionada para que o princípio da alemã seja validado no país tupiniquim.

Portanto, são essenciais medidas operantes para a reversão do estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira. Para isso, compete ao Ministério da Saúde investir na melhora da qualidade dos tratamentos a essas doenças nos centros públicos especializados de cuidados, destinando mais medicamentos e contratando, por concursos, mais profissionais da área, como psiquiatras e enfermeiros. Isso deve ser feito por meio de recursos autorizados pelo Tribunal de Contas da União - órgão que opera feitos públicos - com o fito de potencializar o atendimento a esses pacientes e oferecê-los um tratamento eficaz. Ademais, palestras devem ser realizadas em espaços públicos sobre os malefícios das falsas concepções de prazer e da importância do acolhimento dos vulneráveis. Assim, os ideais inalcançáveis não mais serão instrumentos segregadores e, finalmente, a cotação de Fleck não mais representará a dos brasileiros.

Redações nota 1000 do Enem 2019

Tema: Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Autor: Gabriel Melo Caldas Nogueira

Para o filósofo escocês David Hume, a principal característica que difere o ser humano dos outros animais é o poder de seu pensamento, habilidade que o permite ver aquilo que nunca foi visto e ouvir aquilo que nunca foi ouvido. Sob essa ótica, vê-se que o cinema representa a capacidade de transpor para a tela as ideias e os pensamentos presentes no intelecto das pessoas, de modo a possibilitar a criação de novos universos e, justamente por esse potencial cognitivo, ele é muito relevante. É prudente apontar, diante disso, que a arte cinematográfica deve ser democratizada, em especial no Brasil – país rico em expressões culturais que podem dialogar com esse modelo artístico –, por razões que dizem respeito tanto à sociedade quanto às leis.

Em primeiro lugar, é válido frisar que o cinema dialoga com uma elementar necessidade social e, consequentemente, não pode ser deixada em segundo plano. Para entender essa lógica, pode-se mencionar o renomado historiador holandês Johan Huizinga, o qual, no livro “Homo Ludens”, ratifica a constante busca humana pelo prazer lúdico, pois ele promove um proveitoso bem-estar. É exatamente nessa conjuntura que se insere o fenômeno cinematográfico, uma vez que ele, ao possibilitar a interação de vários indivíduos na contemplação do espetáculo, faz com que a plateia participe das histórias, de forma a compartilhar experiências e vivências – o que representa o fator lúdico mencionado pelo pensador. É perceptível, portanto, o louvável elemento benfeitor dessa criação artística, capaz de garantir a coesão da comunidade.

Em segundo lugar, é oportuno comentar que o cenário do cinema supracitado remete ao que defende o arcabouço jurídico do país. Isso porque o artigo 215 da Constituição Federal é claro em caracterizar os bens culturais como um direito de todos, concebidos com absoluta prioridade por parte do Estado. Contudo, é desanimador notar que tal diretriz não dá sinais de plena execução e, para provar isso, basta analisar as várias pesquisas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN ) que demonstram a lamentável distribuição irregular das práticas artísticas – dentre elas, o cinema –, uma vez que estão restritas a poucos municípios brasileiros. Vê-se, então, o perigo da norma apresentada findar em desuso, sob pena de confirmar o que propunha Dante Alighiere, em “A Divina Comédia”: “As leis existem, mas quem as aplica?”. Esse cenário, certamente, configura-se como desagregador e não pode ser negligenciado.

Por fim, caminhos devem ser elucidados para democratizar o acesso ao cinema no Brasil, levando-se em consideração as questões sociais e legislativas abordadas. Sendo assim, cabe ao Governo Federal – órgão responsável pelo bem-estar e lazer da população – elaborar um plano nacional de incentivo à prática cinematográfica, de modo a instituir ações como a criação de semanas culturais nacionais, bem como o desenvolvimento de atividades artísticas públicas. Isso pode ser feito por meio de uma associação entre prefeituras, governadores e setores federais – já que o fenômeno envolve todos esses âmbitos administrativos –, os quais devem executar periódicos eventos, ancorados por atores e diretores, que visem exibir filmes gratuitos para a comunidade civil. Esse projeto deve se adaptar à realidade de cada cidade para ser efetivo. Dessa forma, o cinema poderá ser, enfim, democratizado, o que confirmará o que determina o artigo 215 da Constituição. Assim, felizmente, os cidadãos poderão desfrutar das benesses advindas dessa engrandecedora ação artística.

Tema: Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Autor: Isabella de Oliveira Cardoso

De modo ficcional, o filme “Cine Holiúdi” retrata o impacto positivo do cinema no cotidiano das cidades, dada a sua capacidade de promover o lazer, socialização e cultura. Entretanto, na realidade, tais benefícios não atingem toda a população brasileira, haja vista a elitização dos meios cinematográficos e a falta de infraestrutura adequada nos cinemas existentes. Sendo assim, urge a análise e a resolução desses entraves para democratizar o acesso ao cinema no Brasil.

A princípio, é lícito destacar que a elitização dos meios cinematográficos contribui para que muitos brasileiros sejam impedidos de frequentar as salas de cinema. Isso posto, segundo o filósofo inglês Nick Couldry em sua obra “Por que a voz importa?”, a sociedade neoliberal hodierna tende a silenciar os grupos menos favorecidos, privando-os dos meios de comunicação. A par disso, é indubitável que a localização dos cinemas em áreas mais nobres e o alto valor dos ingressos configuram uma tentativa de excluir e silenciar os grupos periféricos, tal como discute Nick Couldry. Nesse viés, poucos são os indivíduos que desfrutam do direito ao lazer e à cultura promovido pela cinematografia, o qual está previsto na Constituição e deve ser garantido a todos pelo Estado.

Ademais, vale postular que a falta de infraestrutura adequada para todos os cidadãos também dificulta o acesso amplo aos cinemas do país. Conquanto a acessibilidade seja um direito assegurado pela Carta Magna e os cinemas disponham de lugares reservados para cadeirantes, não há intérpretes de LIBRAS nas telas e a configuração das salas – pautada em escadas – não auxilia o deslocamento de idosos e portadores de necessidades especiais. À luz dessa perspectiva, é fundamental que haja maior investimento em infraestrutura para que todos os brasileiros sejam incluídos nos ambientes cinematográficos.

Por fim, diante dos desafios supramencionados, é necessária a ação conjunta do Estado e da sociedade para mitigá-los. Nesse âmbito, cabe ao poder público, na figura do Ministério Público, em parceria com a mídia nacional, desenvolver campanhas educativas – por meio de cartilhas virtuais e curta-metragens a serem veiculadas nas mídias sociais – a fim de orientar a população e as empresas de cinema a valorizar o meio cinematográfico e ampliar a acessibilidade das salas. Por sua vez, as empresas devem colaborar com a democratização do acesso ao cinema pela cobrança de valores mais acessíveis e pela construção de salas adaptadas. Feito isso, o Brasil poderá garantir os benefícios do cinema a todos, como relata o filme “Cine Holiúdi”.

Que nota teria a sua redação sobre Democratização do acesso ao cinema no Brasil? 

Redação nota 1000 do Enem 2024

Tema: Desafios para a valorização da herança africana no Brasil
Autor: Sabrina Ayumi Alvez Shimizu

O livro “Nós matamos o cão tinhoso” de Luís Bernardo Honwana retrata a sociedade moçambicana durante a colonização portuguesa. Na obra literária, observa-se uma dinâmica social pautada pela inferiorização dos indivíduos negros, na qual o racismo está enraizado nas interações entre as pessoas, na qualidade de vida e na autoimagem de cada ser. Assim, ao inserir a imagem criada pelo livro no contexto brasileiro de ínfima valorização da herança africana, infere-se que o passado colonial persiste nas estruturas do Brasil, se manifestando a partir do apagamento sistemático da cultura afro-brasileira. Em razão disso, deve-se discutir o papel do Estado no setor escolar e cultural diante desse contexto de silenciamento.

Em um primeiro momento, é necessário entender a relação entre a dinâmica social brasileira e a desvalorização da herança africana. Para fundamentar essa ideia, o filósofo brasileiro Ailton Krenak afirma que, no Brasil, existem dois grupos — a humanidade, formada pela elite econômica, e a subumanidade, a qual tem seus direitos negados e é constituída principalmente pelas populações marginalizadas socialmente, como os povos originários e os negros. Por conseguinte, entende-se que o apagamento da cultura africana é uma extensão do panorama da desigualdade social brasileira, já que essa desvalorização sistemática silencia as vozes de populações que são violentadas e oprimidas há séculos, o que favorece a manutenção dessas pessoas no grupo da subumanidade. Dessa forma, o Estado deve desenvolver medidas que visem valorizar e apoiar artistas e escritores relacionados à herança africana no Brasil.

Sob outra ótica, a compreensão acerca da importância da ancestralidade na formação da autoimagem e da noção de pertencimento de cada indivíduo é imperativa. Para isso, a filósofa brasileira Marilena Chauí defende a ideia de que, enquanto os animais são naturais, os humanos são culturais — ou seja, a cultura que cada pessoa está inserida compõe a essência desse ser. A partir disso, compreende-se que o silenciamento da herança africana nega a uma grande parte do povo brasileiro a sua própria essência, o que constitui uma violência estrutural e resulta numa noção de não pertencimento generalizada e em uma autoimagem defasada. Frente a isso, o Estado deve agir em prol da promoção de manifestações culturais afro-brasileiras.

Em suma, conclui-se que a desvalorização da cultura africana está diretamente relacionada a um processo sistemático de silenciamento de grupos oprimidos e resulta na falta de pertencimento de muitos indivíduos. Portanto, cabe ao Estado, por meio de uma parceria entre o Ministério da Economia (ME) e o Ministério da Educação e da Cultura (MEC), desenvolver manifestações culturais afro-brasileiras nas escolas, como, por exemplo, peças teatrais e festivais de dança, música e arte, assim como investir financeiramente na promoção de artistas e escritores que têm suas carreiras relacionadas à herança africana. Por fim, essas ações serão responsáveis por impedir o perpetuamento da desvalorização da cultura africana no Brasil.

Redação nota 1000 do Enem 2023

Tema: Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil
Autor: Arthur Sanches Sales

Conforme estudos demográficos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de idosos crescerá drasticamente nas próximas décadas. Nesse contexto, o trabalho de cuidado realizado pelas mulheres é fundamental para acolher essa parcela populacional. Todavia, a invisibilidade e a omissão estatal são desafios que perpetuam o descaso sofrido por essas trabalhadoras no Brasil. Logo, faz-se imperiosa a tomada de medidas que resolvam esse contexto de emergência generalizada.

Sob essa perspectiva, é crucial que a escassez de debates acerca da importância das atividades de assistência seja superada. A esse respeito, a ilustre filósofa Djamila Ribeiro defende que, para atuar em uma situação, deve-se, antes de tudo, tirá-la da invisibilidade. Entretanto, o panorama nacional destoa do pensamento da autora, já que o alto índica de empregadas domésticas em condições ocupacionais precárias não é enxergado pelo círculo social, de modo que discussões sobre essa questão sejam priorizadas, dificultando intervenções nesse problema. Então, essa nebulosidade precisa ser exposta para conscientizar a sociedade.

Outrossim, vale ressaltar de que maneira a negligência do estado fomenta a marginalização das cuidadoras. A partir disso, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman utiliza o termo "Instituição Zumbi" para simbolizar as entidades que não cumprem seu papel previamente estabelecido. Seguindo o raciocínio, é possível compreender o Poder Executivo como um exemplo da ideia do expoente da Sociologia, uma vez que a sua função de garantir dignidade profissional a todos não está sendo cumprida em sua totalidade, pois muitas trabalhadoras de acolhimento ainda encontram-se em situações indignas. Por isso, a conduta governamental necessita ser reformulada para assegurar os direitos dessas profissionais.

Portanto, torna-se primordial mitigar a marginalidade do trabalho de cuidado realizado pelo gênero feminino. Dessa forma, o Ministério da Cidadania, enquanto responsável por políticas cidadãs, deve propagar dados e pesquisas que revelam a gravidade do esquecimento sofrido pelas cuidadoras, por meio de plataformas midiáticas de destaque, a fim de atingir o maior contingente possível e conscientizá-lo. Ademais, a coletividade, por intermédio do Ministério público, precisa cobrar do Governo Federal ações efetivas de proteção ocupacional às empregadas domésticas, com o intuito de promover o labor digno a esses indivíduos. Assim, a acolhida da nova geração de pessoas da terceira idade poderá ser efetiva.

Redação nota 1000 do Enem 2018

Tema: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
Autor: André Bahia Pereira

redação nota mil do Enem 2018

Redação nota 1000 do Enem 2017

Tema: Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Autor: Lorena Magalhães Macedo

Redação 2017

Redação nota 1000 do Enem 2016

Tema: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Autor: Tamyres dos Santos Vieira

Redação 2016

O que as redações nota 1000 têm em comum?

A nota máxima sinaliza que o texto atende todas as competências previstas na matriz de referência para redação, que são as seguintes:

Competências redação enem
Quadro de critérios de avaliação da redação do Enem retirado da Cartilha do Participante - Redação no Enem 2018 - INEP

A seguir, mostramos as razões que levaram esses participantes a conquistar a nota máxima. E lembre-se: com o Toda Matéria+, você pode avaliar suas próprias redações, identificar quais competências precisam de mais atenção e focar no que realmente vai melhorar sua nota.

1. Apresentaram escrita formal

Os textos dos participantes estão de acordo com a norma culta (competência 1). Em todos foram respeitadas as regras gramaticais.

Nos exemplos dados acima, foram apresentadas estruturas sintáticas muito boas. Concordância, regência, pontuação e ortografia estavam corretos. Verificou-se apenas pequenos desvios:

Na redação de 2024 da autoria da Sabrina Ayumi Alvez Shimizu, foi usada a próclise no lugar da ênclise no primeiro parágrafo: "... nas estruturas do Brasil, se manifestando a partir do apagamento sistemático da cultura afro-brasileira." (grifo nosso)

Na redação de 2019 da autoria do Gabriel, o pronome "o" foi usado no lugar do pronome "lhe" no primeiro parágrafo: "... habilidade que o permite ver aquilo que nunca foi visto e ouvir aquilo que nunca foi ouvido." (grifo nosso).

Na redação de 2019 da autoria da Isabella, houve um engano no último parágrafo. Ela escreveu curta-metragem em vez de curtas-metragens: "... por meio de cartilhas virtuais e curta-metragens a serem veiculadas nas mídias sociais..." (grifo nosso).

Na redação de 2016, a Tamyres utilizou "com" em vez de "como" no último parágrafo: "Dessa forma, assim com a desintegração de um átomo tornou-se simples na atualidade, preconceitos poderão ser quebrados." (grifo nosso).

2. Compreenderam a proposta da redação

Cada um dos participantes redigiu um texto dissertativo-argumentativo no âmbito da proposta (competência 2). Todos eles argumentaram sobre o problema exposto - inclusive, demonstrando que têm um bom repertório cultural - e apresentaram uma solução.

Os textos selecionados apresentaram estrutura de acordo com textos dissertativo-argumentativo:

Os parágrafos iniciais apresentaram a tese

"No convívio social brasileiro, parte considerável da população apresenta alguma deficiência. Nessa conjuntura, grande parcela dos surdos, em especial, não tem acesso a uma educação de qualidade, o que fomenta maior empenho do Poder Público e da sociedade civil, com o fito de superar os desafios para a efetiva inclusão desses indivíduos no sistema educacional." (1.º parágrafo do texto da Lorena Macedo)

Os parágrafos intermédios apresentaram argumentos

"Sob esse viés, muitos deficientes auditivos encontram dificuldades para acessar o Ensino Fundamental, Médio ou Superior, visto que diversas instituições de ensino carecem de uma infraestrutura adaptada a esses indivíduos (...)

Ademais, em muitas instituições de ensino, deficientes auditivos ainda são vítimas de xingamentos e até de agressões físicas por parte de outros alunos, ações que caracterizam o bullying (...)." (2.º e 3.º parágrafo do texto da Lorena Macedo)

Os parágrafos finais expõem soluções para os problemas

"Portanto, a fim de garantir que surdos tenham pleno acesso à formação educacional, cabe ao Estado, mediante o redirecionamento de verbas, realizar as adaptações necessárias em todas as escolas e as universidades públicas (...)" (Último parágrafo do texto da Lorena Macedo)

Além disso, os argumentos de todos foram fundamentados com citações.

"Nesse contexto, o filósofo iluminista Voltáire já afirmava: “Preconceito é opinião sem conhecimento”." (Trecho da redação da Lorena Macedo)

O repertório cultural também foi apresentado através da citação de obras. Nas suas redações, o Gabriel Nogueira citou o livro Homo Ludens, de Johan Huizinga; a Isabella Cardoso citou o filme Cine Holiúndi.

Na redação de 2021, do Gabriel Borges, o estudante começa citando Norberto Bobbio. Ao longo do texto, cita também Karl Marx, e faz referência à Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

3. Defenderam um ponto de vista

Os participantes produziram textos que demonstraram uma boa escolha de dados apresentados, que além disso estavam bem organizados e devidamente explicados (competência 3).

A forma como as ideias expostas no texto se desenvolvem demonstram um bom planejamento.

Na redação da Tamyres, por exemplo, para mostrar a dificuldade em combater a intolerância religiosa, ela cita Einstein (“É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”), aborda a questão histórica ("Desde a colonização, o país sofre com imposições religiosas.") e consegue apresentar uma solução para o problema:

"Ademais, cabe às escolas e às famílias educarem as crianças para que, desde cedo, aprendam que têm o direito de seguir suas escolhas, mas que devem ser tolerantes e respeitar as crenças do outro, afinal, como disse Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”." (Trecho da conclusão da redação da Tamyres Vieira)

4. Demonstraram conhecimentos linguísticos

Os participantes escreveram um texto coerente, cujas informações apresentadas desenvolveram-se de forma bem estruturada (competência 4).

"Segundo Steve Jobs, um dos fundadores da empresa “Apple”, a tecnologia move o mundo. Contudo, os avanços tecnológicos não trouxeram apenas avanços à sociedade (...). Sob tal ótica, esse cenário desrespeita princípios importantes da vida social, a saber, a liberdade e a privacidade." (Trecho do 1.º parágrafo do texto do André Pereira)

"De acordo com Jean Paul Sartre, o homem é condenado a ser livre. Nessa lógica, o uso de informações do acesso pessoal para influenciar o usuário confronta o pensamento de Sartre (...) (Trecho do 2.º parágrafo do texto do André Pereira)

"Em suma, são necessárias medidas que atenuem a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet." (Trecho do último parágrafo do texto do André Pereira)

5. Elaboraram proposta de intervenção

O participantes criaram textos que não desrespeitaram valores humanos e cuja solução para os problemas apresentados valoriza a diversidade (competência 5).

Todos os participantes concluíram as suas redações com propostas que consideram aspectos de cidadania, respeitam valores humanos e a diversidade:

"Portanto, cabe ao Estado, por meio de uma parceria entre o Ministério da Economia (ME) e o Ministério da Educação e da Cultura (MEC), desenvolver manifestações culturais afro-brasileiras nas escolas, como, por exemplo, peças teatrais e festivais de dança, música e arte, assim como investir financeiramente na promoção de artistas e escritores que têm suas carreiras relacionadas à herança africana. Por fim, essas ações serão responsáveis por impedir o perpetuamento da desvalorização da cultura africana no Brasil." (Trecho da conclusão do texto da Sabrina Ayumi Alvez Shimizu)

"Dessa forma, o Ministério da Cidadania, enquanto responsável por políticas cidadãs, deve propagar dados e pesquisas que revelam a gravidade do esquecimento sofrido pelas cuidadoras, por meio de plataformas midiáticas de destaque, a fim de atingir o maior contingente possível e conscientizá-lo. Ademais, a coletividade, por intermédio do Ministério público, precisa cobrar do Governo Federal ações efetivas de proteção ocupacional às empregadas domésticas, com o intuito de promover o labor digno a esses indivíduos. Assim, a acolhida da nova geração de pessoas da terceira idade poderá ser efetiva." (Trecho da conclusão do texto do Arthur Sanches Sales)

"O Estado criará um mutirão nacional intitulado “Meu Registro, Minha Identidade”. Esse projeto funcionará por meio da união entre movimentos sociais, comunidades locais e órgãos governamentais municipais, estaduais e federais, visto que é necessária uma ação coletiva visando a consolidação da cidadania brasileira. Com o trabalho desses agentes, serão enviados profissionais a todas as cidades em busca de pessoas que, finalmente, terão suas certidões de nascimento confeccionadas, além de receberem acompanhamento e incentivo para a realização de cadastro em outros serviços importantes do sistema nacional." (Trecho da conclusão do texto do Gabriel Borges)

"Para isso, compete ao Ministério da Saúde investir na melhora da qualidade dos tratamentos a essas doenças nos centros públicos especializados de cuidados, destinando mais medicamentos e contratando, por concursos, mais profissionais da área, como psiquiatras e enfermeiros. Isso deve ser feito por meio de recursos autorizados pelo Tribunal de Contas da União - órgão que opera feitos públicos - com o fito de potencializar o atendimento a esses pacientes e oferecê-los um tratamento eficaz. Ademais, palestras devem ser realizadas em espaços públicos sobre os malefícios das falsas concepções de prazer e da importância do acolhimento dos vulneráveis." (Trecho da conclusão do texto da Julia Vieira)

"Esse projeto deve se adaptar à realidade de cada cidade para ser efetivo. Dessa forma, o cinema poderá ser, enfim, democratizado, o que confirmará o que determina o artigo 215 da Constituição. Assim, felizmente, os cidadãos poderão desfrutar das benesses advindas dessa engrandecedora ação artística." (Trecho da conclusão do texto do Gabriel Nogueira)

"Nesse âmbito, cabe ao poder público, na figura do Ministério Público, em parceria com a mídia nacional, desenvolver campanhas educativas – por meio de cartilhas virtuais e curta-metragens a serem veiculadas nas mídias sociais – a fim de orientar a população e as empresas de cinema a valorizar o meio cinematográfico e ampliar a acessibilidade das salas." (Trecho da conclusão do texto da Isabella Cardoso)

"Logo, a fim de dar liberdade de escolha ao indivíduo, cabe às empresas de tecnologia solicitar a autorização para o uso dessas informações, por meio de advertências com linguagem clara, tendo em vista a linguagem técnica utilizada, atualmente, por avisos do tipo." (Trecho da conclusão do texto do André Pereira)

"Outrossim, famílias e escolas, por meio de, respectivamente, diálogos frequentes e palestras, devem debater acerca da aceitação às diferenças como fator essencial para o convívio coletivo, de modo a combater o bullying e a formar um paradigma comportamental de total respeito aos deficientes auditivos." (Trecho da conclusão do texto da Lorena Macedo)

"Assim, cumpre ao governo efetivar de maneira mais plena as leis existentes. Ademais, cabe às escolas e às famílias educarem as crianças para que, desde cedo, aprendam que têm o direito de seguir suas escolhas, mas que devem ser tolerantes e respeitar as crenças do outro (...)" (Trecho da conclusão do texto da Tamyres Vieira)